>
domingo, 14 de agosto de 2022 - 03:52 h

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Prefeita de Angra cobra ampliação de investimentos da Ampla na Costa Verde

Prefeita de Angra cobra ampliação de investimentos da Ampla na Costa Verde

Matéria publicada em 7 de outubro de 2015, 22:15 horas

 


Angra dos Reis – Em reunião realizada na sede da secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, a prefeita de Angra dos Reis, Conceição Rabha (PT), cobrou a ampliação dos investimentos por parte da Ampla – concessionária responsável pelo abastecimento de energia elétrica – na região da Costa Verde. O encontro contou com a presença de representantes da empresa.

Durante o encontro, a prefeita lembrou que a empresa já havia prometido investimentos para diminuir as quedas de energia constantes em períodos de alta ocupação na cidade.
A reivindicação principal foi a construção de uma nova subestação de energia na região do Frade a Mambucaba, negociação iniciada no ano passado. Segundo a prefeitura, desde 2013, a empresa promete investir cerca de R$ 200 milhões na melhoria da rede de abastecimento de energia, mas efetivamente pouco saiu do papel. O presidente da Associação de Condomínios de Lazer, Manoel Francisco, lembrou que a empresa prometeu essa nova subestação para o segundo semestre, mas as obras ainda não começaram. Após as explicações da Ampla, a prefeita Conceição afirmou que o município não vai mais esperar providências de forma amigável.
– No início do ano, a empresa prometeu à prefeitura e à sociedade que construiria a nova subestação do quarto distrito, mas até agora não foi iniciada a obra. Fizemos todo o trabalho necessário para ajudar a Ampla no que diz respeito ao licenciamento, mas nada andou até agora. A população não pode mais ficar esperando enquanto a concessionária não se posiciona. Temos um supermercado novo no Frade, que emprega mais de 100 funcionários, operando com geradores porque a empresa não tem condições técnicas de ligar a energia. Quero que a Ampla cumpra o prometido para acabar com as quedas constantes de energia – disse Conceição Rabha.
O diretor da Ampla, Guilherme Brasil, alegou que a empresa não conseguiu realizar a obra por causa de problemas com o licenciamento. Para entregar essa obra, a Ampla considera ser necessário mais seis meses. Ele se comprometeu a tentar apresentar até terça-feira, dia 13, alterações no projeto da subestação para que a obra seja realizada em tempo mais curto, podendo gerar benefícios no início do ano que vem. A prefeitura de Angra vai acompanhar.

Ilha Grande e plano de contingência eficiente

Ainda durante o encontro, o presidente da Fundação de Turismo de Angra (TurisAngra), Klauber Valente, cobrou a empresa mais agilidade no reparo de eventuais acidentes com o cabo submarino que leva energia elétrica para a Ilha Grande. No último incidente, ocorrido no dia 23 de setembro, a localidade ficou 11 dias sem abastecimento pleno. Klauber quer que, em momentos de crise semelhantes, seja imediatamente acionado um plano de gestão de crise e comunicação conjunto com a prefeitura e a empresa.
– Não é admissível a Ilha Grande ficar 10 dias sem energia elétrica e a Ampla não dar nenhuma informação para a prefeitura de Angra ou para a comunidade. Já que temos esses problemas recorrentes, sugiro que a empresa crie um gabinete de crise integrado com a prefeitura, para que sejamos informados com a maior velocidade sobre a gravidade do acidente e darmos resposta para a população – disse Klauber Valente, que recebeu pronta aprovação dos representantes da empresa, que constituirão o gabinete de gestão.
O abastecimento de energia na Ilha Grande foi plenamente restabelecido somente na última terça-feira, dia 6. O incidente que causou a suspensão do fornecimento foi causado por uma embarcação de pesca.
Em outra linha de ação, a TurisAngra está trabalhando com a Capitania dos Portos para melhorar a orientação aos barcos sobre a existência dos cabos. Segundo a Ampla, neste acidente cerca de 4,5 quilômetros de cabos foram arrastados pela embarcação, dificultando o reparo. A prefeitura de Angra comunicou o incidente na ilha à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério Público Federal.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document