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Asteroide Apófis não vai colidir com a Terra

Matéria publicada em 31 de março de 2021, 16:25 horas

 


Novos cálculos de órbita, mostram que não há perigo de impacto

Asteróide: Xô Apofis!

Astrônomos recalcularam a órbita do famoso asteroide Apófis, depois de sua passagem a 150 milhões de quilômetros da Terra no dia 6 de março. E afastaram definitivamente as especulações de que esta rocha, de 350 metros de largura, possa colidir com o nosso planeta em 2029. Quando ela vai passar a 31 mil quilômetros da Terra, na altura da órbita dos satélites de comunicações. Apófis foi descoberto em 2004 e ficou famoso, quando os primeiros cálculos indicaram que ele poderia bater na Terra em 2029, ou então durante sua passagem de 2068. Mas as novas observações mostram que não existe a menor possibilidade de impacto pelos próximos 100 anos.

Apófis cruza a órbita da Terra periodicamente. E a última vez que isso aconteceu foi no dia 6 de março passado. Na ocasião equipes de astrônomos usaram as grandes antenas parabólicas de Goldstone, na Califórnia, e Green Bank, na Virgínia para fazer imagens de radar do Apófis. Tradicionalmente esse tipo de observação era feito pela antena de 300 metros do Observatório de Arecibo, em Porto Rico. Infelizmente Arecibo desabou no final do ano passado e os grupos de observação de asteroides passaram a contar com antenas menores, menos precisas. A de Goldstrone tem 70 metros e a de Green Bank 100 metros. Ela produzem imagens de menor resolução, mas mesmo assim permitem acompanhar a trajetória dos objetos celestes.

O resultado das novas observações foi apresentado no dia 26 de março e retirou Apófis da tabela de asteroides perigosos. Ou como declarou o cientista Davide Farnocchia, do Centro de Estudos de Objetos Próximos da agência espacial americana Nasa: “Um impacto em 2068 não se encontra mais no campo das possibilidades. E nossos cálculos não mostram qualquer possibilidade de impacto pelos próximos cem anos”.

Sem poder contar com o radar de Arecibo, a equipe da Nasa precisou juntar duas antenas menores para fazer as observações. A antena de 70 metros de Goldstone enviava os sinais e Green Bank recebia, o que permitia aumentar a precisão das observações. Os dados confirmam que Apófis tem a forma de um grande amendoim, com dois glóbulos unidos por uma parte mais estreita. Em 2029, quando ele passar a 31 mil quilômetros do nosso planeta, a gravidade da Terra vai provocar terremotos em sua superfície. Ou, astromotos como diriam os pesquisadores.

Também foi preciso medir a taxa de rotação do asteroide, o que ajuda a prever os efeitos que ele sofrerá durante a passagem de 2029. A preocupação com os efeitos de uma colisão de um desses objetos aumentou a partir da década de 1980, depois da descoberta de que a extinção dos dinossauros, há 75 milhões de anos, coincidiu com a queda de um asteroide de um quilômetro de diâmetro no Golfo do México. Em 1994 um cometa colidiu com o planeta Júpiter abrindo um buraco do tamanho do nosso planeta nas camadas gasosas daquele mundo.

Desde então, agências espaciais como a Nasa, dos Estados Unidos, e a Esa da Europa, tentam determinar as órbitas de todos os asteroides que passam pelo nosso planeta. Ainda nesta década a Nasa pretende testar um míssil cinético que seria capaz, em teoria, de desviar um asteroide em curso de colisão. O teste será feito na lua do asteroide Didimos.

Astrônomos do Havaí também aproveitaram a passagem do Apófis para estudar o chamado Efeito Yarkovsky em sua superfície. Trata-se do impulso produzido pela radiação solar, que pode acelerar um asteroide e mudar sua órbita. No caso do Apófis os estudos mostram que a radiação solar esta mudando sua órbita para longe da Terra, o que diminui ainda mais o risco de um impacto.

 

 

Jorge Luiz Calife

 


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5 comentários

  1. Avatar

    Nem precisa, já temos o Bolsonaro!

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    que sacanagem, que noticia triste. Se não tem vacina toma Apófis na cabeça , seria a solução do Covid.

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    José antonio Cevidanes

    Março de 2029?
    E 2020, quando vai acabar?

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    Apofis é fichinha perto de certos políticos

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    PARECE UM C.O.C.Ô. PETISTA, APENAS PELO TAMANHO.

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