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Secretaria de Educação decidirá o que fazer com aluno que xingou professora

Matéria publicada em 12 de fevereiro de 2019, 17:13 horas

 


Vídeo que circula nas redes sociais mostra jovem de Resende debochando e xingando a profissional

Resende – Um vídeo que circula nas redes sociais está criando um grande clima de indignação geral na região. Pelo menos na parcela de pessoas que assistiram o momento em que um aluno xinga uma professora durante a aula, no Colégio Estadual Souza Dantas, em Resende. O caso está sendo apurado na Secretaria de Estado de Educação. O aluno filma enquanto debocha a professora com seguidos pedidos para ir ao banheiro. Enquanto isso, a profissional se mantém calma e escrevendo no quadro. Neste momento o rapaz dispara: “Sua filha da p….”.

O fato aconteceu na última segunda-feira (11), mas só ganhou as redes sociais nesta terça-feira, dia 12. Ex-alunos da professora publicaram o vídeo em grupos criados para discutir problemas e curiosidades da cidade de Resende. A repercussão foi imediata entre críticas ao agressor e mensagens de apoio à professora. O caso chegou ao conhecimento da Secretaria de Estado de Educação, que em nota enviada ao DIÁRIO DO VALE repudiou todo ato de violência em ambiente escolar.

“Em primeiro lugar, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) ressalta que repudia qualquer ato de violência que possa ocorrer nas unidades escolares. Quanto ao ocorrido, a Seeduc informa que já designou uma assistente social para prestar todo o apoio necessário à professora. A direção da unidade escolar está convocando o Conselho Tutelar e os pais do aluno envolvido, com o objetivo de alertar e orientar a família, mas também para decidir, em conjunto com a Secretaria, quais medidas tomar. A direção também promoverá uma reunião de orientação com a turma para que episódios como este não se repitam”.

Casos envolvendo agressões físicas e verbais entre alunos e professores têm se tornado cada vez mais frequentes. Em setembro do ano passado, um professor chegou a ser agredido fisicamente e humilhado na sala de aula. O fato aconteceu no Ciep Municipal Mestre Marçal, em Rio das Ostras. O caso teve muita repercussão, pois vídeos do episódio também circularam na internet. Na ocasião, diversos alunos ofendiam o professor, que não demonstrou nervosismo durante as agressões. Nos dois casos, os vídeos foram gravados por alunos dentro da sala de aula.

Segundo a psicóloga Alexandra Marília, casos como esses configuram assédio moral e causam em quem sofre a agressão, seja física ou psicológica, estresse psicossocial. “O termo assédio expressa certa perseguição a alguém. Já o termo moral, está relacionado aos princípios e valores que norteiam as relações”, disse.

Alexandra ressalta que casos que envolvem assédio moral não envolvem somente relações hierárquicas, como entre professores e alunos, por exemplo. E no caso do vídeo, a professora sofreu assédio moral de diversas maneiras. ‘’Houve agressão verbal, desinteresse tentando rebaixar a capacidade cognitiva da professora, entre outras atitudes que podem sim, ser caracterizadas como assédio moral. No vídeo o aluno teve um tratamento desrespeitoso, inconveniente e ofensivo à dignidade humana”– disse.

Segundo a psicóloga, quem sofre esse tipo de agressão, perde a própria identidade, acaba perdendo sua referência e começa a acreditar naquilo que está ouvindo da parte de quem está agredindo, gerando um estresse psicossocial.

Ela ressalta que a convivência prolongada com pessoas que têm esse comportamento agressivo, pode desencadear diversos transtornos, como: síndrome do pânico, ansiedade, depressão e perda da autoestima. “Fatos como esse, provocam no professor, a desistência da carreira acadêmica. Não por vontade própria, mas por necessidade e em nome da saúde. A sociedade tem que se unir e reconhecer essa necessidade de resgatar esses valores”, finaliza.

O DIÁRIO DO VALE tentou entrar com contato com o Conselho Tutelar de Resende, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

 


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10 comentários

  1. Avatar

    Mas tem umas Merd. aí na educação q acham q ñ pode punir alunos. Só passam a mão na cabeça dessas pestes. E kd os pais q ficam criando esses marginaizinhos aí? Ninguem é obrigado a aturar essas belezuras mal educadas ñ…

  2. Avatar

    E a classe méRdia dos comentários do jornal segue querendo fiscalizar a vida alheia

    Será que já pararam de dirigir depois das ” só duas latinhas ” ou criminoso é só quem rouba e mata ?
    hehehehehehehe

  3. Avatar

    Fruto da pedagogia do oprimido. Formadora desses anjinhos celestiais
    Vítimas da sociedade capitalista. Sqn.

  4. Avatar

    Não vi este vídeo, mas se este aluno for um adolescente o caso deve ser registrado na delegacia e não compete ao Conselho Tutelar.

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    Mande ele para uma escolha militar aprender a disciplina que os pais não foram capazes de ensinar.

    Se a SEEDUC passar a mão na cabecinha dele , ele vai xingar qualquer outra professora.

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    sementinha do mal…

  7. Avatar

    Deram poder pra essa galerinha aí, podem fazer o q querem dá nisso. Nem NÃO essa molecada sabe ou pode ouvir mais. Tem limite nenhum, educação é algo q desconhecem. Podem tudo e nada acontece. E ainda sobra pra quem corrige. Passam a mão na cabeça. Dá trabalho pra professor hj, amanhã tá dando trabalho é pra polícia…

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      Na minha época, de estudante, tenho quarentinha , era diferente…

      Se estudante riscasse a carteira, ia no sábado na escola limpar.

      Se xingasse ganhava suspensão, daí se continuasse era expulsão.

      Se aprontasse ficava de castigo em sala de meninos menores ou ficava sem recreio.

      Se a conversa e agitação fosse muita era conduzido ao supervisor disciplinar e ficava lá , sem assistir aula, batendo um “papo”.

      Hoje praticamente não se pode punir aluno …

      Aí fica difícil.

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