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Projeto ‘Empresa Amiga da Apae’ é lançado para ajudar instituição

Matéria publicada em 12 de março de 2016, 18:30 horas

 


Objetivo é fidelizar interessados em contribuir com a associação que enfrenta dificuldades financeiras

Barra Mansa – Enfrentando dificuldades financeiras desde 2014, a Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) lançou, recentemente, o projeto “Empresa Amiga da Apae”. A ação tem por objetivo atrair pessoas físicas e jurídicas que tenham interesse e condições de contribuir com a instituição e, dessa forma, com a manutenção dos atendimentos prestados aos portadores de necessidades especiais do município. O projeto foi desenvolvido pela Central de Doações da entidade que, através do serviço de telemarketing, busca empresas interessadas em ajudar a Apae.

De acordo com a coordenadora de Telemarketing, Marise Carvalho, o projeto visa vincular o nome da empresa participante ao da Apae, uma vez que ela recebe um certificado de participação. As abordagens tiveram início há uma semana e, conforme explicou a coordenadora, são feitas da seguinte forma: com base em uma tele lista a operadora entra em contato com as empresas, encaminha um e-mail com a especificação do projeto e aguarda a posição da empresa.

– Esse é um projeto que já existe em Apaes do Brasil inteiro e, com base no histórico delas, nossa expectativa em atrair novos parceiros é muito grande. Existem muitas pessoas que têm o interesse em ajudar, no entanto muitas ficam na dúvida sobre como fazer isso. Pedimos a todos que queiram participar do projeto que nos procurem e que fiquem à vontade para nos visitar, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17 horas, e conhecer o trabalho que é prestado pela instituição – disse a coordenadora, ao informar que o telefone de contato para informações sobre o projeto é o (24) 3322-4569.

Conforme destacou Marise, o valor mínimo estipulado para as empresas que queiram ajudar é o de R$ 50. Contudo, como faz questão de ressaltar “qualquer valor é muito bem vindo à instituição”. Perto de Completar 45 anos, hoje a Apae possui 206 alunos, com idades entre quatro meses indo até mais que 50 anos, todos portadores de alguma necessidade especial.

A instituição oferece, além da escola especial, atendimento multidisciplinar com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas, tendo como seu maior objetivo o desenvolvimento da criança que tenha algum tipo de deficiência, através desses profissionais, para que ela chegue o mais próximo dos padrões de uma criança normal.

– A Apae faz a diferença na vida de muitas pessoas e o apoio da população e das empresas, nesse momento difícil que ela enfrenta, é fundamental. Nossa Central de Doações já conta com a ajuda de muitas pessoas desde que foi implantada, há dois anos, mas com o projeto nossa proposta é melhorar as condições financeiras da instituição para que seus atendimentos não sejam suspensos – ressaltou Marise.

Situação financeira

Conforme explicou o diretor-presidente da Apae, Guilherme Ribeiro Fonseca, a situação financeira da instituição começou a perder equilíbrio em agosto de 2013, quando um importante convênio com a prefeitura foi rescindido. Desde então, a entidade vem tentando manter suas contas em dia com apoio da sociedade organiza através de bingos, almoços e participação em eventos.

– No ano de 2014 trabalhamos com a reserva do ano anterior, em 2015 só ficamos de pé graças ao apoio da sociedade e de entidades que se dispuseram a nos ajudar. Em novembro do ano passado ainda tínhamos certidões e pagamentos em situação regular, mas com a chegada das festas de final de ano, férias e esse início de ano, somado ao atraso de alguns convênios, a situação ficou frágil e piorou nesse sentido – explicou o diretor.

De acordo com ele, o projeto “Empresa Amiga da Aape” vem ao encontro das necessidades da instituição e será uma forma de fidelizar as pessoas que querem ajudar à Apae. Paralelo a isso, Fonseca destaca que a ação também se torna uma maneira de sobrecarregar os convênios com o município e o estado, dando oportunidade de outros segmentos colaborarem com a instituição.

– As pessoas podem ajudar de várias formas e nós temos certeza que esse projeto terá uma boa aceitação. Aproveitamos para agradecer a todos que nos ajudaram em 2015, quando a nossa moeda dependeu ações sociais. Estamos com um mês de salários atrasados, algumas certidões negativas, mas temos previsão de um  conveio com a Fundação da Infância e Adolescência (FIA) e que nos próximos meses poderá reverter esse quadro. No momento a situação é ruim, mas enxergamos possibilidade de crescimento  e equilíbrio – finalizou o diretor-presidente.

Responsabilidade social

A empresária Bianca Santiago, de 38 anos, proprietária de uma cafeteria, não pensou duas vezes ao decidir que seu negócio se tornasse uma “Empresa Amiga da Apae”. “Isso é chamado responsabilidade social, é a empresa não visar só o lucro, mas sim o seu entorno, se preocupar com o seu próximo”, ressalta Bianca, que afirma prestar a ajuda com muito prazer. Ela, que sempre se envolveu com projetos sociais, diz ter um enorme carinho pela Apae, principalmente por ter uma prima portadora da síndrome de Dawn e por saber a importância da entidade na vida da menina.

– O que hoje a minha prima é, foi muito graças ao apoio e ajuda dos profissionais da Apae como, por exemplo, fonoaudiólogos e fisioterapeutas. É obrigação nossa, como cidadão, ajudar uma instituição como a Apae, que faz diferença na vida de muitas famílias – finalizou a empresária.

Por Roze Martins

(Especial para o DIÁRIO DO VALE)


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