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População deve continuar combate a criadouros do Aedes aegypti

Matéria publicada em 16 de agosto de 2016, 21:48 horas

 


Levantamento da Vigilância Epidemiológica de Piraí mostra que casos de dengue, zika e chikungunya continuam sendo registrados

Causa e efeito: Descuido no inverno pode significar uma epidemia no verão seguinte, segundo especialistas (Foto: Libânia Nogueira)

Causa e efeito: Descuido no inverno pode significar uma epidemia no verão seguinte, segundo especialistas (Foto: Libânia Nogueira)

Piraí – Mesmo durante o inverno, a atenção para não deixar água parada deve continuar. Em Piraí, há casos notificados de dengue todos os meses, de acordo com levantamento da Vigilância Epidemiológica. Do início do ano até agora, foram registrados 749 notificações de dengue, além de 163 de zika e duas de chikungunya. Os casos de dengue apresentaram um comportamento diferenciado dos anos anteriores, pois começou a atingir maior número da população entre março e abril e apresentou queda gradativa a partir de junho.

– Em 2016, o número de notificações foi crescente já no mês de janeiro. No entanto, vale ressaltar que, em todos os meses há casos notificados da doença, demonstrando a importância da atenção no controle do vetor durante o ano todo – afirmou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Piraí, Gisele Mota, lembrando que, no ano passado, o município apresentou o maior número de casos notificados de dengue, totalizando 1.080 casos com registro de um óbito. Neste ano, até o momento, não houve registro de morte ou casos graves.
Mesmo com o baixo índice de chuva e redução da proliferação do mosquito neste período, a orientação é que a população continue atenta para inibir qualquer lugar que propicie o desenvolvimento do mosquito.
– Muitos associam as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes às altas temperaturas e ao período chuvoso, típicos do verão. Mas, a proliferação acontece o ano inteiro – alertou a coordenadora.
A coordenadora da Vigilância Ambiental, Keyla Libanio, também alertou que o descuido no inverno pode significar uma epidemia no próximo verão. Segundo ela, os ovos do mosquito duram mais de um ano, prontos para eclodir e provocar as doenças. Com as temperaturas baixas, a proliferação é reduzida, mas esta fase é considerada uma oportunidade para antecipar a “guerra contra o mosquito”.
– É importante alertar as pessoas de que cada um precisa fazer o seu papel na luta contra os vetores e que isso ocorra o ano inteiro, independente do clima. E, para que isso ocorra, basta eliminar qualquer tipo de depósito que acumule água, como também os depósitos com água e presença de larvas. Como fazer? Jogando a larva no solo, pois só assim a larva morrerá pela falta da água. Simples, não é? – destacou a coordenadora.

Por Libânia Nogueira
libania@diariodovale.com.br


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