E a Artemis partiu para a Lua

by Diário do Vale

Sucesso: A câmera da Orion fotografou a Terra a 92 mil km no espaço

Depois de três adiamentos e dois furacões a agência espacial americana conseguiu mandar para o espaço o seu super-foguete SLS, com a nave Orion a caminho da Lua. Chamada de Artemis 1 a missão é um teste para o foguete e a nave que deverão levar a primeira mulher para caminhar na Lua em 2025. Fazendo o chão tremer e iluminando o céu da madrugada a Artemis 1 decolou a 1h47 minutos de quarta-feira, do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral na Flórida. Eram 3 horas e 47 pelo horário de Brasília e a janela de lançamento tinha sido aberta a 3h07 da madrugada. Mas os técnicos da Nasa foram obrigados a esperar 30 minutos até que um relê defeituoso fosse trocado em uma das antenas parabólicas de rastreamento.

O foguete funcionou com perfeição e seus quatro motores RS-25, auxiliados por dois enormes propulsores de combustível sólido, produziram um empuxo de 8,8 milhões de libras, ultrapassando a velocidade do som em poucos minutos de voo. Trata-se do foguete mais poderoso já lançado pelos norte-americanos, superando a potência do antigo Saturno 5, que levou os astronautas para a Lua na década de 1960. Em oito minutos a velocidade orbital foi alcançada e o grande foguete se separou do segundo estágio e da cápsula Orion. A nave abriu seus painéis de energia solar e acionou seus motores uma hora depois da partida. Atingindo a velocidade necessária para entrar na chamada órbita translunar, que a levará a orbitar a Lua.

A bordo da Orion vão três manequins, bonecos vestidos de astronautas com sensores para medir as forças de aceleração a que serão submetidos os futuros exploradores lunares. Dois dos manequins usam um novo tipo de roupa espacial com uma blindagem anti-radiação. Que deverá proteger as mulheres do projeto Artemis dos raios cósmicos e da radiação solar que existe no espaço profundo, além da órbita da Terra. Também há um boneco do cachorrinho Snoopy que é o mascote da missão.

O objetivo deste voo, que deve durar 25 dias, é testar a cápsula espacial, antes de colocar pessoas dentro dela. É um procedimento padrão da agência espacial americana. Desde o projeto Mercury, que mandou o primeiro americano para o espaço, em 1961, que todos os  veículos espaciais são testados primeiro num voo de controle remoto, sem tripulantes. Essa tradição só foi quebrada durante o programa do ônibus espacial. Por ser uma mistura de avião e foguete o ônibus espacial não podia voar sem tripulantes, já que era necessário ter um piloto a bordo para guiar a nave até a pista de pouso. Já as cápsulas espaciais, como as Mercury, Apollo, Orion e Dragon, descem de paraquedas num processo totalmente automático.

Uma novidade na missão Artemis são as câmeras de televisão instaladas na ponta dos quatro painéis que forneceram energia para a nave. Uma dessas câmeras tirou um selfie da nave e da Terra distante, quando a Orion já tinha percorrido um quinto da distancia até a Lua. A imagem mostra o nosso planeta Terra, já como uma bolinha azul e branca na imensidão negra do espaço infinito. Depois de se separar da Orion o segundo estágio do SLS soltou no espaço um conjunto de dez pequenos satélites, os cubesats, que farão uma série de estudos. Um deles vai procurar por água no polo sul lunar. E o décimo cubesat vai desfraldar uma vela solar, e acelerar no empuxo do vento solar viajando até se encontrar com um pequeno asteroide.

Se tudo correr bem a Orion retorna para a Terra no dia 11 de dezembro, testando o seu escudo de reentrada que deverá suportar uma temperatura de 2800 graus Celsius ao atravessar a atmosfera para um pouso no oceano Pacífico.

 

Jorge Luiz Calife

 

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1 comment

Jorge Lucas 19 de novembro de 2022, 18:47h - 18:47

Muito bom…mas o homem nunca esteve na lua.
Se tal proeza fosse verdade, porque está sendo tão trabalhoso repeti-la????

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