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Volta Redonda investe em ações contra Leishmaniose Visceral

Matéria publicada em 26 de setembro de 2021, 10:09 horas

 


Centro de Controle de Zoonoses desenvolve projeto que identifica e monitora inseto transmissor da doença

As atividades estão sendo realizadas em alguns bairros da cidade (Foto: Geraldo Gonçalves/PMVR)

Volta Redonda – As leishmanioses são doenças transmitidas por vetores e se encontram em expansão geográfica em várias regiões do país, consideradas um problema de saúde pública de grande relevância. Dentre as espécies da doença está a leishmaniose visceral, que afeta as vísceras (órgãos internos), podendo levar à morte quando não tratada. Os sintomas incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço, hemorragias e imunodeficiência.

Em Volta Redonda, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), vem colocando em prática o projeto Ações de vigilância da Leishmaniose Visceral em áreas do município. As atividades estão sendo realizadas inicialmente nos bairros Eucaliptal, Ponte Alta e Três Poços Vila Rica, pois são áreas com registros de casos humanos da doença e com alto índice de casos caninos.

“Diante da situação epidemiológica do município, o projeto pretende contribuir com as ações de vigilância, prevenção e controle da doença. Nós capacitamos os agentes de endemias do município e fazemos um levantamento entomológico do inseto Lutzomyia longipalpis (gênero de flebotomíneo), mais conhecido como mosquito-palha e que é o vetor da Leishmaniose Visceral”, explicou a coordenadora da Vigilância Ambiental, Janaína Soledad.

De acordo com a coordenadora do CCZ, o levantamento foi iniciado em alguns dos bairros onde foram registrados casos humanos de Leishmaniose Visceral. São instaladas armadilhas para captura dos mosquitos, é feito o monitoramento se é a espécie que transmite, se estão infectados ou não, se são fêmeas ou machos. O material capturado é encaminhado para o Laboratório Interdisciplinar de Vigilância Entomológica em Diptera e Hemiptera, do Instituto Oswaldo Cruz.

A bióloga Luciana Heckert, que trabalha no CCZ, explica que pelas características, os insetos transmissores se desenvolvem onde tem acúmulo de matéria orgânica, em áreas próximas a resquícios de mata.

“O ideal é entender como ele se distribui dentro dos ambientes para fazer ações mais direcionadas, como manejo ambiental, de limpeza, de retirada de matéria orgânica dos ambientes”, explicou a bióloga.

O projeto Ações de vigilância da Leishmaniose Visceral também pretende auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas para o combate e prevenção à doença, gerando ações para o controle e vigilância da transmissão.

“Iniciamos o projeto com esses três bairros e a ideia é aumentar o monitoramento. É um trabalho tão importante quanto o controle da doença nos animais. Se não tiver vetor, não tem animal e nem pessoas doentes”, afirmou a coordenadora do CCZ, Janaína Soledad.


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