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Secretaria de Saúde de Barra Mansa promove ações no Dia Nacional de Combate à Sífilis

Matéria publicada em 20 de outubro de 2015, 21:24 horas

 


Distribuição de folhetos educativos, preservativos e até a realização de testes rápidos e gratuitos foram oferecidos

Rápido e eficaz: Testes foram realizados gratuitamente e resultados saíram em menos de 20 minutos (Foto: Divulgação PMBM/Cris Oliveira)

Rápido e eficaz: Testes foram realizados gratuitamente e resultados saíram em menos de 20 minutos (Foto: Divulgação PMBM/Cris Oliveira)

Barra Mansa – A Secretaria Municipal de Saúde de Barra Mansa promoveu nesta terça-feira (20), no Dia Nacional de Combate à Sífilis, diversas ações pela cidade, desde a distribuição de folhetos educativos e preservativos até a realização de testes rápidos e gratuitos para detecção da doença em mais de 30 unidades de saúde. No Corredor Cultural, no Centro, um ônibus da Secretaria Estadual de Saúde também ofereceu o exame, que ficava pronto em apenas 18 minutos.

Esta foi a primeira vez que a secretaria municipal realizou um evento deste porte envolvendo a sífilis. O objetivo das atividades foi alertar para o risco da doença, em especial para as mulheres grávidas, pois houve um aumento no número de casos de bebês com sífilis em todo o estado. Só Barra Mansa registrou entre 2014 e 2015 um leve aumento no número de casos de sífilis entre gestantes que realizam o pré-natal na rede pública de saúde. No ano passado foram registrados 18 casos da doença, com 10 bebês sendo infectados; já em 2015 foram notificados 21 casos e nove crianças nasceram com a bactéria.
– Está havendo um aumento gradativo da sífilis no estado e aqui em Barra Mansa não vai ser diferente. Nós estamos apenas contabilizando os casos de sífilis congênita, o que a mãe transmite para o filho durante a gestação. Os normais são difíceis de prever, porque aumentaram bastante. Por exemplo, até agora realizamos 16 testes e seis deram positivo. É um número muito alto – explicou a coordenadora do Programa DST/HIV/AIDS e Hepatites Virais, Renata Rena.

A sífilis é uma doença infectocontagiosa, sexualmente transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. Também pode ser transmitida durante a gravidez e é recomendável que toda gestante faça o exame logo na primeira consulta do pré-natal, pois é um risco da doença causar deformidades no feto e até mesmo aborto.
– Ela é uma doença que se divide em várias fases. Primeiro pode aparecer uma ferida nos órgãos sexuais ou na boca. Estas feridas não doem e desaparecem sem motivo algum. Por isso muitas pessoas demoram a buscar ajuda. A sífilis tem cura e o tratamento é feito a base de benzetacil – disse a coordenadora.
A sífilis congênita, também é necessário que o parceiro da gestante faça o tratamento, já que se o casal tiver relações sexuais sem o uso de preservativo, a mulher corre o risco de se reinfectar.

Números

Na capital, de acordo com dados da Secretaria de Estado, a sífilis congênita cresceu mais de 100% em cinco anos. Foram registrados 13.013 casos de gestantes infectadas. De todos estes, 3.588 bebês nasceram com sífilis, contra 1.535, em 2010.

Sintomas

A sífilis desenvolve-se em diferentes estágios, e os sintomas variam conforme a doença evolui. No entanto, as fases podem se sobrepor umas às outras. Os sintomas podem seguir ou não uma ordem determinada. Geralmente, a doença evolui pelos seguintes estágios: primário, secundário, latente e terciário. A sífilis manifesta manchas vermelhas na pele, na boca, no nariz, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés; descamação da pele; ínguas, principalmente na região genital; dor de cabeça; dor muscular; dor de garganta; mal estar; febre leve, geralmente abaixo de 38ºc; falta de apetite; perda de peso.


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