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A educação no Brasil e o índice Ideb

Matéria publicada em 16 de setembro de 2016, 13:40 horas

 


Dados mostram nosso atraso e a falência do Ensino Médio; precisamos urgente de uma reforma no ensino

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Semana passada o Ministério da Educação divulgou os mais novos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). E ficamos sabendo que a educação no Brasil, no que se refere ao Ensino Médio, continua estagnada desde 2011, com o índice se mantendo no patamar de 3,7. O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação concluiu que o modelo de ensino adotado é ruim tanto na rede pública quanto na rede privada. E que o ensino médio “precisa de uma reestruturação”.

Ou seja, descobriram o óbvio. Enquanto a escola se preocupa em ensinar ideologia marxista e outras coisas inúteis, os estudantes ficam sem o conhecimento básico, em português e matemática. Que eles precisam ter para ingressar no mercado de trabalho. Para calcular o índice o MEC calcula a relação entre o rendimento escolar e os resultados da Prova Brasil que avalia os conhecimentos em português e matemática. A prova é aplicada em crianças do quinto e nono ano do Fundamental e nos jovens do terceiro ano do Ensino Médio.

Para piorar o quadro o Ministério da Educação divulgou o desempenho dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). Que mostrou que o conhecimento dos alunos em português e matemática é o pior em vinte anos. Enquanto outros países melhoram na educação o Brasil vai ficando pior.

Consequências

Esse quadro tem duas consequências graves. Uma delas é a perda de competividade da nossa indústria. A produtividade de um operário norte-americano é quatro vezes maior do que a de um operário brasileiro. O que significa que são necessários quatro brasileiros para produzir o que um único americano produz. E o motivo é o alto nível de conhecimento dos operários americanos. Que tem uma formação melhor e estão aptos a operar os sistemas de robótica e automação das indústrias modernas.

Uma das funções do ensino básico é preparar o indivíduo para ingressar no mercado de trabalho. Se a pessoa sai da escola sem saber o essencial de matemática não vai poder nem ser caixa de supermercado. Para ingressar em uma escola técnica e aprender uma profissão também é necessário um conhecimento básico, que o ensino fundamental e o médio deveriam fornecer. A grande maioria dos nossos estudantes não consegue entender um texto escrito. Como é que eles vão ler os manuais necessários para operar uma máquina, um robô ou um veículo.

As indústrias tentam compensar, fornecendo cursos de especialização. Mas é preciso ter um conhecimento mínimo. Vivemos a maior crise da história do país, herança maldita dos governos petistas do Lula e da Dilma. O emprego está raro e difícil e todos esses jovens que saem da escola sem saber português ou matemática não vão conseguir entrar no mercado de trabalho. Nem se pode dizer que a opção da nossa juventude ignorante é o trabalho braçal no campo. A agricultura também está se tornando mecanizada, com máquinas modernas preparando o terreno, semeando e fazendo a colheita.

Precisamos urgente de uma reforma no ensino, que focalize o currículo escolar no essencial. Saber ler e entender o que está escrito. Conhecer o básico de matemática que é a porta de entrada para o mundo da robótica e da informática. O Brasil precisa de operários especializados, de técnicos e cientistas. Não precisamos de militantes para encherem  as ruas sacudindo bandeiras vermelhas. Isso agora é passado e o país precisa olhar para o futuro.

Porque as outras nações estão investindo no conhecimento. Na formação do seu material humano. Foi o que fez, por exemplo, a Coréia do Sul. Que melhorou o ensino, criou escolas técnicas, formou engenheiros e projetistas. E hoje exporta máquinas para o mundo inteiro. Incluindo o Brasil.

 

Futuro: Uma das funções do ensino básico é preparar o indivíduo para ingressar no mercado de trabalho (Foto: Divulgação)

Futuro: Uma das funções do ensino básico é preparar o indivíduo para ingressar no mercado de trabalho (Foto: Divulgação)

 

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br


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9 comentários

  1. Avatar
    José Roberto Teixeira da Silva

    Isso de deve ao pessoal do MEC, ocupado em censurar Monteiro Lobato, acusando-o de racista.

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    Herança maldita de Dilma e Lula ? Só os dois são culpados desse ensino fraco no Brasil ?
    Esse Demotucano disfarçado de ” jornalista ” é uma piada.Volta a postar sobre via láctea que é melhor que voce faz..

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    Na realidade não existe interesse real em melhorar a educação.Povo ignorante é muito mais fácil de ser conduzido por políticos inescrupulosos.Meu finado pai já dizia há uns 40 anos atrás que os japoneses que vinham ao Brasil montar o alto-forno da CSN ficavam abismados com a pujança desse país,dizendo que o Japão seria o país mais rico do mundo se tivesse tais recursos naturais e extensão territorial.
    Mas,como diz a piada,Deus caprichou em tudo aqui no Brasil,sem terremotos,vulcões,furacões,mas o povinho que colocou aqui é de lascar

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      Quando o brasileiro vai ter amor próprio e se respeitar?

      Concordo totalmente, só esqueceu de escrever que uma grande parte da população vive dentro de igrejas evangélicas e católicas como zumbis, não conseguem enxergar um palmo além do nariz preferindo serem subservientes desses pseudos representantes de Deus, então é impossível o país crescer por mais riquezas que tenha.

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    Já não bastam os zumbis midiáticos golpistas que são milhões de Cunhas, adoradores do Pato da Fiesp e assalariados que acham que a “flexibilização” da CLT é uma boa e vai gerar empregos. A NASA precisa estudar o pobre de direita…

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      Quando o brasileiro vai ter amor próprio e se respeitar?

      Concordo totalmente. Parabéns por dizer a verdade, estamos precisando disso aqui no DV.

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    A CONVICÇÃO é clara na sala de aula, com alguns professores de marxismo cultural formando zumbis esquerdistas. todo apoio ao projeto escola sem partido.

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      Quando o brasileiro vai ter amor próprio e se respeitar?

      Importante é ensinar aos alunos o real significado de política, e mais ainda que política não é emprego.

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    Atendendo a sugestão do MPF, o ENEM não terá mais provas… mas terá convicção.

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