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Produção pecuária ganha incentivos em Resende

Matéria publicada em 15 de dezembro de 2019, 11:13 horas

 


Intensificação da manutenção das estradas vicinais agiliza escoamento das mercadorias
(Foto: Carina Rocha)

Resende- O município vem ganhando cada vez mais projeção no setor da pecuária no Brasil. Nos últimos cinco anos, o rebanho bovino cresceu significativamente, ganhando destaque mundial com a exportação para outros países. O rebanho do gado, que atualmente está estimado em 46.980 cabeças, aumentou de 5% a 9%, tanto no segmento de carne quanto leiteiro. Grande aliada dos produtores rurais, a prefeitura desenvolveu nos últimos três anos políticas que ajudaram a impulsionar o setor pecuarista no ranking brasileiro, elevando os indicadores de produtividade regionais.
Um dos principais incentivos à crescente da produção pecuarista foi a intensificação da manutenção das estradas vicinais para agilizar o escoamento das mercadorias, com a aquisição de caminhões e máquinas pesadas pelo governo municipal. A prefeitura também busca fornecer condições importantes para alavancar a economia no setor, tais como: promoção de campanhas de vacinação para os animais; torneios leiteiros; palestras; e outros eventos direcionados aos produtores rurais.
O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Vinicius Cibien de Oliveira, deu um panorama da realidade do município, evidenciando sua posição de destaque estabelecida no Estado do Rio de Janeiro. “Atualmente, Resende produz cerca de 23 milhões de litros de leite por ano. O nosso município e as cidades de Valença e Barra Mansa representam 70% da produção de leite produzido em todo o Estado do Rio de Janeiro. Juntando estes três municípios, são 131 milhões de litros de leite anualmente”, frisa.
Vinicius Cibien ainda destacou quais são os fatores que contribuíram para o aumento significativo nas produções de gado de corte e de leite no cenário global, nos últimos tempos.
– Há mais de dois meses, com a reabertura da exportação de carne para os países dos Emirados Árabes, Turquia e China, o preço da arroba do boi, ou seja, do gado de corte, teve um aumento significativo, em torno de 35%. Recentemente, as escalas de abate tiveram uma pequena queda, mas a tendência é de manter estável o parâmetro considerado mais alto de valores da atualidade, como se vê nos mercados. A produção leiteira também subiu razoavelmente, com a melhoria da qualidade do leite, o que tem ocorrido no segmento. O que ainda está se destacando mesmo é o preço do boi de corte, em relação à reabertura da exportação para os países citados. Comparando hoje, o gado de corte teve maior aumento do que a produção leiteira no quesito financeiro. Desta forma, a comercialização da carne bovina fica mais valorizada e, consequentemente, os preços do frango e do porco também sobem; isso é chamado de lei da oferta e procura – explica.
O secretário ressaltou que a crescente produtividade da região ganha apoio contínuo por meio de medidas e benefícios oferecidos pela prefeitura municipal.
A prefeitura busca viabilizar parcerias com a Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro) de Resende, Sindicato Rural de Resende e empresários da região, para iniciativas de melhorias e eventos do setor.


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Um comentário

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    Agora todo mundo quer ter gado de corte. Já está até saindo notícias de roubo de semoventes em fazendas da região… Com a alta da carne, virou mina de ouro…

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