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Segunda edição de mutirão mobiliza Volta Redonda

Matéria publicada em 5 de fevereiro de 2016, 08:57 horas

 


Campanha contou com a participação de equipes da SMS, funcionários da PMVR, voluntários e diversas entidades

dengue vr

Saúde pública: Meta é visitar casa a casa orientando moradores sobre a importância de se eliminar focos do mosquito Aedes aegypti
(Divulgação PMVR)

Volta Redonda- Moradores de diversas localidades da cidade aderiram à segunda etapa da mobilização popular ‘Volta Redonda Unida Contra o Mosquito’, realizada pela prefeitura de Volta Redonda, através da Secretaria Municipal de Saúde, na manhã de ontem. A ação, que aconteceu entre 8h e 11h, em todos os bairros da cidade, contou com o apoio dos demais setores do governo municipal e membros da comunidade.

A mobilização popular, que será mantida no calendário de atividades de rotina da prefeitura, tem como meta visitar casa a casa orientando moradores sobre a importância de se eliminar focos do mosquito Aedes aegypti, que também transmite o chikungunya e o zika vírus. O último é apontado como uma das causas para o crescimento de casos de bebês com microcefalia.

Um dos bairros que aderiu em peso ao evento foi a Vila Brasília, onde as atividades contaram com o apoio de lideranças comunitárias, integrantes do Falcões de Aço Motoclube. Todos animados ao som de uma Banda de Música, composta pelos próprios moradores da localidade.

A iniciativa agradou a aposentada Aparecida Finoti, de 68 anos, moradora do bairro Vila Brasília há mais de 38 anos. Ela acredita que a medida deverá sensibilizar a comunidade a evitar o descarte inadequado de lixo e entulho, facilitando o surgimento de criadouros do mosquito. A aposentada que, teme a doença, foi categórica ao afirmar que somente será possível vencer a dengue se a população contribuir.

– As pessoas precisam fazer a parte delas, senão não vai adiantar – comentou Aparecida, mostrando que diariamente limpa o quintal da casa onde vasculha e elimina qualquer possibilidade de foco do mosquito da dengue.

Opinião semelhante tem Laurita de Castro de 83 anos, também moradora do bairro. Ela contou que, embora não tenha quintal na casa, procura eliminar todos os vestígios de lixo ou utensílios que possam servir de criadouros do mosquito na casa, pois a exemplo da vizinha, ela também teme a doença, principalmente pelas grávidas.

– Isso é muito preocupante e as pessoas precisam se conscientizar sobre esse assunto – disse a moradora, avaliando que uma das formas de se eliminar o mosquito é evitar depósitos de lixo nas ruas e em quintais.

A preocupação das aposentadas é constata pelo último LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti), onde detectou-se que a maior parte dos criadouros do mosquito continua sendo encontrada dentro das residências, com 39,3% das ocorrências em pratos e vasos de plantas e 21,7% em depósitos fixos (calhas, ralos e sanitários em desuso).

Adesão à campanha

A médica veterinária e coordenadora da Vigilância Ambiental de Volta Redonda, Janaina Soledad, disse que as ações da mobilização popular vêm surtindo efeito positivo e a comunidade já está aderindo à campanha contra o mosquito da dengue.

– Percebemos em relação à semana passada que, hoje, conquistamos um número maior de pessoas nas ruas, percebemos ainda que a população está mais receptiva, interessada em nos ajudar e uma preocupação com a doença e com as formas de se evitar a proliferação deste mosquito – afirmou Janaína.

A secretária municipal de Saúde, Marta Magalhães, acredita que a mobilização deverá ganhar respaldo ainda maior da população. Já o prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) ressaltou a união de vários setores da cidade no combate ao mosquito.

– Volta Redonda parou e se uniu para combater o mosquito. Foi uma mobilização sem precedentes, mas não podemos parar nessas ações. Cada um deve fazer a sua parte em casa, para que juntos possamos reverter essa situação, que é muito preocupante – afirmou Neto.

O evento desta quinta-feira teve como ponto de encontro as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), além dos CRAS (Centros de Referência em Assistência Social), da Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac). A primeira etapa deste evento aconteceu na última sexta-feira, dia 29, e contou com apoio da Câmara Municipal, associações comerciais, sindicatos e da AAP-VR (Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda).


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2 comentários

  1. Avatar

    Nas 2 vezes não teve mobilização, nem agentes da dengue no Belvedere. Aliás o mato aqui está com 2 metros nas praças que está aparecendo cobra jararaca.
    As crianças não puderam frequentar as praças nas férias e pelo visto não poderão frequentar no recesso de carnaval.As ruas estão com verdadeiras crateras que servem de piscina para os mosquitos.No g1 rio Sul fala sobre a cobra e o matagal .É um estado de abandono total que o bairro se encontra.Mas o IPTU tá vindo…pra usar o dinheiro pra dar festinha enquanto a cidade fica largada.

  2. Avatar

    Barra Mansa não tem mutirão?…
    obra na Colônia Santo Antônio Abandonada…. suposta piscina… na Rua João Vayda e as autoridades de Barra Mansa não fazem nada…

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