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Profissionais alertam para os riscos da automedicação

Matéria publicada em 4 de novembro de 2017, 08:50 horas

 


Perigo: Hábito de automedicar-se pode ter efeitos colaterais e até efeitos mais graves (Foto: Fotos Públicas/Fernanda Carvalho)

Perigo: Hábito de automedicar-se pode ter efeitos colaterais e até efeitos mais graves (Foto: Fotos Públicas/Fernanda Carvalho)

Volta Redonda – Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 50% de todos os medicamentos receitados são dispensáveis ou são vendidos de forma inadequada. Os números compravam um risco que vem aumentando com a internet, segundo especialistas, a automedicação.
Segundo dados do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), da Fundação Oswaldo Cruz, o uso de medicamentos é a principal causa de intoxicação no Brasil, ficando à frente de produtos de limpeza, agrotóxicos e alimentos estragados.

A farmacêutica Malú Correia Mansur, que trabalha em uma rede de farmácias em Volta Redonda, contou que é cada vez mais comum clientes adquirirem remédios sem uma prescrição médica, esses em quantidades cada vez maiores.

– Medicamentos como antiácidos, antitérmicos e anti-inflamatórios e alguns xaropes são os que mais são procurados por pessoas que buscam se automedicar. Até os medicamentos considerados naturais, como os para a flora intestinal se consumidos em excesso podem causar diversos problemas de saúde. Os da flora intestinal, por exemplo, podem mascarar alguma inflamação intestinal – afirmou.

O hábito de se automedicar pode gerar outro problema ao organismo: a dependência química. Um caso comum é o uso de descongestionantes nasais, muito procurado por pessoas que sofrem de sinusite ou rinite.

– No caso do uso em excesso desses descongestionantes nasais, pode aumentar a pressão arterial. Isso é um risco para quem sofre com alterações dela. O mesmo ocorre com medicamentos usados no combate a dor de cabeça. Muitas pessoas não obedecem à prescrição médica e aumentam a dose, abaixando a pressão, além de provocar inflamação gástrica – comentou a farmacêutica, acrescentando: “Até um paracetamol faz mal. Em excesso a substância é tóxica ao fígado. Algumas pessoas podem ter choque anafilático e causar alergia. No caso de uso sem orientação médica, o ideal é que na dúvida sempre procure um profissional”.

A médica Mônica Campbell alertou que os efeitos colaterais podem ser causados por todos os tipos de medicamentos.

– O uso contínuo de anti-inflamatórios causa problemas renais e gástricos, podendo, em casos mais graves, levar ao hospital. No caso dos analgésicos, as chances de intoxicação são os efeitos mais comuns, mas podem acontecer reações alérgicas também – destacou.


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