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Voluntários realizam visitas para internos em hospitais

Matéria publicada em 24 de outubro de 2019, 19:42 horas

 


Dezesseis pessoas se dividem em pequenos grupos como acompanhantes em unidades hospitalares públicas

Voluntários se revezam em grupos nos hospitais públicos de Volta Redonda (Foto – Divulgação)

Volta Redonda – Um grupo de voluntários que fazem parte do Projeto “Colaborando no Cuidado com Vidas” criado em 2018 e coordenado por Luzia Quintino, está fazendo a diferença na vida de muitos pacientes internados em hospitais públicos. O projeto tem como objetivo, unir pessoas que tenham empatia e espírito de solidariedade e que queiram levar aos internos, alegria. Ao todo, 16 pessoas se dividem em pequenos grupos e fazem a companhia dos internos, de segunda à sexta-feira, em setores que os internos, estejam alojados.

Luzia Quintino ressalta que os trabalhos desenvolvidos são voluntários e têm como objetivo principal, levar às pessoas internadas, momentos de alegria.

– O trabalho é voluntário. Sou uma agente da pastoral da saúde do bairro Vila Rica Tiradentes, onde moro em Volta Redonda. Organizei este trabalho e convidei muitas pessoas para estarem colaborando, e entre os voluntários, temos católicos, espíritas, evangélicos. Temos 16 pessoas no momento e necessitamos de, no mínimo, 50 pessoas para darmos conta. Atendemos todos os hospitais públicos de Volta Redonda e trabalhamos dentro de três horários, sempre dentro da disponibilidade de cada pessoa – disse.

Geraldina Maria de Oliveira, de 53 anos, moradora do Açude II, menciona que o trabalho desenvolvido pelo grupo mudou sua vida. Ela relata que perdeu o pai há aproximadamente 4 anos e meio e há 4 meses, perdeu a mãe; e que Luzia, assim como outros membros do grupo a apoiaram em diversos momentos de sua vida e que isso, fez a diferença em sua vida.

– A presença e a ajuda dessas pessoas mudaram a minha vida. Antes da Luzia, outra pessoa – que se chama Regina – me ajudou muito também. Quando meu pai ainda era vivo, me ajudava com a minha mãe, que era de idade. Quando ele morreu, ficamos só minha mãe, minha filha e eu. Minha filha já ficou internada no hospital uma vez, por causa de problemas renais. Durante esses dias, como a minha mãe tinha Alzheimer, eu não podia deixá-la em casa, sozinha e nesse período, a Luzia – que entrou na minha vida depois – me ajudou muito. Quando minha mãe também foi internada, e fez um ‘tour’ por diversos hospitais, a Luzia também me ajudou bastante – comentou.

Dina, como é conhecida, menciona que faz questão de manter contato com os membros do grupo. Ela ressalta que, após a ação, a amizade com os membros do grupo permaneceu.

– Mantenho contato com a Luzia porque ela é uma pessoa extraordinária e está de parabéns pelo trabalho desenvolvido, junto ao grupo. Ela sempre me ajudou em diversos momentos da minha vida e quero fazer parte desse grupo. Quero poder fazer ao próximo, tudo que fizeram por mim nos momentos que mais precisei. Acho que se não tivesse tido esse apoio, teria infartado, devido o estresse que passei em diversas ocasiões. Se não fosse esse apoio, eu não sei o que faria. Por hora, por uma questão de necessidade financeira, já que fiquei anos parada, não consigo fazer parte do grupo, mas em breve estarei fazendo parte desse time e ajudando outras pessoas como fizeram comigo lá atrás – comentou.

Celina da Conceição, de 62 anos, é aposentada e autônoma e auxilia o grupo há aproximadamente 1 ano. Ela relata que, além de um curso específico ser necessário para que os voluntários participem, a empatia e espírito de solidariedade devem ser priorizados.

– A gente faz um curso de capacitação para saber como lidar com o paciente, e até pela questão da higiene dentro da unidade hospitalar, para saber como proceder. Eu por exemplo me disponibilizo para estar ao lado deles, 5 horas durante a semana. Fazemos as visitas de 8h às 13h e 13h às 18h. É importante que mais pessoas possam ingressar neste projeto, pois assim, a equipe aumenta e todos podem ajudar e descansar. A gente faz amizade e aprende muito. A gente chega no hospital achando que tem um problema, mas quando senta e conversa com os internos, a gente vê que os nossos problemas não são nada. Fico muito feliz em poder trabalhar com isso. Não basta querer ajudar, é importante também ter o dom de ouvir o próximo e gostar de fazer isso – disse.

Quem tiver interesse em fazer parte do grupo, pode entrar em contato através do telefone: (24) 999416159.

Por Pollyanna Moura

 


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2 comentários

  1. Avatar

    Pessoas de bem! Parabéns.Mas presidiário no Detran aí vai mal.porque presidiário pode muito bem fazer serviços brilhantes como estes nos hospitais asilos.presidiários tem que ser cuidador.para pagar sua pena não ser cuidado com mordomias do Detran.

  2. Avatar

    Parabens pelo trabalho! Deus abençoe.
    Continuem firme. Este trabalho e muito importante.
    A SSVP tambem faz esse trabalho ha mais de 40 anos em Barra Mansa, Volta Redonda e outras cidades da regiao.

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