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Três índios da Aldeia Sapukai seguem internados por Covid-19 em Angra dos Reis

Matéria publicada em 13 de julho de 2020, 12:37 horas

 


Aldeia Sapukai sofre com casos de infectados pelo Novo Coronavírus (crédito Divulgação)

Angra dos Reis – O Departamento de Saúde Coletiva da Vigilância Epidemiológica registra 156 casos de índios da Aldeia Sapukaí, em Angra dos Reis, com suspeita de infecção por Covid-19. Destes 75 testaram positivo para a doença e oito estão recuperados. A epidemiologia informou ainda, que três índios estão internados no Centro de Referência Covid-19: um estado grave, no CTI, respirando com a ajuda de aparelho, e dois com quadros estáveis, respirando sem auxílio de aparelhos. A população da Aldeia Sapukai, no Bracuí, é de 340 índios.

A Prefeitura de Angra informou ainda que todas as ações em saúde necessárias para os cuidados com os indígenas estão sendo adotadas, com estratégias específicas, no entanto, respeitando a realidade cultural local.O Departamento de Saúde Coletiva, via Programa Especial de Saúde Indígena e Vigilância Epidemiológica, junto aos profissionais que atuam na unidade de saúde da comunidade, realizam trabalho constante de prevenção, com doações de máscaras; orientação; visita domiciliar; busca ativa; isolamento e todo o tratamento médico necessário, dando o suporte à população indígena.

Rio
No Estado do Rio de Janeiro existem oito aldeias em três municípios (Maricá, Angra dos Reis e Paraty). De acordo com o último Censo do IBGE (2010), cerca de 15 mil indígenas sobrevivem no Estado do Rio. Este contingente é formado por populações originárias das antigas aldeias e por pessoas de diversas etnias que se autodeclaram indígenas, residindo no contexto urbano.

A atuação da Funai tem sido no sentido de promover a permanência dos indígenas nas aldeias durante a pandemia de covid-19. Para isso, a entidade trabalha para garantir a segurança alimentar das comunidades em situação de vulnerabilidade social por meio da distribuição de cestas básicas.
O acesso às aldeias foi proibido e limitado a ações emergenciais e estritamente necessárias à manutenção de condições sustentáveis da população, como o fornecimento de cestas de alimentos e kit”s de higiene e limpeza. A recomendação principal repassada pela fundação aos indígenas é que permaneçam nas suas aldeias e só saiam em casos emergenciais. Caso precisem ir até a cidade, se organizem para que seja pequeno o número de pessoas a se deslocarem.


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