quarta-feira, 27 de maio de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Cidade / Secretaria de Saúde de Volta Redonda realiza ‘Sábado de Faxina’

Secretaria de Saúde de Volta Redonda realiza ‘Sábado de Faxina’

Matéria publicada em 13 de dezembro de 2015, 18:10 horas

 


Agentes de endemia orientaram a população sobre os riscos do mosquito; equipes explicaram sobre a campanha ‘10 Minutos Salvam Vidas’

dengue

Ação: Agentes de endemia da Vigilância Ambiental orientaram a população
(Foto: Divulgação)

Volta Redonda- A Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda (SMS-VR) realizou o “Sábado de Faxina”, no Dia D de combate à Dengue, Chikungunya e Zika. O evento aconteceu na Praça Sávio Gama, no Aterrado. A ação contou com pelo menos 50 agentes de endemia da Vigilância Ambiental da SMS/VR que passaram o período da manhã em atividades buscando orientar a população sobre os riscos do mosquito da dengue, que também é o transmissor da chikungunya e do vírus zika.

As equipes distribuíram informativos sobre a Campanha 10 Minutos Salvam Vidas, onde a comunidade é convidada a destinar parte desse tempo por semana em atividades de eliminação dos possíveis focos do mosquito nas residências.

As atividades do Dia D da Dengue na Praça Sávio Gama foram reforçadas ainda por brincadeiras para a criançada. Houve ainda distribuição de pipoca e algodão doce para a população. Estas atividades desenvolvidas no Dia D da Dengue seguem ainda no decorrer desta semana, quando agentes de endemia da Vigilância Ambiental, estarão em diversos pontos da cidade, sempre das 10h às 14h.

Estas ações realizadas em praças têm o mesmo objetivo: convidar a população a aderir a Campanha 10 Minutos contra a Dengue. A primeira delas será nesta segunda-feira (dia 14), e vai abranger moradores do Conforto, Vila Rica e Tiradentes. Na terça-feira (dia 15), as atividades serão destinadas a moradores do Retiro e Vila Brasília. Na quarta-feira (dia 16), as equipes concentram as ações no Siderlândia e Santa Cruz e na quinta-feira (dia 17), as atividades acontecem no Santo Agostinho e Água Limpa.

– O cuidado tem que começar dentro da nossa casa, onde precisamos zelar deste espaço com muita atenção, adotando medidas simples, como identificar e eliminar objetos que possam acumular água, vindo a se transformar em criadouro do Aedes aegypti – ressaltou a veterinária e coordenadora da Vigilância Ambiental da SMS, Janaína Soledad, lembrando que a principal ação para prevenção dessas doenças é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação.

Números

Dados do Setor de Epidemiologia da SMS apontam que, entre janeiro a novembro deste ano, o município registrou 4.011 casos notificados de dengue, sendo 1.176 confirmados para a doença. Em outubro os registros de notificações contabilizaram oito casos, sendo apenas dois positivos. Em novembro as notificações subiram para 16, mas foram confirmados apenas dois casos da doença.

Assim como números de pessoas infectadas pelo mosquito são acompanhados de perto pela SMS, a Vigilância Ambiental tem como apoio na luta contra a dengue dados apresentados pelo LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), realizados em cada trimestre, sendo que o mais recente revelou grau de infestação de 1%, considerado de médio risco, de acordo com o estipulado pelo Ministério da Saúde.

Esta amostragem, apresentada à comunidade, voltou a chamar atenção ainda para criadouros do mosquito da dengue. De acordo com dados do LIRAa, 39,35% dos locais propícios à proliferação do Aedes aegypti foram detectados em pratos, vasos de plantas, além de bebedouros de animais, encontrados dentro de residências. Ainda no interior dos imóveis, a amostragem revela que 21,4% dos focos do mosquito foram localizados em depósitos fixos, como calhas, ralos e sanitários em desuso.

Depósitos de água, como latões e caixas para armazenamentos, surgem com 14,3% dos criadouros do Aedes aegypti. Lixo como material reciclável e resíduos sólidos revelam 10,7% dos locais propícios à proliferação do mosquito. A amostragem concluiu ainda que cinco estratos estão em médio risco, com percentuais que variam entre 2,8% a 1,1%, de infestação pelo mosquito da dengue. Sete outros estratos se referem às localizações consideradas de baixo risco, como percentuais oscilando entre 0,9% a 0,2%.

– Em 45 dias, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. É bom lembrar que o ovo do Aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Se a área receber água novamente, o ovo ficará ativo e poderá atingir a fase adulta em poucos dias. Por isso, após eliminar a água parada, é importante lavar os recipientes com água e sabão – concluiu a coordenadora da Vigilância Ambiental, Janaína Soledad.

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

2 comentários

  1. Avatar

    Secretária de Saúde por favor passem a cobrar uma multa bem alta desses teimosos que continuam criando mosquitos de dengue, não adianta perder tempo tentando convencê-los, será que ainda não perceberam que é jogar conversa fora com essas pessoas.

  2. Avatar

    Não tem que ficar esperando agentes de saúde virem à sua casa.
    Ninguém é criança e tá cansado de saber os locais de foco, afinal há décadas é falado e divulgado.
    Infelizmente não cuidam por desleixo.
    Chega de papo tem é que punir quem tem foco.
    Multas, serviço comunitário como agente de saúde, limpeza compulsória da propriedade com conta para o proprietário pagar.

Untitled Document