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Paciente com Lúpus reclama de atendimento na UBS do Roma II

Matéria publicada em 29 de abril de 2019, 19:31 horas

 


Volta Redonda- A paciente Karlla Maria da Silva, de 37 anos, moradora do Roma II, portadora de Lúpus – uma doença inflamatória, autoimune- reclama do atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro. Ela relatou que o posto não disponibiliza a quantidade de medicamentos que necessita e que tanto os enfermeiros, quanto os médicos, demonstram desconhecimento sobre a doença.
– Tenho várias complicações decorrentes dessa doença e infelizmente meu posto de saúde não me dá a quantidade certa de medicamentos essenciais para que não passe mal. Normalmente me dão metade. Outra coisa: parece que essa doença nem existe pra eles. Quando eu chego pra consultar, eles não sabem o que é. Não conhecem e eu tenho que explicar. Os próprios médicos que me atendem, não sabem – disse.
De acordo com a moradora, pela lei, sua receita médica vale por um período de seis meses, mas no posto, os funcionários alegam que a receita vale pela metade do período. Outra reclamação diz respeito à demora e qualidade do atendimento.
– Não tem médico direito aqui. Meu especialista é um reumatologista, mas as consultas demoram muito e sinto muitas dores por causa de outras doenças. Com isso, é difícil me locomover. Só quero ser bem atendida, receber a medicação toda e ser respeitada. Gostaria de ter os meus direitos – finaliza a moradora.
Karlla informou ainda que é portadora de diversas enfermidades como: fibromialgia, bronquite asmática, sinusite, rinite, gastrite e refluxo, a doença que mais provoca sua preocupação é o lúpus, que pode afetar vários órgãos e tecidos, causando sintomas como fadiga, febre e dor nas articulações.

Saúde afirma que oferta a quantidade
de medicamentos usados no mês

A secretaria de Saúde de Volta Redonda explicou em nota que faz o acompanhamento domiciliar da paciente através de agentes de saúde e que todos os medicamentos são disponibilizados.
“A política interna da rede de saúde do município é disponibilizar a quantidade que será usada no mês pelos pacientes, mesmo que seja de uso contínuo”, diz a nota.


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