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Professora de Volta Redonda fala sobre a descoberta do câncer de mama

Matéria publicada em 8 de outubro de 2019, 18:56 horas

 


Carolina Azevedo foi diagnosticada há dois anos com a doença; ela descobriu que possuia um nódulo no seio durante um autoexame

Volta Redonda – O mês de outubro é marcado por campanhas que envolvem o alerta às mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, e mais recentemente, sobre o câncer de colo do útero. Pensando nisso, o DIÁRIO DO VALE entrevistou uma professora, moradora de Volta Redonda, diagnosticada há dois anos com câncer de mama, em tratamento. Ana Carolina Dias Azevedo, de 42 anos, é professora de matemática e moradora do bairro Aero. Ana Carolina relatou como descobriu um nódulo no seio em 2017, durante um autoexame.

– Descobri do nada. Estava em casa, deitada, quando descobri um caroço na mama. Fui pesquisar para ver o que era e foi assim que descobri. No início fiquei apavorada e após isso, procurei um médico para fazer os exames. Como professora, trabalhando em tempo integral, com uma filha, mal tinha tempo para ir ao médico. Eu até havia feito alguns exames anteriormente, mas com a correria do dia a dia, não busquei o resultado e não descobri antes. O meu nódulo foi descoberto praticamente no início e com isso, foi tranquilo fazer o tratamento. Tirei apenas um quadrante da mama. Fiz uma mastectomia no final de 2017 e comecei, tanto a quimioterapia quanto a radioterapia, em 2018 – disse.

Ana Carolina relatou sua experiência após a descoberta e ressaltou como a participação da família é importante nesse momento.

– O susto foi tremendo. Tenho uma tia que também descobriu, e isso recentemente, já com 70 anos de idade. Quando descobri, eu tinha 40. A gente sempre acha que essas coisas não vão acontecer com a gente. No primeiro momento fiquei enlouquecida. Tenho uma filha que hoje, tem nove anos, mas na época ela tinha sete. Fiquei arrasada, pensando na possibilidade de não poder criá-la. Quando a gente escuta a palavra ‘câncer’, imediatamente associa à morte; é inevitável. Mesmo com toda tecnologia, com todos os tratamentos, a gente sempre acha que vai morrer. Isso é a primeira coisa que passa na nossa mente. Mas depois que fui no oncologista, e ouvi que após a cirurgia, o nódulo foi retirado e eu não tinha mais câncer, fiquei mais tranquila. Depois da primeira quimioterapia, fiquei destruída. Só pensei em continuar o tratamento porque o meu médico me disse que eu tinha 99,9% de chance de cura. Porque se não, eu tinha parado. É muito tenso. Se o médico me falasse que não haveria chance de cura, eu não teria continuado. Tive ajuda da minha família e psicológica. Faço o tratamento até hoje e já voltei a trabalhar. Vou tomar minhas medicações pelos próximos 10 anos e com ajuda médica, psicológica e da minha família, fica mais fácil enfrentar tudo isso – explicou.

Ana Carolina participou de um ensaio promovido pela fotógrafa Fabíola Ito há pouco tempo e relatou que a ação teve como objetivo, não só levantar sua autoestima, como a de outras mulheres que passam pela mesma situação.

– Este foi o segundo ensaio que participei. Quis fazer isso para me lembrar e também lembrar outras mulheres que, esse processo todo tem fim. Que vai passar. Tirar as fotos, participar disso, falar sobre isso, ajuda a mostrar para àquelas que estão passando por isso agora, que isso vai passar e o cabelo vai voltar a crescer. O ensaio nos trás encorajamento, autoestima – finalizou.


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