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Projeto de monitoração de tartarugas flagra desova na Ilha Grande, em Angra dos Reis

Matéria publicada em 8 de dezembro de 2015, 14:54 horas

 


Detalhe dos ovos da tartaruga, com o registro dos biólogos do Promontar; a espécie; a data e o local da desova (foto: divulgação)

Detalhe dos ovos da tartaruga, com o registro dos biólogos do Promontar; a espécie; a data e o local da desova (foto: divulgação)

Angra dos Reis  – A equipe do programa de monitoração ambiental de tartarugas marinhas do entorno das usinas nucleares (Promontar) – uma iniciativa da Eletronuclear  em parceira com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – identificou a desova de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) na Praia de Palmas, na Ilha Grande. O fato é inédito. Foi a primeira vez que a espécie desovou no litoral sul fluminense, para onde esses animais costumam se deslocar apenas para se alimentar. Até então, os registros de desova eram observados do litoral nordestino até o norte fluminense.

A Rede Remota de Resgate do Projeto Promontar (024-33620291), que atende aos chamados relativos a esse tipo de ocorrência, foi acionado na tarde da última sexta-feira (04), através de uma ligação do Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG). O caso foi confirmado com a escavação do ninho e o encontro dos ovos depositados. Visando a proteção do local da desova, o ninho foi cercado, evitando a ação de curiosos e a escavação de animais.

Todas as atividades foram realizadas em conjunto com a equipe de guarda-parques do PEIG e em comum acordo com os moradores locais, que ajudaram no isolamento do ninho, tendo a vista a chegada massiva de turistas na praia durante essa época do ano.

A equipe do Projeto Promontar deverá retornar à Praia de Palmas daqui a, aproximadamente, um mês para averiguar o desenvolvimento embrionário e a possibilidade de eclosão dos ovos. Após esta visita, será definido um conjunto de ações para monitoramento intensivo do local, caso haja a possibilidade de saída dos filhotes.

O gerente de Gestão Ambiental da Eletronuclear, Ricardo Donato, declarou que foi de suma importância a chegada rápida da equipe de biólogos do Promontar, dada a necessidade de proteção do ninho. “Ficamos satisfeitos que a comunicação com o projeto funcionou, já que se trata de uma espécie que não costuma fazer desovas na região  e que, portanto, precisa de cuidados. Esperamos que o desenvolvimento aconteça de forma natural e os filhotes sobrevivam”, frisou.


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