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Verão: população deve redobrar cuidados contra o Aedes aegypti

Matéria publicada em 4 de janeiro de 2017, 12:10 horas

 


Período de maior proliferação do mosquito exige mobilização para eliminar focos

Rio – O verão deve servir de alerta: o clima quente que tanto agrada os cariocas é também o favorito de um dos principais inimigos da saúde pública mundial. Com as condições de clima e temperatura ideais, o mosquito Aedes aegypti encontra o ambiente perfeito para sua reprodução.

– Este é o momento em que precisamos ter ainda mais cuidado do que já temos ao longo do ano. É fundamental que todos se mobilizem, utilizando dez minutos por semana para vistoriar as próprias casas e eliminar possíveis focos. A prevenção ainda é a forma mais eficiente para se combater o vetor – explicou o secretário de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Jr.

Prevenção

Atualmente, três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti estão sendo registradas no Rio de Janeiro: dengue, zika e chikungunya. Em 2017, este terceiro vírus é o que vem trazendo maior preocupação. Isso porque, por ser um vírus ainda considerado novo no país, ainda não houve contato intenso com a população.

– Tivemos já a presença do tipo 1 da dengue desde 2011, logo, boa parte da população já tem imunidade contra esse vírus. Em 2015 e 2016, tivemos a circulação intensa do vírus da zika, fazendo com que uma parte significativa das pessoas tenha sido exposta a ele. Portanto, a chikungunya é a doença que mais nos preocupa neste verão – afirmou Alexandre Chieppe, subsecretário de Vigilância em Saúde.

Secretaria de Estado de Saúde realiza teste de água no município de Xerém.

Secretaria de Estado de Saúde realiza teste de água em municípios (foto: Andre Gomes de Melo – Governo do Estado)

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Entre as doenças transmitidas, qual é a mais perigosa?

A chikungunya é uma doença parecida com a dengue, mas pode-se destacar que a primeira costuma se apresentar com febre bastante elevada de início súbito, acompanhada de fortes dores nas articulações. A doença costuma ter duas ondas: a primeira é a fase aguda da febre, dor no corpo e dor na articulação, e na segunda onda, as pessoas podem desenvolver sinais e sintomas por meses ou até anos. A doença pode causar uma incapacidade funcional durante semanas ou meses. Neste verão, a preocupação é ainda maior porque a população fluminense ainda não esteve exposta de forma intensa ao vírus e, por isso, ainda não tem imunidade contra ele.

Quais são os cuidados?
O cuidado para evitar as três doenças é o mesmo no mundo inteiro: acabar com os focos do mosquito transmissor. Com 10 minutos por dia, é possível eliminar os criadouros e com isso, evitar a proliferação do mosquito. Por isso, é preciso que haja uma mobilização de toda a sociedade nesta missão.
Por que o fumacê não é mais utilizado como forma de combate ao mosquito?

Trata-se de uma ação de exceção, que não resolve o problema. Isso porque há uma incidência muito reduzida sobre o mosquito voando. O Aedes aegypti é um mosquito caseiro, de hábitos domésticos, que gosta de ficar parado, dentro de casa. O inseticida não é usado dentro de casa, até mesmo é nocivo para a saúde das pessoas.
Por que 10 minutos por semana?

A recomendação da Organização Mundial da Saúde é o combate ao vetor: o ciclo do mosquito, da fase larvar até a adulta, dura entre sete a dez dias. Com vistorias semanais, é possível evitar que ele se reproduza. É importante a mobilização de todos neste momento que antecede o período de maior transmissão dessas doenças, que vai até maio.

Qual é o tratamento para cada uma das doenças?

Não há tratamento específico para cada uma, e sim o tratamento dos sintomas. A recomendação se baseia no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona, para febre e dor. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e outros anti-inflamatórios, uma vez que podem aumentar o risco de complicações hemorrágicas. Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue, devido à maior frequência e gravidade conhecida. Além disso, a hidratação e o repouso são essenciais.

 


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