Prefeiturade Angra incentiva a geração de emprego e renda para ilhéus com a maricultura - Diário do Vale
domingo, 26 de setembro de 2021 - 02:42 h

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Prefeiturade Angra incentiva a geração de emprego e renda para ilhéus com a maricultura

Prefeiturade Angra incentiva a geração de emprego e renda para ilhéus com a maricultura

Matéria publicada em 24 de março de 2015, 15:45 horas

 


Angra dos Reis

O setor de maricultura está em expansão em Angra dos Reis. O crescimento se explica, em grande parte, pelo incentivo que a prefeitura tem oferecido, por meio de sua Secretaria de Pesca e Aquicultura. Na última sexta-feira, dia 20, o subsecretário de Pesca, Ronaldo Viana, e o gerente de Maricultura, Marcelo Lacerda, foram à Ilha Grande tratar da implantação de mais duas fazendas marinhas para a criação de vieiras (também conhecidas como coquilles Saint-Jacques). A prefeitura lançou neste mês um edital de chamamento público para interessados em administrar as novas fazendas. Elas ficarão na Praia Vermelha e no Bananal, e os maricultores devem ser moradores das localidades, ambas na Ilha Grande.
Com os novos espaços, subirá para 13 o número de fazendas marinhas fomentadas pela Prefeitura de Angra no município. A Secretaria de Pesca colabora com a assistência técnica, doação de sementes e cessão de materiais, como lanternas, boias e cabos. Cada uma das novas fazendas marinhas irá receber 50 mil sementes. A expectativa é que juntas as duas produzam aproximadamente 10 toneladas ao ano quando estiverem em franco funcionamento.
Os representantes da Secretaria de Pesca se reuniram com interessados na oportunidade em Jaconema, próximo ao Bananal, onde ficará uma das fazendas, e explicaram o funcionamento do edital. Além de serem moradores das localidades, os interessados não podem já ser proprietários de fazendas marinhas, pois o objetivo principal do projeto é a criação de novos postos de emprego para os ilhéus. É importante, no entanto, ter alguma experiência nos setores de pesca e maricultura. Detalhes do edital, como a documentação necessária para a inscrição, foram esclarecidos. Também foi discutida a conjuntura da maricultura no município.

– Temos um grande mercado consumidor em um setor que ainda tem muito para crescer. Quem levar a sério a maricultura vai ganhar dinheiro – afirmou Marcelo Lacerda para o grupo de moradores.

Os números do setor são positivos. A produção de vieiras, que em 2013 havia sido de 21 toneladas, saltou para 31,5 toneladas no ano passado, um crescimento impressionante, de cerca de 50%. Com o resultado, Angra consolida sua posição de destaque no cenário nacional. O estado do Rio de Janeiro é o maior produtor de maricultura do Brasil, e Angra é o município que lidera a produção estadual e nacional. Os números premiam um trabalho de incentivo ao setor iniciado em 2013, com o início da atual gestão municipal.

– Quando nós assumimos, a produção de vieira no município estava em 10 toneladas [dados de 2012]. Em 2013, nosso primeiro ano de gestão, conseguimos passar das 20 toneladas, e, no ano passado, aumentamos ainda mais a produção – explica Ronaldo Viana.

O subsecretário, que tem bastante experiência como maricultor, pontua algumas diferenças operacionais entre a antiga e a nova gestão da Secretaria de Pesca que têm contribuído positivamente para a atual produção.

– A nossa ideia é fazer com que o produtor fique autossustentável, para que dentro de algum tempo não dependa mais da prefeitura para receber sementes. Para isso é preciso dar treinamento e suporte. Isso não era viabilizado antigamente. A prefeitura implantava muitas fazendas, dava o material, mas não dava o suporte – detalha Ronaldo.

Embora a vieira seja o carro-chefe da maricultura angrense, a produção de mexilhão e ostra também subiu. Em 2014, foram produzidas 6,3 toneladas de mexilhão, mais que o dobro do que em 2013, quando foram registradas 2,5 toneladas. No caso da ostra, foram aproximadamente cinco toneladas em 2014, batendo com folga o número de 2013, que foi de 3,7 toneladas.

A Praia Vermelha e o Bananal foram os lugares escolhidos para as novas unidades devido à boa qualidade da água e por ainda não terem fazendas marinhas apoiadas pela prefeitura. O resultado do chamamento público, com os nomes dos contemplados, sai em abril. A expectativa da Secretaria de Pesca é que as novas fazendas entrem em atividade no fim do primeiro semestre, o que depende do licenciamento ambiental do Inea. O Sebrae e a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) também participam do apoio técnico dado aos maricultores. Para mais informações sobre o projeto e o edital, o telefone da Secretaria de Pesca e Aquicultura é 3377-1780.

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document