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Paciente relata dificuldade de acesso a medicamento

Matéria publicada em 28 de agosto de 2019, 18:52 horas

 


Marli Bastos diagnosticada com câncer de medula óssea, em 2014, está há dois anos sem tomar medicação

Barra Mansa- Marli da Silva Bastos, de 57 anos, moradora de Barra Mansa, permanece aguardando a liberação do governo federal para ter acesso ao medicamento contra o câncer de medula óssea, Lenalidomida. Ela foi diagnosticada em 2014 com a doença que afeta as células tronco da medula, passou por cirurgia de transplante e por orientação médica precisa dar continuidade ao tratamento com a medicação.
Porém está há dois anos sem tomar o remédio – que aumenta sua sobrevida e qualidade de vida. Por isso, Marli entrou em 2015 no Ministério Público Federal da região para ter acesso ao medicamento devido ao alto custo, para se ter uma noção um comprimido de 25 mg custa cerca de R$ 1.425,47.
No último parecer favorável foi determinado pelo Ministério Público Federal que o governo fornecesse, de imediato, 30 comprimidos por mês do medicamento, em até 10 dias, sob pena de multa de R$ 500,00 por dia de descumprimento. A ordem judicial foi assinada em 1º de julho e o prazo venceu ainda no mês passado.
– O processo está em tramite desde 2015, tenho a decisão dada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, até o momento não me entregaram o remédio, estou desde setembro de 2017 sem medicação para combater a doença que se agrava. Eu necessito do medicamento com muita urgência, minha imunidade está muito baixa correndo risco agravante para minha vida – relatou.
A irmã da paciente, Marlene Bastos, comentou que Marli está com uma anemia profunda devido à doença e a demora da medicação só contribui para a piora do seu quadro clínico.
– O remédio tem a função de desacelerar a progressão da doença como ela está sem tomar a medicação para o câncer há dois anos, a anemia tem aumentado, apesar do cuidado com a alimentação e o acompanhamento médico que fazemos. É uma consequência da doença, não há cura dessa anemia, mas está piorando – disse.
Os pacientes que sofrem com a enfermidade já enfrentaram no passado nove anos de espera pela liberação do medicamento que foi aprovado recentemente pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O DIÁRIO DO VALE entrou em contato com a assessoria de imprensa do Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Em nota, o TRF2 informou que “o caso está na pauta da sessão de julgamentos da Sétima Turma Especializada que ocorrerá no próximo dia 11 de setembro”.


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Um comentário

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    Hoje fiquei sabendo que o Prefeito Samuca pretende através de autorização do Detro esticar a linha de ônibus elétrico gratuito até o centro de Barra Mansa .. parabéns, isto é inovação.

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