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Pneumologista ministra palestra em evento nacional sobre doenças raras

Matéria publicada em 18 de março de 2019, 17:07 horas

 


Médico de Volta Redonda vai falar em importante evento sobre doenças raras (Foto: Divulgação)

Volta Redonda – Médicos e especialistas brasileiros em doenças raras discutirão aspectos relacionados a diagnósticos, tratamentos e perspectivas dos pacientes acometidos por tais patologias durante o evento nacional “Cenário de Doenças Raras no Brasil”. O evento será realizado em São Paulo, nesta terça-feira, dia 19, com um detalhe: pela primeira contará com um médico do Sul Fluminense, o pneumologista voltarredondense Gilmar Zonzin.

Coordenador do Serviço de Pneumologia da Casa de Saúde Santa Maria, em Barra Mansa, e professor da UniFOA, Gilmar Zonzin abordará questões relativas à fibrose pulmonar idiopática (FPI), doença rara, crônica e grave, caracterizada por cicatrizes (fibroses) nos pulmões, o que faz com que esses órgãos percam sua elasticidade, provocando uma dificuldade respiratória progressiva.

Segundo o pneumologista, a doença atinge principalmente pessoas acima dos 50/60 anos, predominantemente do sexo masculino, que apresentam inicialmente quadro clínico de cansaço, e falta de disposição física. Para o médico, invariavelmente, os pacientes e os próprios médicos consideram que os sintomas sejam parte do próprio avanço da idade. “Os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças, o que leva a uma grande demora no diagnóstico”, avalia.

O diagnóstico da FPI exige uma série de exames específicos e, como não tem cura, é extremamente importante que o diagnóstico seja feito precocemente. ”Quando os sintomas aparecem sem que seja identificada uma causa clara e persistem, mesmo após algum tratamento, é importante que o paciente procure imediatamente o pneumologista”, alerta Zonzin. Caso o diagnóstico da fibrose pulmonar idiopática seja confirmado, será instituído o tratamento adequado para desacelerar a evolução da doença, reduzir os sintomas, melhorar a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.

E.S, paciente de 75 anos, morador de São Gonçalo, conta que percorre periodicamente cerca de 150 km para fazer o tratamento para fibrose pulmonar idiopática na Casa de Saúde Santa Maria. Segundo o aposentado, até dar início ao tratamento com o pneumologista, há cerca de 3 anos, ele acreditava que não resistiria muito tempo à doença. “Até iniciar o tratamento, achei que iria morrer logo, logo. Sentia muito cansaço, falta de ar e tossia o tempo todo. Hoje estou bem melhor, dentro dos meus limites, e acredito que, prosseguindo com o tratamento, vou conseguir viver muito tempo ainda e continuar vendo meus netos crescerem”, afirma emocionado.

 


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