sábado, 24 de agosto de 2019

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E o Universo ficou mais perto em 2018

Matéria publicada em 3 de janeiro de 2019, 08:30 horas

 


Conquista do espaço deu grandes saltos no ano que passou

Vulcano: Na vida real ele se chama 40EridaniA

O ano de 2018 foi marcado por grandes avanços na exploração espacial. Sondas robóticas visitaram asteroides, se aproximaram do Sol e fotografaram os grandes furacões na atmosfera do gigantesco planeta Júpiter. A NASA pousou um robô na superfície de Marte, enquanto os chineses enviavam um carrinho para andar no lado oculto da Lua. A Space X, do empresário Ellon Musk, testou o foguete mais potente do mundo, enviando um carro para a órbita do planeta Marte. E homens e mulheres festejaram o Natal a bordo da Estação Espacial Internacional, o que já virou rotina para os astronautas.

No dia 6 de fevereiro, a Space X ganhou as manchetes com o primeiro lançamento do foguete Super Falcon. Para demonstrar a capacidade do novo veículo o dono da empresa colocou na ogiva um de seus carros esporte, um Tesla Roadster, com um manequim vestido de astronauta no volante. O Starman (Homem das estrelas) e o carro se encontram atualmente em uma órbita além do planeta Marte, foi apenas um teste para o foguete que pode lançar satélites e módulos de futuras estações espaciais.

Prosseguindo em sua busca por novos mundos habitáveis, a agência espacial americana Nasa lançou no dia 18 de abril o telescópio espacial TESS, que vai continuar a procurar novos mundos na órbita de estrelas distantes. Avançando com as pesquisas iniciadas pelo telescópio Kepler, que foi desativado.

Na verdade a busca por planetas extra-solares foi tão frutífera que encontraram até o mítico planeta Vulcano, lar do senhor Spock no seriado “Jornada nas Estrelas”. Como previsto pelos roteiristas do seriado Vulcano, é um mundo muito quente e orbita a estrela 40 Eridani A, que fica a dezesseis anos luz da Terra. Um pequeno passeio se você tiver uma nave como a Enterprise do cinema.

Também encontraram uma super-Terra, um planeta rochoso como o nosso, mas três vezes maior, na órbita da estrela de Barnard, que fica a seis anos luz. Infelizmente ele é muito frio e a temperatura em sua superfície chega a 170 graus negativos. O que é quase tão frio quanto Plutão aqui no nosso sistema solar.

No dia 12 de agosto a NASA lançou a Sonda Solar Parker, que vai voar através da atmosfera do Sol. Um dos objetivos da missão é estudar a origem do chamado vento solar. Um fluxo de partículas emitidas pelo Sol que serve para impulsionar espaçonaves movidas à vela, como o Ikarus do Japão, que se encontra orbitando o Sol. Outra missão em direção as regiões escaldantes do nosso sistema solar foi a Bepi Colombo, que partiu no dia 19 de outubro para visitar o planeta Mercúrio.

Do outro lado do sistema solar as sondas Hayabusa 2 do Japão e OSIRIS-Rex dos Estados Unidos aportaram em dois estranhos asteroides em forma de cubo. O Ryugu e o Bennu. A Hayabusa 2 lançou com sucesso três robôs, incluindo o Minerva, que ficaram pulando na superfície do asteroide. As duas missões devem colher amostras da superfície desses minimundos e traze-las para a Terra na próxima década.

E o ano terminou com a China lançando um robô para explorar o lado oculto da Lua, aquele que nunca vemos aqui da Terra. Se tudo correr bem o Coelho de Jade 2 vai começar a explorar a região da cratera Aitkin nas primeiras semanas de janeiro. No dia 19 de dezembro, a NASA pousou com sucesso mais uma sonda robô na superfície de Marte, o planeta vermelho. A missão do Insight é perfurar o solo marciano para estudar a geologia do planeta. E para terminar outra empresa particular, a Virgin Galactic, testou com sucesso sua nave comercial a VSS Unity que atingiu a altura de 82 quilômetros.

Por: Jorge Calife


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Um comentário

  1. Avatar

    O universo fica cada vez mais fascinante com o avançar da exploração do espaço. Que na nova década a humanidade retome para valer a exploração tripulada do espaço, mas sem deixar de lado a exploração robótica dos mundos mais distantes.

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