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Região não tem registro de microcefalia, mas está em alerta

Matéria publicada em 5 de dezembro de 2015, 14:00 horas

 


Sul Fluminense – A região não tem registro de casos de grávida com suspeita de estarem com Zika. Também não foi registrado nenhum bebê com microcefalia, segundo informaram as secretarias de saúde dos municípios. No entanto, por recomendação do Ministério da Saúde, medidas de prevenção e de conscientização estão sendo tomadas em virtude do problema que atinge o país inteiro.
O município de Volta Redonda esclareceu que nenhum caso envolvendo grávidas com suspeita de Zika ou bebês com microcefalia foi registrado.
– Segundo as Declarações de Nascidos Vivos não há registro de casos de microcefalia. Diante do novo protocolo, estabelecido pelo Ministério da Saúde, estão sob investigação os prontuários de nascidos vivos a partir de agosto deste ano – informou a secretaria.
Na semana passada, profissionais das redes de urgência e emergência, e hospitais da rede pública e privada, se reuniram para repassarem informativos, notas técnicas e fluxos da Atenção em caso de gestante. E mais: a secretaria, em função dos registros de casos em território nacional, promoverá nos dias 10 e 11 deste mês, o treinamento para médicos da rede pública e privada.
O município distribuirá, ainda, material informativo à população, quanto aos sinais e sintomas. Profissionais de saúde também recebem informativos para atenção aos casos de gestantes.
Em Angra dos Reis, por exemplo, todos os setores da Saúde pública estão em estado de alerta. A prefeitura informou, em nota, que está sendo feita mobilização em diversas áreas do município e que até o momento não foram notificadas à Vigilância Epidemiológica suspeitas de chikungunya ou Zika.
– A Vigilância em Saúde realiza busca ativa diária de casos suspeitos dessas doenças e dos demais agravos de notificação obrigatória em todas as unidades de Pronto Atendimento no município e no Hospital Geral da Japuíba. A Secretaria de Saúde ressalta que é dever de todo profissional de saúde notificar essas suspeitas – diz a nota divulgada pela prefeitura esta semana.
A Secretaria de Saúde de Barra Mansa informou, na quinta-feira, que não houve nenhum caso de gestante diagnostica com o vírus Zika. Não teve também nenhum bebê com microcefalia. A secretaria explicou ainda que foi enviado aos hospitais do município um ofício orientando para a importância de casos suspeitos de grávidas com Zika serem noticiados à Coordenadoria de Epidemiologia.
Ainda segundo a secretaria, já existe uma campanha de combate ao mosquito transmissor da dengue, o mesmo que transmite o Zika.

Rio tem 23 casos de bebês com crânio menor do que o normal

Os dados divulgados esta semana pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro sobre casos de microcefalia e notificação obrigatória de ocorrências de vírus Zika apontam que o estado teve, desde o começo do ano até o dia primeiro de dezembro, 23 casos de bebês com o crânio menor do que o normal.
Em oito casos, as mães relataram ter tido manchas vermelhas, chamadas de exantemas, pelo corpo durante a gestação, um dos sintomas do Zika. A divulgação semanal dos dados foi anunciada na segunda-feira (30), quando as notificações de microcefalia estavam em 21 casos e de exantema em 75.
Do total de 23 casos, 19 bebês já nasceram e quatro tiveram o diagnóstico ainda na gestação. Com isso, 2015 se iguala ao recorde de 19 casos da má formação registrado em 2013. A notificação de grávidas com exantema se tornou obrigatória no estado no dia 18 de novembro e, desde então, já foram registrados 150 casos. Apenas um teve a confirmação de vírus Zika, porém, sem confirmação de microcefalia no feto.
A SES também solicitou que os municípios notifiquem casos de exantema acompanhados de sinais e sintomas neurológicos agudos, para verificar se há relação entre infecções virais agudas e a Síndrome de Guillain Barré. Já foram registrados dois casos, que estão em investigação. Segundo a secretaria, a doença não é de notificação obrigatória, por isso não existem muitos dados a respeito. Porém, ressalta que há registro de síndromes neurológicas após casos de dengue e Chikungunya desde a década de 1960 e após Zika desde 2007.
De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica da SES, os dados são consolidados a partir das informações do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Relatório de Emergência em Saúde Pública (Resp), todos do Ministério da Saúde.
O vírus Zika  foi identificado nas Américas apenas no ano passado e é transmitido pelo Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue. Os sintomas são febre, manchas pelo corpo, coceira, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Mas, por ser uma doença nova, não há muita literatura médica a respeito nem estudos que comprovem a relação da doença em gestantes e o nascimento de bebês com microcefalia.


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4 comentários

  1. Avatar

    Sr. Paulo Roberto, a mãe do bebê teve algum sintoma relacionado ao Zika vírus?

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    DV estes dados estão incorretos,pois na minha família tem um caso e a criança nasceu em VR.

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    Tem casos sim,em Pinheiral.

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