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Serviço de Atenção Domiciliar atende 150 pacientes por mês em Volta Redonda

Matéria publicada em 25 de julho de 2019, 18:59 horas

 


Atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h, visitas são realizadas semanalmente ou quinzenalmente

Nas visitas a equipe realiza uma avaliação completa do paciente, com orientações de enfermagem, nutrição e exercícios de fisioterapia
(Foto: Geraldo Gonçalves – Secom PMVR)

Volta Redonda- O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) da secretaria municipal de Saúde atualmente acompanha uma média de 150 pacientes por mês, em Volta Redonda. O serviço atende pacientes acamados a domicílio com acompanhamento médico profissional necessário. Desde que foi criado o serviço já atendeu 1.747, de acordo com a secretaria.
Nas visitas a equipe realiza uma avaliação completa do paciente, com orientações de enfermagem, nutrição e exercícios de fisioterapia, por exemplo. O atendimento do SAD é realizado de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h, e as visitas são realizadas semanalmente ou quinzenalmente, de acordo com o quadro clinico do paciente. Nos finais de semana e feriados, entre eles, as festividades de final de ano, familiares também recebem atendimento.

O atendimento pelo SAD possibilita, em muitos casos, diminuir o tempo de internação em leitos hospitalares e melhorar o conforto do paciente e da família durante o tratamento. O principal público atendido são pacientes com necessidades de reabilitação e que necessitem de maior frequência de cuidado, acompanhamento contínuo, além dos pacientes crônicos ou em pós-cirurgia. Os encaminhamentos ao serviço são feitos pelas Unidades Básicas de Saúde, hospitais, e UPA (Unidade de Pronto Atendimento 24 horas).
De acordo com a psicóloga e coordenadora, Marta Lúcia Pereira, em Volta Redonda, o SAD conta com duas Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) – compostas por um médico, um enfermeiro, um fisioterapeuta e três técnicos de enfermagem – e uma Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP), composta por psicóloga, nutricionista e fonoaudióloga.
– O trabalho da equipe de saúde é feito com a ajuda dos familiares, que recebem todas as orientações necessárias. É um tratamento mais humanizado e que mostra excelentes resultados. A gente cuida também da família. Ficamos a disposição 24 horas e todas elas têm o número do nosso telefone – disse a coordenadora.

O professor aposentado Ivaldo André Furtado, 61 anos, morador do bairro Limoeiro, está casado há 42 anos com a dona Elizabeth. Ele, natural de Volta Redonda e ela de São Paulo, se conheceram na igreja. Desde que dona Elizabeth teve um derrame e depois foi diagnosticada com Alzheimer quem cuida dela é o marido.
– Ela não fala mais e só fica na cama. Preciso ajudar em tudo. Dou banho, troco a roupa, alimento, enfim, faço tudo por ela. Através do SAD recebo toda a orientação que preciso para dar o melhor para minha esposa. É um atendimento completo e que deixa os familiares tranquilos. Recebemos a visita de médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, técnicos para ajudar nos curativos, sem ter que tirar ela de casa. Não tenho como agradecer tudo que recebo deles. Sem a ajuda dessa equipe hoje ela não estaria mais aqui comigo – disse o aposentado.

Nicéia Corrêa da Silva, 52 anos, há mais de 10 anos cuida do pai que tem câncer de próstata. Ela se sente acolhida com a visita das equipes.
– Esse serviço é muito bom. Nos sentimos amparadas. Além das visitas periódicas, sempre que precisamos, é só ligar que eles vêm nos atender – disse Nicéia.

O prefeito Samuca Silva destacou que, além da redução de custos para a rede de saúde pública e da qualificação do atendimento oferecido, outro importante benefício garantido pelo SAD é a humanização do cuidado com o paciente.
– Cada um desses pacientes é acompanhado na segurança do seu domicílio, próximo à família, com vínculo aos profissionais e acesso à saúde de qualidade – disse o prefeito.
O secretário municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, explicou que o paciente do Sad é intermediário.
– Ele não tem necessidade de ficar hospitalizado e tem uma demanda mais constante que a unidade básica não poderia suprir com a periodicidade necessária. O serviço admite esse paciente como se ele tivesse internado e acompanhamos a demanda desse paciente – disse o secretário.


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