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Prefeitura de Barra do Piraí fará recadastramento de jazigos do Cemitério Municipal

Matéria publicada em 30 de janeiro de 2017, 21:07 horas

 


Ordenamento: Túmulos perpétuos e os provisórios do Cemitério Santa Rosa, em Barra do Piraí, serão mapeados (Foto: Divulgação PMBP)

Ordenamento: Túmulos perpétuos e os provisórios do Cemitério Santa Rosa, em Barra do Piraí, serão mapeados (Foto: Divulgação PMBP)

Barra do Piraí – A prefeitura de Barra do Piraí, por meio da diretoria da Capela Mortuária Nossa Senhora Aparecida, fará cadastramento de jazigos do Cemitério Municipal Santa Rosa. A intenção do órgão é se adequar à determinação, de 2010, que visa este serviço, bem como mapear os túmulos perpétuos e os provisórios. As famílias que têm entes sepultados naquele cemitério deverão iniciar este trabalho a partir do mês de março.

De acordo com informações do diretor da Capela Nossa Senhora Aparecida, Marco Antônio de Souza Medeiros, Barra do Piraí possui cerca de dois mil jazigos perpétuos, sem contar os temporários, que pertencem ao município. Conforme disse, por conta do tempo, muitos estão deteriorados e, em diversos casos, as famílias não têm procurado o serviço de competência para reformar túmulos ou nem mesmo saber como andam as escrituras.

– Desde quando o Santa Rosa foi fundado, não fizeram este mapeamento. Hoje, temos muitos jazigos abandonados, depredados. Em alguns casos, principalmente os que são enterrados no chão, possuem duplicidade de números ou estão colados, literalmente, uns nos outros. As famílias precisarão vir até aqui para que possamos recadastrar estes túmulos e até mesmo para que fiquemos a par de documentação e evitar, assim, confusão quando precisarem sepultar seus entes – explicou.

Marco Antônio afirmou que existem muitas sepulturas que estão na terra e sem identificação no mapa. Ele pontuou que os coveiros veem dificuldade para encontrarem jazigos cadastrados.

– Vamos colocar tudo em ordem numérica, até que, ao final, todos saibam onde estão sepultados. Antes disso, estamos vendo a burocracia, para que tudo dê certo, adquirindo números para que, quando as famílias chegarem, o serviço esteja em ordem. Vai ser melhor para nós mas vai ser muito bom e confortante a eles também – acredita.

Combate ao mosquito Aedes aegypti

Todos os anos, no período de maior verificação de focos de dengue, um dos locais com grande incidência sempre foi o Cemitério Municipal. As famílias, quando vão visitar os jazigos, acabam levando vasos ou flores novas e as colocam, junto com água, nestes compartilhamentos, transformando o local em criadouro do Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue, zica e chikungunya.
Segundo Marco Antônio, este ano a preocupação já foi elencada junto aos que zelam pelo Cemitério Municipal Santa Rosa.
– Estamos colocando esses vasos de cabeça para baixo, retirando a água das chuvas e, quando as famílias não têm esse cuidado, nós mesmos colocamos terra dentro daqueles fixos, evitando a proliferação do mosquito – ressaltou.
Marco Antônio disse acreditar que as famílias também estão mais preocupadas em eliminar possíveis focos do Aedes aegypti e, por conta disso, é cada vez mais frequente o uso de flores artificiais, evitando, desta maneira, a água, que, parada, vira verdadeiro local de proliferação do mosquito.


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2 comentários

  1. Avatar

    Desorganização do poder público em toda área e os culpados por essa bagunça são as famílias usuárias?

  2. Avatar

    Quantos presuntos…

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