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A ciência no lixo e o lixo de ciência no Brasil

Matéria publicada em 9 de junho de 2019, 21:14 horas

 


Os ministros do maior tribunal do país, o Supremo Tribunal Federal (STF), mostraram nos últimos meses que, junto às suas dezenas de assessores cada um, são antas em matemática, especialmente em estatística.

Acreditaram nos números de um militante travestido de cientista social chamado Luiz Mott, do grupo Gay da Bahia, que mostram que o Brasil é campeão mundial de homicídios por homofobia.

Mentira.

Os números são tão falsos como uma nota de 3 reais.

O malandro reúne qualquer crime contra gays (até quando um mata outro) e coloca na conta da homofobia.

Mas viraram dados oficiais para alterar uma posição histórica do STF de não legislar – e fazê-lo atropelar um dos pilares do republicanismo em nome do “bem”.

Quando, na verdade, é matemática falseada tão pobremente que até um imbecil perceberia – talvez desde que não fosse nomeado ministro do Supremo.

Mas é como tem funcionado o Brasil. A matemática ganhou ideologia. Se o resultado de uma equação não dá a resposta ideológica ou filosófica do grupo – que mudem a matemática.

Tivemos manifestação por causa de um “corte de 30% do orçamento das universidades federais” que matematicamente só existe na cabeça de analfabetos em matemática.

Nunca aconteceu. O discurso é uma fraude matemática.

Mas professores de universidades federais foram às ruas acreditando nisso. Ou fingindo acreditar. Estudantes universitários não aprenderam tampouco a fazer a continha básica sobre o tema. A burrice é ampla, geral e irrestrita.

A burrice “do bem” é bem-vinda nos dias atuais.

Vivemos tempos em que a filosofia ficou escatológica e você tem que optar entre a esquerdista Marcia Tiburi e o direitista Olavo de Carvalho – que em comum adoram falar sobre ânus na sua expressão mais coloquial.

A primeira declara que (perdoem, só reproduzo) “o cu é revolucionário”.

O segundo admite a possibilidade da Terra ser… plana.

Essa gente é a intelectualidade da Filosofia atual no Brasil.

Eu tinha uns 14 a 15 anos quando li o primeiro livro sobre a Teoria da Relatividade de Einstein.

Escrito por… Einstein.

Não entendi praticamente nada.

Depois li na Enciclopédia Britannica o verbete sobre “A Relatividade”, igualmente escrita pelo próprio Einstein.

Boiei de novo.

Para agravar a situação devo destacar que meu sonho e dedicação eram focados em eu me transformar em um cientista (Jornalismo nem me passava pela cabeça).

Era tudo o que eu queria: ser um cientista. E lia tudo sobre todas as ciências.

Mas eu não conseguia entender as explicações de Einstein.

Até que li “O ABC da Relatividade”, escrito por um filósofo e matemático chamado Bertrand Russell.

Aí eu compreendi a Teoria da Relatividade de Einstein.

Jornalistas na época brincavam dizendo que só quem entendia a Teoria da Relatividade eram Einstein e Bertrand Russell.

Bertrand Russell, para mim, foi o maior gênio da filosofia do Século XX.

Não me ensinou apenas as bases da Teoria da Relatividade – mas uma filosofia lastreada pela Matemática (a Mãe de todas as ciências).

E ele parece que previu tudo o que está acontecendo hoje: da falta de respeito dos acadêmicos pelos FATOS (distorcendo-os para um suposto “bem”) até a violência dos debates em uma era interconectada.

Em anexo, ofereço aos amigos 3 minutinhos de Bertrand Russell, que valem por um ano de algumas discussões acadêmicas pobres.


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13 comentários

  1. Avatar

    Nunca li tanta besteira. Tá ficando ultrapassado e com a cognição prejudicada Aurélio. Precisa se reciclar. Precisa andar mais no meio acadêmico. Frequentar as universidades. Tem dois pólos da UFF e dois de institutos federais aqui em VR e Pinheiral. Nas particulares tem alguma coisa boa também, mas lá os professores são no máximo mestres e mesmo que sejam doutores, acabaram indo lá somente dar às aulas. Nas públicas os professores precisam pesquisar no o tempo todo e ainda publicar artigos científicos. Se recicle meu amigo.

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    Infelizmente no Brasil o povo é primeiro analfabeto político, e em segundo não sabe fazer uma simples operação percentual.

    Por isso que eles jogam para o ventilador. Se colar colou, mas o certo que os simpatizantes terão alguém para ADORAÇÃO.

    Como LUla está preso e já ganhou o décimo processo criminal, eles estão a procura de outro líder.

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    Tenha dificuldade em acreditar que esse texto preconceituoso e agressivo tenha sido escrito por esse jovem jornalista mas já demonstrando hábitos de conservadores como esse cidadão que escreve as colunas nesse mesmo veiculo. Luiz Mott é um dos personagens mais respeitados no direito e defesa da comunidade LGBT , por ser estudioso e responsável na conquista de direitos. Chama-lo de “malandro” descrendecia sua posição imparcial que todo jornalista deve ter. Concordo que falta informações para afirmar que o Brasil seja o local que se mais mata no mundo, mas fingir que aqui não se mata e se descrimina é faltar com a verdade. O texto é característico de representantes de uma sociedade conservadora, moralista e preconceituosa. Esse jornal não representa a função original da imprensa que é ser um local plural e imparcial. Por falar nisso, não vão noticiar nada sobre o conluio entre o Moro e o Dallagnol? Já passa do meio dia e não tem nenhuma informação.

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    Carlos Magno de Oliveira

    Quanta baboseira, perdi tempo em uma matéria totalmente agressiva e inútil!

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    Um exemplo da ciranda dos números. Dizem que o Califórnia (distrito de Barra do Piraí) está a 36km da sede do município e possui 25 mil habitantes. O próprio portal da prefeitura barrense corrobora essa informação… 34km é a distância do centro de VR ao centro de BP, sendo que o Califórnia fica no meio do caminho, apesar de mais próximo de VR. A população do distrito foi contada em 12 mil pessoas pelo censo de 2010, impossível ter dobrado em menos de 10 anos, nem com “baby boom”…

    Aumentam (ou diminuem) os números para enfatizar o argumento que defendem. Ou é burrice, ou é canalhice mesmo…

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      Gostei da matéria! Vc está quase no nível do Jânio Quadros.

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      Ele anda lendo Einstein que nem o jornalista na adolescência conseguiu entender.

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      creio que a california deve estar a uns 30 km do centro de barra… e deve ter uns 20 mil pessoas por ali.. varios bairros..e bem populosos..

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      Capivara, são entre 8 a 11 quilômetros a distância rodoviária entre o marco zero de VR (rodoviária) e o ponto mais proximal ou distal da área urbana do distrito… Entre o marco zero de BP (rodoviária) e os mesmos pontos já mencionados do distrito, a distância varia entre 24,5 e 27,5. Fonte: instrumento de medição do Google Earth, bastante preciso… Daí percebe-se que, dependendo do lugar que se estiver na Califórnia, e onde pretende-se ir em VR ou BP, a diferença de distância não é tão grande. Parece ser devido ao grande vazio demográfico existe no caminho para Barra do Piraí… Dependendo do horário do dia, um ônibus da Elite leva mais tempo no percurso entre VR e a Califórnia do que outro da Aparecida entre esse distrito e o centro da cidade de BP…

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      Arrozal também parece ser bem mais próximo de VR do que de Piraí, mas não é. Tem-se essa impressão porque a área urbana de VR se estende até ali perto, na área do Roma, ao passo que a área urbana de Piraí é bem pequena e tem alguns bairros isolados ao longo da Dutra…

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      EDMUR FERREIRA DA SILVA

      É canalhice. Pode ter certeza.

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