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VR tem quase 2 mil casos de dengue confirmados em 2019

Matéria publicada em 15 de setembro de 2019, 07:21 horas

 


Cidade registra médio risco de infestação por Aedes no LIRAa; notificações chegaram a três mil casos

 

Agentes de combate ao mosquito Aedes aegypti estão em trabalho constante nas ruas
(Foto: Arquivo)

Volta Redonda- Em Volta Redonda, o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mostra médio risco para a infestação do mosquito. O levantamento foi realizado no período de 04 a 10 de agosto deste ano e revela o índice de 1.5 na escala de risco. De acordo com dados da Secretaria de Saúde, este ano foram 3.014 casos notificados e destes foram confirmadas 1.944 pessoas com a dengue.

Segundo a coordenadora da Vigilância Ambiental, Janaina Soledade, o índice, ainda é considerável dentro da normalidade para o Ministério da Saúde, e foi reduzido em comparação ao LIRAa de maio deste ano, que revelou 3.6 em Volta Redonda.

– Neste LIRAa de agosto conseguimos reduzir o índice de infestação em comparação aos dados de maio deste ano. Estamos realizando o trabalho de prevenção e conscientização durante todo o ano. A prevenção ao Aedes continua no inverno e na primeira para evitarmos novos mosquitos no verão, que é a estação mais favorável para seu desenvolvimento – disse.

Janaina comentou que as ações em relação à Campanha “10 Minutos Salvam Vidas” devem ser feitas de janeiro a dezembro, mas principalmente intensificadas neste período. A coordenadora explicou que um dos motivos é que os ovos do Aedes podem sobreviver até 400 dias mesmo no período seco, por isso, a prevenção é contínua.

– As ações da Campanha “10 Minutos Salvam Vidas” devem ser realizadas constantemente, não importa o período do ano. Dez minutos que cada morador tirar do seu tempo para fazer o trabalho de vistoria em sua residência vai contribuir na eliminação do ciclo de vida do mosquito que é de 7 a 10 dias. Os agentes de saúde reforçam as orientações quando visitam as residências levando até à população o reforço da conscientização de combate ao Aedes e fazemos isso em todos os bairros de Volta Redonda – comentou.

Prevenção

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Barra Mansa registra baixo
risco de infestação

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mostra baixo risco para a infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, em Barra Mansa. O levantamento realizado entre os dias 04 e 10 de agosto deste ano revelou que o índice de infestação no município é de 0.9, número considerado satisfatório para o Ministério da Saúde.

Segundo o serviço de epidemiologia de Barra Mansa, de janeiro até agora foram notificados 378 casos de dengue, destes 22 foram confirmados. As notificações de chikungunya somaram 275, sendo 142 confirmados. Ainda existem dois casos confirmados de zika.

De acordo com o coordenador da Vigilância em Saúde Ambiental de Barra Mansa, Antônio Marcos Rodrigues, apesar do resultado aceitável do LIRAa, a vigilância e a população não podem relaxar nos cuidados de prevenção ao mosquito da dengue.

– O bom resultado do levantamento se deve ao trabalho de combate ao mosquito que é feito de janeiro a dezembro por agentes de controle de vetores e pela própria população. Não podemos descuidar das ações em todas as estações do ano, sabemos que no verão há maior proliferação do mosquito, mas é possível sim que o Aedes se prolifere na primavera ou no outono/inverno. Por isso, devemos regularmente fazer a limpeza e manutenção em nossas casas – disse.

Antônio Marcos mencionou que dentro do cronograma da Vigilância há equipes que visitam as residências no sábado orientando os moradores que não foram encontrados durante a semana.

– Aos sábados há equipes que fazem o serviço de recuperação – que consiste em revisitar as casas em que não foi possível encontrar o morador durante a semana – para levar até eles o serviço de orientação. A conscientização à população é um dos pilares para o combate ao mosquito.

O coordenador destacou que o serviço de aplicação de Ultra Baixo Volume, conhecido como fumacê, também faz parte do controle, porém o inseticida Malathion não está sendo repassado aos municípios pelo Ministério da Saúde.


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Um comentário

  1. Avatar

    No Governo Neto chegava a ser até chato de tanta gente batendo em minha porta para fiscalizar focos de mosquito, já no atual governo se vieram uma vez foi muito. Quanta diferença neste é outros assuntos. VOLTA NETO

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