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Projeto Afrosaberes promove roda de conversa com alunos de Barra Mansa

Matéria publicada em 21 de novembro de 2019, 19:27 horas

 


Evento alusivo ao Dia da Consciência Negra busca conscientizar os jovens através da representatividade

Fátima Lima conta a história do negro no Brasil aos alunos da Escola Santo Antônio
(Foto: Chico de Assis- Secom PMBM)

Barra Mansa- O Projeto Afrosaberes promoveu nesta quinta-feira (21) uma roda de conversa com alunos da Escola Marechal Floriano e da Escola Municipalizada Santo Antônio, em Barra Mansa. O debate com aproximadamente 180 estudantes do 7º ao 9º período contou com oficinas de turbantes e rodas de conversas sobre conscientização, autoestima, identidade e desigualdade racial. Para dialogar com os alunos, o Afrosaberes convidou as palestrantes Jéssica Nascimento, Carol Lima e Aline Souza, a Lica.
A conversa sobre assuntos importantes e alusivos ao Dia da Consciência Negra, contou com a participação da vice-prefeita de Barra Mansa, Fátima Lima, que esteve presente na Escola Municipalizada Santo Antônio, onde contou a história do negro no Brasil e falou sobre a importância de entender a necessidade de se impor em situações de vulnerabilidade e racismo.
– A gente não pode se esquecer da história. Depende de nós, porque as coisas só mudam quando mudamos juntos. Assim vamos transformando o nosso redor. É direito de todos ter acesso às políticas públicas. A gente precisa enxergar que existe uma desigualdade e o que fazer contra isso. Precisamos nos empoderar mais, porque somos gente, somos todos iguais, e gente não pode ser descriminado por nada – orientou Fátima.
A diretora adjunta da Escola Santo Antônio, Aline Teixeira Marcos, vê o evento como algo que deixará uma reflexão importante aos jovens.
– É importante falar sobre a diversidade em uma época de preconceitos. Eles estão precisando desta orientação, eles gostam de se reconhecer e estão em uma idade que é preciso ampliar o diálogo – informou Aline.
A palestrante Lica apontou as pequenas mudanças nos novos tempos. “Na mesma idade desses alunos, eu não tinha referências, não conhecia muito da cultura afro porque isso não era muito mostrado nos livros didáticos, eu não tinha uma mídia que mostrasse que meu cabelo era bonito, que meus traços eram bonitos ou que falassem sobre racismo de forma aberta. E a minha construção de identidade foi muito difícil e muito trabalhada por anos. Esse tipo de trabalho realizado pela prefeitura, de ensinar a aceitar sua etnia, suas origens, é muito importante para desconstruir o racismo”, disse Lica.
A aluna Rafaela Adriani, do nono ano da unidade de ensino Santo Antônio saiu com uma visão mais ampla e humanizada sobre o assunto. “Achei muito importante essa conversa, porque vai fazer muita diferença para mim. As pessoas só cometem o racismo quando têm uma plateia. Elas sempre vão fazer isso quando tiverem o apoio de outras pessoas. Por isso, quando eu ver alguém passando por essas situações, eu vou intervir. Eu já fiz isso em brincadeiras que eu achei que não tinham nada a ver. Agora eu sei que precisamos ter mais empatia”, concluiu a aluna.
Desde o início do mês, a prefeitura vem realizando atividades do Afrosaberes nas unidades de ensino, para fortalecer o diálogo entre os jovens. As ações seguem até o dia 28 de novembro. A ação é uma realização da Prefeitura de Barra Mansa, através das secretarias municipais de Educação e de Saúde, da Gerência de Promoção da Igualdade Racial (Gepir) e da Fundação Cultura de Barra Mansa, em parceria com o Conselho Municipal de Políticas de Promoção de Igualdade Racial (Comuppir).


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