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Smac lança campanha pelo Desarmamento Infantil

Matéria publicada em 18 de abril de 2016, 23:16 horas

 


Abertura contou com palestra do delegado da Polícia Civil Antônio Furtado, ex-titular da delegacia de Volta Redonda

'Arma nem de brinquedo': Palestra foi ministrada pelo delegado Antônio Furtado, no Cras São Luiz, em Volta Redonda (Foto: Divulgação PMVR)

‘Arma nem de brinquedo’: Palestra foi ministrada pelo delegado Antônio Furtado, no Cras São Luiz, em Volta Redonda (Foto: Divulgação PMVR)

Volta Redonda – A Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac) realizou nesta segunda-feira (18) no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) Almir de Souza Lopes, no bairro São Luiz, a abertura da campanha pelo Desarmamento Infantil – o dia é celebrado em 15 de abril. O evento, marcado por palestras para estudantes do ensino fundamental da Escola Municipal Prefeito Juarez Antunes, contou com a presença do secretário de Ação Comunitária, Munir Francisco, do delegado da Polícia Civil Antônio Furtado (ex-titular da 93ª DP e atualmente na 135ª DP – Itaocara), além de representantes da Polícia Militar e Guarda Municipal.

De acordo com a psicóloga do Cras, Thaise Heringer, o primeiro dia de campanha foi direcionado aos adolescentes e visa incentivar a entrega de objetos ou jogos que façam menção à violência. Participaram de palestras cerca de 150 alunos por turno – manhã e tarde.

– Combater a violência nas escolas entre os jovens, conscientizá-los de que não se deve usar armas, mas o diálogo, para resolver conflitos pessoais, e implementar uma cultura de que armas não representam poder algum, uma utopia, um falso poder que nada resolve. O diálogo tem uma força maior do que as armas – pontuou Thaise, lembrando que a campanha pretende alcançar também os pais, que tem um papel fundamental na educação contra a violência.

A campanha que vai até quarta-feira (20), conta com a parceria das secretarias municipais de Educação (SME) e de Saúde (SMS), Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (CMDCA), Conselho Tutelar, sociedade civil e instituições religiosas. Além do Cras São Luiz, a ação também agirá junto aos centros de assistência social dos bairros Nova Primavera, Caieiras, Candelária, São Sebastião, Dom Bosco e Brasilândia.

– Arma sempre representa um perigo, mesmo quando é de brinquedo. Em 2014, a campanha foi realizada somente no São Luiz, neste ano estendemos para os outros bairros da região e vamos envolver estudantes de sete escolas – afirmou Munir, que informou que as crianças são conduzidas ao local das atividades em ônibus da prefeitura e recebem água e pipoca.

O delegado Antônio Furtado, que recebeu uma placa de homenagem e agradecimento pela participação efetiva na campanha, fez palestra mostrando o trabalho de perícia em alguns crimes – exibindo reportagens de TV de crimes solucionados pelas polícias Civil e Militar em Volta Redonda – e respondeu perguntas dos estudantes. O delegado também focou o crime provocado pelo uso e compra de drogas na cidade, destacando que “o traficante também mata a quem consome drogas e não paga”, ressaltando que muitas vezes o usuário de drogas vai para o crime para levantar dinheiro e manter o consumo das drogas.

Ainda durante a palestra, Furtado destacou que ter uma arma em casa dificulta o diálogo e facilita a ocorrência de homicídios.

– Ter arma em casa não é sinônimo de proteção. De 100 cidadãos armados, apenas dois conseguem se defenderem com a arma, pois não possuem desenvoltura com o artefato, nem treinamento – disse, acrescentando que existe no Brasil de 16 a 18 milhões de armas de fogo, sendo 7.638.245 registradas legalmente.

– No Brasil apenas 13% das armas estão em poder e circulação da polícia e exército, 80% das armas apreendidas no país são ilegais, sem registro – comentou.

O ex-delegado de Volta Redonda agradeceu a oportunidade para fazer a palestra, e destacou que os adolescentes o receberam muito bem, assim como a população da cidade.

– Poder passar minha experiência como delegado para alertar e conscientizar os adolescentes e jovens é excelente, já vi muitas vidas perdidas devido ao flagelo das drogas e o uso de arma. O diálogo é sempre o melhor caminho – disse, acrescentando que é totalmente contra armar o cidadão.
– Sou contra o armamento da população, pois sabemos dos riscos de acidentes domésticos ocasionando tragédias na própria família. A melhor maneira de defesa é denunciando à polícia e confiar na segurança pública – completou.

Caminhada

As atividades acontecerão até amanhã, quando haverá uma caminhada pelo desarmamento infantil. A Passeata da Paz está marcada para as 8h, com concentração na Avenida Francisco Torres, no bairro São Luiz. Hoje, haverá palestra com representante da Polícia Militar, das 8h às 10h30 e das 14h às 15h30, no Salão de Atividades do Cras São Luiz, situado na Rua Edgard Nogueira, nº 787.
Segundo o Estatuto do Desarmamento “São vedadas a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo…” Art. 26 da Lei 10.826/2013.
O CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente) está à disposição da população de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O CMDCA funciona na Av. Paulo de Frontin, nº 590 (Ed. Plaza), sala 1.504, no bairro Aterrado. Os contatos são o telefone 0800 282 0044 e o e-mail – cmcriancaadolescente@epdvr.com.vr.


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7 comentários

  1. Avatar

    Também concordo. Sujeito de 16 anos já sabe o que é certo e o que é errado, já pode votar; deveria poder ser responsabilizado penalmente, mas tendo também o direito de usar armas para defender a si e a sua família. Né isso?

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    ENQUANTO SE “PREOCUPAM” C ARMA DE BRINQUEDO, A VAGABUNDAGEM DESFILA DE FUZIL. A SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DEVE ESTAR UMA MARAVILHA, PARA ÊLES TEREM TEMPO DE FAZEREM SIMPÓSIO SOBRE ARMA DE BRINQUEDO ? ESTOU ME SENTIDO NA NORUEGA………

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    Concordo Antônio…também brinquei com armas de brinquedo, jogos de guerra e sou um cidadão de bem, tranquilo…
    Concordo também com o Zé Brega…isso é campanha política antecipada…

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    Parabéns pelo comentário leitor Antonio Carlos Peludo. Tive uma infância parecida e com os mesmos valores morais e éticos. Tanta coisa importante a se fazer em matéria de segurança pública e educação e a SMAC se presta a isso! É muita falta do que fazer com o tempo de um Delegado de Polícia Civil e com o dinheiro público.

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    Antonio Carlos Peludo

    Minha nossa que histeria coitada das criançada eu brinquei de cowboy e policia ladrão e não virei bandido ,no meu tempo primava-se pela educação ,moral e cívica assim para dar certo temos de primeiramente desarmar o bandido o que não foi feito, viramos gado de abate e perdemos o direito de reação previsto na constituição ficamos subservientes a marginalia. Não querendo ,mas sendo repetitivo a educação e o emprego são os pilares a qualquer povo evoluído . A continuar essa histeria devo lembrar o manifesto de Sete Lagoas M.G” Porque pegar em armas para defender a nação se me foi tirado o direito de defender a mim e a minha familia” (Sub censura)

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      comentário perfeito Antonio Carlos Peludo! como o ilustre delegado já manifestou pretensões políticas, esse ciclo está me parecendo feito sob encomenda.

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      FAÇO DAS SUAS PALAVRAS A MINHA. SE ARMA NÃO DÁ SEGURANÇA, ENTÃO ABORDEM VAGABUNDO C BUQUÊ DE ROSAS. É O GRANDE DITADO: “FAÇA O Q EU DIGO MAS NÃO FAÇA OQ EU FAÇO”.

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