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Pessoas com deficiência têm o Dia da Inclusão Social e Profissional

Matéria publicada em 27 de novembro de 2018, 19:21 horas

 


Empresas montaram estandes em evento no Sest-Senat e receberam diversos curriculum

Instituições participam de evento que proporciona a possibilidade de entrada no mercado de trabalho (Foto: Paulo Dimas)

Barra Mansa – O Sest/Senat promoveu na manhã desta terça-feira, 27, o segundo encontro entre empresas, instituições e jovens portadores de deficiências físicas e seguradas pela Previdência Social, na sede que fica no Barbará. Os interessados entregaram currículos nos diversos estandes montados em um espaço reservado exclusivamente para o evento, o segundo realizado pela instituição.

De acordo com a lei Nº 8.213, de 24 de julho de 1991, Art. 1º , a Previdência Social, mediante contribuição, tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, desemprego involuntário, idade avançada, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte daqueles que são dependentes economicamente. E abrange o direito a todos os tipos de deficiência física, visual, auditiva e intelectual. A lei de cotas garante o preenchimento de 2% a 5% das vagas do quadro de funcionários com reabilitados ou com deficiência.

O gerente Regional do Trabalho de Volta Redonda, Luiz Felipe, ressaltou a importância do evento. “A maioria das empresas precisa cumprir as cotas. Será que se a gente estimular a presença dessa comunidade através dessas ações, não consegue resultado? O que motivou foi o fato de tentarmos fazer diferente”, disse. Segundo Luiz Felipe, as empresas foram chamadas de última hora e todas as entidades e associações de apoio e assistência foram informadas com um mês de antecedência.

Paulo Celso estava acompanhando seu filho, Leonardo Klotz, de 25 anos, um dos diversos jovens que estavam entregando currículos. Segundo Paulo, Leonardo tem autismo, porém com traços leves. O rapaz nunca trabalhou, mas já chegou a cursar a faculdade de Sistema da Computação, mas acabou parando o curso. Paulo fez questão de deixar a sua opinião a respeito do evento. ”Acho que este é um evento muito importante por ser voltado para a inclusão social e para a diversidade”, disse.

Leonardo também se mostrou bem realista e pé no chão. “Tento ser realista. Procuro fazer o que estiver ao meu alcance. Não crio muitas expectativas. Se alguém puder me contratar e me der algum cargo, vou fazer o que estiver dentro dos meus limites”, disse.

Atualmente, a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) conta com dez alunos incluídos no mercado de trabalho. Dentro da Associação, são oferecidas diversas oficinas para a capacitação dos alunos. Entre elas: cozinha, reciclagem, artesanato, entre outras. Segundo Tamiris Teixeira, professora da Apae, os alunos seguem as oficinas de acordo com seus perfis e, com auxílio de uma equipe de pedagogos e psicólogos, se sentem mais preparados para o mercado de trabalho. Tamiris ressalta que, em caso de desligamento das empresas contratantes, os alunos têm preparo para lidar com a situação.

– A gente tem esse acompanhamento antes, durante e depois do processo de demissão. Muitos que estão aqui já passaram por esse processo. A gente vai trabalhando isso pra eles lidarem bem com isso. Até para que isso não aconteça novamente – disse.

A Previdência Social disponibiliza o Benefício de Prestação Continuada (BPC LOAS), que é a garantia de um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que comprovem não possuir meios de prover a própria manutenção, nem de tê-la provida por sua família.

Segundo Denise Barbosa, Coordenadora do Programa de Educação Previdenciária (PEP), o INSS orienta e encaminha toda pessoa que sofre algum tipo de acidente no exercício da profissão. Todos os reabilitados da Previdência são direcionados às empresas e encaminhados para outras atividades.

– O INSS reabilita a pessoa para ser encaixada em uma empresa ou em outra atividade por causa de determinado problema de saúde. Seja por um acidente ou por uma sequela que se torne um problema de deficiência física. A pessoa também pode ter aposentadoria por invalidez, dependendo da situação, além do BPC LOAS. A Legislação abre espaço para que o deficiente físico possa trabalhar como microempreendedor individual e o beneficio fica suspenso apenas se esse deficiente passar a ser um contribuinte comum – disse.

Entre as organizações, empresas e entidades que estiveram presentes, estavam: Associação Autismo SuperAção; Apae; Previdência Social; UBM; UGB Ferp; Universidade de Vassouras; Sistema Firjan; Sest-Senat; Sine; CIEE; RH 10; CSN; PAM; Ambev; Unimed; Grupo Arcelormittal; PSA Peugeot Citroën; Nissan; Volkswagen; Bramil Supermercados; Cidade Do Aço; Transportadora Toniato; Drogaria Retiro; Casa de Saúde Santa Maria; Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa, entre outras.

 


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