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Resende continua com assistência às mulheres vítimas de violência durante quarentena

Matéria publicada em 3 de abril de 2020, 17:16 horas

 


NIAM está funcionando normalmente para acolhimento e orientação; dados nacionais apontam aumento de 9% nas denúncias

Resende – Apesar deste período de quarentena, que acontece em praticamente todo o país devido a pandemia do coronavírus, a Prefeitura de Resende, através da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, continua prestando assistência às mulheres que são vítimas de violência. O NIAM (Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher) é o responsável por realizar o acompanhamento psicossocial e dar orientação jurídica às mulheres em situação de violência, e neste período está com cobertura total no atendimento, seja em horário administrativo na sua sede ou durante as noites e finais de semana, através do plantão.
De acordo com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, pela perspectiva de aumento dos índices da violência doméstica durante o isolamento social, os acolhimentos e atendimentos podem ser feitos pelo telefone: 3360-9824 ou presencialmente na Rua Macedo Miranda, n°81, no bairro Jardim Jalisco, de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h.
No NIAM, as vítimas recebem atendimento com uma equipe multidisciplinar formada por mulheres assistentes sociais, psicólogas e advogadas. Além disso, possui articulação com o poder judiciário, polícia, patrulha Maria da Penha e assistência social, de acordo com cada caso, visando a superação do ciclo da violência.
A denúncia de casos de violência é anônima e via 180. Já o registro de ocorrência, feito nas delegacias, é importante para acionar a Lei Maria da Penha e os mecanismos judiciais de proteção como a medida de afastamento do agressor. O NIAM, neste caso, acompanha a mulher no registro, caso seja necessário.
A secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Jaqueline Primo salienta que o acompanhamento psicossocial do NIAM visa a superação da violência, quanto as suas repercussões psicológicas, sociais e familiares.
– O fenômeno da violência de gênero é muito complexo, vai desde as relações abusivas, que são mais difíceis de serem percebidas, até a violência física. Para muitas romperem esse ciclo e superar as questões emocionais e retomar suas vidas é necessária algumas intervenções, como a denúncia dos casos – ressalta Jaqueline Primo.
Aumento nos índices de violência doméstica
Nesta última quinta-feira, dia 2, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos afirmou dados do “Ligue 180” apontam para um aumento de 9% no número de denúncias na semana passada, em comparação com a semana anterior. O crescimento dos índices da violência tem sido uma tendência mundial durante o isolamento social.
Ainda de acordo com os dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, entre as primeiras semanas de março, de 1 a 16, a média diária foi de 3.045 ligações e 829 denúncias registradas. Enquanto que entre os dias 17 e 25 de março, foram 3.303 ligações e 978 denúncias, representando um aumento percentual de 8,47%.


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