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Representantes de pastorais opinam sobre flexibilização das atividades religiosas

Matéria publicada em 8 de julho de 2020, 16:43 horas

 


Diversos setores da Igreja Católica opinaram que a flexibilização, neste momento, representa riscos para os fiéis

Volta Redonda- A decisão da Justiça em negar no dia 29 de junho, um pedido da Prefeitura de Volta Redonda para a reabertura de academias, igrejas e templos religiosos, encontrou apoio de alguns representantes da Igreja Católica. De acordo com Sônia Leite, que faz parte da equipe de coordenação da Pastoral da Educação, para o fiel de qualquer credo é de grande importância estar presente nas celebrações. Mas infelizmente, na opinião dela, os dados estatísticos apontam para um número crescente de infectados pela Covid-19 e, segundo Sônia, ainda não é momento para a flexibilização das atividades religiosas.
– Ainda não é o momento de reabrir as igrejas para as celebrações, em virtude da proteção da vida – disse.
A representante da Pastoral da Criança, Maria do Carmo, também é da opinião que todos os católicos devem aguardar mais um pouco o retorno as celebrações e respeitar as orientações das autoridades de saúde do município.
A coordenadora da Renovação Carismática de Volta Redonda, Fátima Sena Diogo, também acredita que todos os fiéis devem esperar mais um pouco para a reabertura das igrejas.
– Um pouco de cautela não faz mal a ninguém, não é? Principalmente se as autoridades assim determinaram. Os casos estão aumentando e é melhor nos resguardar, para quando retornarmos, iremos realmente bem e com alegria. Vamos continuar rezando e confiando em Deus, que é o Senhor de todas as coisas – declarou.
O Padre Matias Ramos Moreira da Costa, que é assessor da Pastoral da Saúde, disse que a flexibilização das atividades nas igrejas, é um grande risco para os fiéis.
– Hoje podemos ver com mais cautela, devido as autoridades ter alertado sobre o grande contágio iminente. Portanto, ainda não é o momento de voltarmos às nossas atividades. Creio que devemos voltar com plena segurança. Pois a maioria de nossos participantes são acima dos 60 anos. Portanto grupo de risco – alertou.
Para o coordenador do Centro de Estudos Bíblicos (Cebi), Valdeci de Oliveira, o Biro, a flexibilização está ocorrendo num momento de irresponsabilidade.
– Dessa forma nós temos que esperar mais um pouco porque a vida das pessoas é que importam. O evangelho fala muito na questão da prudência e da gente ter sensibilidade. Não adianta nada eu encher uma Catedral de gente e daqui a pouco estar todo mundo infectado, e o resultado disso são mortes nesta mesma comunidade, que ficam à mercê da dependência de respiradores e medicamentos. Nós temos que ser prudentes e não abrir ainda os templos e igrejas. Temos que ter paciência pois estamos lidando com vidas, por isso acredito que as missas online devem continuar – afirmou.

A favor da flexibilização

Já Marta Célia, que é presidente do Conselho da Renovação Carismática Católica da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda, concorda com a flexibilização das atividades religiosas desde que forem tomadas todas as precauções devidas, como já foi preparada através do protocolo passado pela diocese.
– Vejo, que na realidade, percebemos nestes 100 dias de “isolamento” que muitas atividades seculares não pararam. São todas tidas como fundamentais. O alimento espiritual, para muitos pode não ser necessário ou não fazer falta. Para outros é fundamental para a manutenção da fé, da Esperança e da Caridade. Sentimos falta da nossa comunidade de fé, de ver as pessoas. Sentimos falta da Santa Missa, pelo que ela é e representa para nós católicos. A missa virtual, ajuda, mais com o passar dos dias, não nos prende tanto a atenção, como estar presente participando do Santo Sacrifício – destacou.
Segundo Célia, há um grande número de pessoas atormentadas pelo medo, ansiedade, sem esperança de dias melhores. O poder retornar à casa do Pai, mesmo não podendo apertar a mão e mantendo distância, ajuda a fortalecer uns aos outros.

Por Júlio Amaral 


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2 comentários

  1. Avatar
    capeta da grota do santa cruz

    mina de dinheiro…..

  2. Avatar

    Acontece que, se não forem reabertos os famosos “templos evangélicos”, seus “pastores ” não terão de quem tomar dinheiro.

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