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Procon de Barra Mansa orienta a compra de carne em pouca quantidade

Matéria publicada em 23 de março de 2017, 20:59 horas

 


Mudança de hábito: Consumidores estão evitando as carnes embaladas de supermercados

Mudança de hábito: Consumidores estão evitando as carnes embaladas de supermercados

Barra Mansa – Diante da polêmica com relação à operação “Carne Fraca”, o Procon (Agência de Proteção e Defesa do Consumidor) de Barra Mansa faz um alerta para que, neste momento, os consumidores evitem a compra de carne em grandes quantidades. Outra recomendação é que, assim como qualquer outro produto, os clientes exijam sempre a nota fiscal no ato da compra.

De acordo com o gerente do setor, o advogado Felipe Fonseca, embora o órgão não tenha autonomia técnica para analisar a qualidade desse tipo de produto, o que compete à Vigilância Sanitária, o Procon está disponível a orientar e tirar dúvidas dos consumidores.

– Nossa principal orientação é que as notas fiscais de qualquer produto sejam guardadas e que, no caso das carnes, as pessoas evitem comprar em grande quantidade, porque isso pode dificultar que ela descubra uma carne que esteja estragada. Por exemplo: se pessoa compra vários quilos de carnes diferentes para congelar e entre esses existe algum tipo que esteja estragada, ou má conservada, ela poderá levar tempo para descobrir. E isso acaba dificultando até mesmo a troca, mesmo que esteja com a nota fiscal – explicou Fonseca.

De acordo com ele, diante da crise econômica que o país enfrenta é muito comum as famílias aproveitarem as promoções de carne, oferecidas pelas redes de supermercado, no entanto, neste momento é preciso que se tenha muita cautela na hora de estocar o produto.

– Esse alerta vale, principalmente, para as pessoas que não têm conhecimento sobre carnes e suas condições. Pedimos para que os consumidores fiquem atentos e evitam estocar grandes quantidades – reforçou o gerente.

Outra orientação importante, segundo Fonseca, é que a partir do momento que o consumidor detecta um produto estragado, como no caso das carnes, diante da nota fiscal ele tem o direito de trocar o que foi comprado por outro tipo de produto ou, então, optar por um vale compra.

– Se ele comprar uma carne estraga e for com a nota trocar, ele pode escolher outra coisa no mesmo valor. Ele não é obrigado a comprar o mesmo produto, até porque pode perder a confiança com relação à qualidade do havia sido comprado – salientou o gerente, ao afirmar que para qualquer caso em que um estabelecimento se recuse a fazer a troca de mercadorias estragadas, diante da apresentação a nota, o consumidor pode procurar o Procon para registrar o ocorrido.

Açougues sem ’embalados’ na mira dos consumidores

No país onde, tradicionalmente, o consumo de carne faz parte do cardápio e do dia a dia dos brasileiros, os açougues que ainda mantém a venda de carnes frescas e de pequenos frigoríficos são os que estão na mira dos consumidores nesse momento em que o escândalo da operação “Carne Fraca” não sai das principais manchetes nacionais e internacionais.

De acordo com o comerciante David de Souza Ramos, que há mais de 25 anos mantém um açougue, o que mais ele tem escutado dos seus clientes é que não têm mais confiança para consumir carnes embaladas e das marcas que vêm sendo citadas na operação. Ele, que trabalha com carnes frescas, notou uma diferença positiva nas vendas, nessa última semana.

– Eu tenho clientes fixos, que já compram com a gente há anos. Mas, depois da notícia envolvendo os grandes frigoríficos percebi que pessoas que antes só compravam em supermercados, para aproveitar as promoções, começaram a mudar o hábito e dar prioridades para o açougue tradicional.  – disse Ramos.

A dona de casa Maria da Conceição Oliveira, de 60 anos, faz parte dos consumidores que já não confiam em carnes embaladas. Ela ressaltou que por tradição nesse período da quaresma já diminui o consumo de carne, mas que quando retornar terá muito cuidado na hora de escolher o produto.

– Carne é uma coisa muito boa, mas desde que esteja em boas condições e não coloque a nossa saúde em risco.  Eu já não era muito fã de carne embalada, mas às vezes comprava pelas promoções. Agora, lá em casa só vai entrar carne fresca e comprada em um açougue de confiança – afirmou Maria da Conceição.


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Um comentário

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    Eita país, eita povo. enquanto não acontece a merda, não se toma atitude. Garanto se não houvesse tuso isso que esta acontecendo sobre a carne, estava tudo normal. So reagem depois que se fufu…

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