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Mais uma morte é confirmada por H1N1 em Resende

Matéria publicada em 13 de abril de 2016, 13:14 horas

 


Homem era um empresário de 49 anos e morreu na semana passada, em um hospital particular da cidade

Resende – A Secretaria de Saúde de Resende confirmou nesta quarta-feira (13) que a morte de um empresário de 49 anos foi causada pela gripe H1N1. A vítima era moradora da cidade e morreu na semana passada, em um hospital particular. De acordo com a secretaria, o homem sofria de doença crônica. A confirmação da causa do óbito veio depois que um exame foi enviado para a Secretaria de Saúde do Estado.

Com mais uma morte confirmada, Resende já soma quatro causadas pela H1N1 das sete registradas no Sul Fluminense. São três mulheres, de 19, 47 e 50 anos, sendo que a mais idosa era moradora de Porto Real e morreu em um hospital particular da cidade no último dia 1º. Ela deu entrada na unidade no dia 29 de março e sofria de hipertensão e diabetes.

Outras mortes confirmadas no Sul Fluminense aconteceram em Valença e Volta Redonda. Na primeira cidade, a vítima foi uma mulher de 47 anos que morreu no início do mês, no Hospital Escola. Ela tinha sintomas de gripe, foi atendida e liberada. De acordo com a certidão de óbito da vítima, ela sofria com uma insuficiência respiratória aguda e pneumonia. Já na segunda, as vítimas foram uma jovem de 21 anos e uma mulher de 58. A primeira estava grávida de seis meses e morava no bairro Metalúrgico, em Barra Mansa. Ela morreu no último dia 30 em um hospital particular de Volta Redonda. O bebê também morreu.
A última morte confirmada pelos vírus H1N1 foi a da mulher de 58 anos que morava no bairro Santo Agostinho. Ela sofria de problemas hepáticos e morreu na última sexta-feira, dia 8.

Já a sexta morte foi confirmada na terça-feira (12). A vítima uma mulher, de 58 anos, moradora do bairro Santo Agostinho, em Volta Redonda. Segundo a prefeitura, ela estava internada em um hospital particular, onde morreu na última sexta-feira (8).

Prefeitura de Volta Redonda confirma 15 casos notificados

A prefeitura de Volta Redonda, através de sua assessoria de comunicação, disse que são 15 casos notificados na cidade, sendo dois confirmados, incluindo a morte da moradora do Santo Agostinho. Os outros 13 estão sob análise.
O DIÁRIO DO VALE entrou em contato com um hospital privado de Volta Redonda, que informou que uma mulher de 46 anos está internada na unidade de saúde com a doença e em tratamento.
No estado do Rio, a campanha nacional de vacinação começa no próximo dia 25 e vai até o dia 20 de maio. A ação tem como objetivo vacinar crianças de seis meses até cinco anos, idosos, pacientes com doenças crônicas, grávidas, mulheres em pós-parto e profissionais de saúde.

Infectologista diz que região não apresenta epidemia

O DIÁRIO DO VALE conversou com o infectologista Rodrigo Cuiabano Paes Leme sobre as infecções causadas pelo vírus H1N1, subtipo da Influenza A. Segundo ele, as doenças são comuns durante o outono e inverno, mas este ano começaram mais cedo, no final do verão. Essa mudança, de acordo com o especialista, se deve às mutações que o vírus sofre, além do fato de que parte da população não se imunizou nos anos anteriores.

– Ainda não estamos em epidemia e a população não precisa ficar assustada. A campanha de vacinação do Ministério da Saúde foi antecipada e a população pode ficar tranquila. É preciso seguir as recomendações de prevenção, que na verdade são medidas educativas, de ter o hábito de lavar as mãos, por exemplo. Quem não está no grupo de risco também pode se vacinar – tranquilizou o infectologista.

Paes Leme disse que os principais sintomas nos pacientes adultos são febre com duração de mais de três dias, falta de ar, pressão baixa, tontura e no caso de idosos também há sonolência. Entre as crianças é comum apresentar também diarreia e desidratação. O médico recomenda que a população evite ir ao hospital durante esta época sem apresentar sintomas graves, pois o ambiente hospitalar é suscetível à contaminação, por parte dos demais pacientes.

Ele lembrou que a partir do diagnóstico clínico, o paciente recebe dentre os tratamentos à base do antiviral tamiflu, hidratação, oxigenação, quando preciso. O médico explicou que para confirmação da infecção pelo vírus, a secreção respiratória é coletada e enviada a laboratórios de referência como o Lacen – Laboratório Central Noel Nutels, no Rio de Janeiro. Em relação à vacina, o especialista disse que a eficácia é de 60 a 90% e seu efeito acontece de duas a três semanas.

Ele alertou que pessoas alérgicas a ovo, apresentam doença febril de moderada a grave e quem já teve a Síndrome de Guillain-Barré são contraindicadas a tomarem a vacina. O infectologista ressaltou que a vacina pode acarretar em dor muscular, febre baixa e cefaleia (dor de cabeça) em 48 horas, efeitos colaterais sem qualquer gravidade. A imunização com a vacina dura cerca de seis meses e uma vez que o período de proliferação é durante o outono e inverno, a medida é necessária apenas uma vez por ano.

– A população deve evitar contatos, especialmente com pessoas que estão gripadas, lavar as mãos, utilizar álcool em gel, e se achar necessário também utilizar a máscara – disse ele, destacando as formas de prevenção.

O médico finalizou dizendo que a transmissão da doença acontece através da troca de fluidos ou pelo ar, sendo que a propagação de gotículas tem um alcance de um metro e a permanência do vírus em superfícies como mesas, por exemplo, dura de 24 a 48 horas. Já em papéis e roupas são de 8 a 12 horas, lembrando que é de fácil remoção, com água e sabão ou álcool.


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2 comentários

  1. saúde neste país é uma vergonha

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