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A excelência da escolha

Matéria publicada em 24 de novembro de 2018, 11:49 horas

 


Será que existe escolha definitiva?

Conversar sobre educação é incrível e, ao mesmo tempo, desafiador. Será que há pertinência nesta coluna? Será que há colaboração para o crescimento dos leitores? Quem são os nossos leitores? Antes de começar, portanto, gostaria de disponibilizar nossos contatos para sugestões e comentários, pois a ideia que esta coluna seja via de mão dupla, pois essa é a verdadeira proposta da educação. Vamos ao título?

Segundo Aristóteles, a excelência não é um feito, mas um hábito. O ser humano, segundo um dos maiores filósofos do mundo ocidental, será feliz se encontrar a sua potência, a sua potencialidade, isto é, encontrar-se em sua profissão, em seus afazeres, em suas atividades. Sabe os conceitos das dez mil horas? Aquele conceito quer nos diz que só encontraremos a maestria se praticarmos as nossas dez mil horas em determinada atividade? Isso serve para o músico, o bailarino, o artesão, o médico, o oficial, o atleta, o piloto, o professor, enfim, serve a todos os profissionais.

Mas por que escrever sobre isso em pleno novembro deste ano? É que, como coaching de carreira e educacional, recebo profissionais em transição, em mudança de carreira e recebo alunos jovens que irão, em um futuro próximo ter de escolher uma profissão para a “vida inteira”, como se ainda existisse profissão para a vida inteira.

Antes da escolha “definitiva”, será que existe escolha definitiva? É interessante entender os nossos talentos, os nossos processos, as nossas escolhas, as nossas demandas. É muito interessante olharmos para o “espelho” e para a “janela”. Mais para o espelho de que para a janela. A geração atual, na verdade, todos nós, essa turma que vive em tempos líquidos do professor Bauman, todos nós somos bombardeados pelos cliques, e likes, e selfies, e curtidas, e stories, e fotos perfeitas com filtros, e shows, e pratos, e viagens, e… Na verdade nos falta tempo para olharmos para o espelho e conversarmos com a figura lá de dentro, e é aí que mora o perigo de péssimas escolhas, pois, muitas vezes são escolhas que fazemos olhando para fora, olhando para as demandas dos outros, olhando para a “janela”. Vale um exercício para buscarmos nossas potencialidades.

– Primeiro: Vale uma lista das atividades que não nos agrada em hipótese alguma, por exemplo, dez coisas, trabalhos, atividades, tarefas que eu não gostaria de fazer nunca em minha vida. Ufa! É o primeiro passo, mas é capaz de nos nortear rumo a nossas escolhas potenciais.

– Segundo: Vale fazer outra lista com as atividades e tarefas que nos enxeriam de alegria e de prazer. Aquilo que pagaríamos para fazer. Que ninguém me leia, mas eu pagaria para poder falar para as pessoas. Em minhas palestras e em meus cursos eu, efetivamente, me realizo.

E você? Você mesmo, empreendedor que deseja dar outros passos; ou você, médico que pretende entrar na política; ou mesmo você, jovem do terceiro ano do ensino médio que ainda não sabe qual a carreira que deseja seguir. Ter essas duas listas, com valores atraentes e valores repelentes, pode ser capaz de fazer com que nossas escolhas sejam mais assertivas e teremos, certamente, mais capacidade de conquistar a excelência diária nossa de cada dia. Somente dessa forma é que poderemos, como nos ensinou o filósofo, ser a plenitude de nossa potência.

Para que as melhores escolhas façam parte do nosso projeto de vida, vale escolher com algumas perguntas sendo respondidas, tais como: se nos próximos setes anos eu tivesse que fazer exatamente o que estou escolhendo fazer agora, eu estaria feliz? Se pela minha escolha profissional, caso apenas existisse um pagamento único, se todos os pagamentos fossem iguais, independente da escolha, eu ainda a escolheria? Eu, daqui a vinte anos, terei orgulho de mim mesmo por essas escolhas de agora?

Essas perguntas nos ajudam a ter a percepção de que estamos no caminho certo. Mesmo tendo a certeza, de que a única coisa certa neste mundo é que nada é imutável.

Nosso dicionário

Aristóteles – Foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos abrangem diversos assuntos, como a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia.

É dele a frase “Somos o que repetidamente fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”.

Potência – Potência é aquilo que tem poder, força, vigor e importância.

Conceito das dez mil horas – É de Malcolm Gladwell a expressão: regra das 10.000 horas. Resumindo, não é o talento natural que importa; a prática faz a perfeição.

Tempo líquidos – O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos filósofos mais respeitados e comentados da atualidade e segundo ele “os tempos são líquidos porque, assim como a água, tudo muda muito rapidamente. Na sociedade contemporânea, nada é feito para durar”.

Valores atraentes e valores repelentes – Definir metas é uma habilidade que todos os que desejam ser bem sucedidos devem aprender e dominar. No entanto, muitas pessoas geralmente definem os tipos de objetivos errados e, como resultado, não conseguem o que realmente querem fazer na vida. Portanto, é absolutamente essencial que os objetivos que você estabeleceu para você estão alinhados com seus valores básicos.

Seus valores básicos são as coisas em que você acredita, você é apaixonado e o que considera importante. E para cada item da sua lista de valores essenciais existe um que te afasta do seu grande objetivo. Defini-los e enxergá-los é de extrema importância.

Nossos contatos
raphael.haussman@diariodovale.com.br

Dicas de leitura

Livro Tempos líquidos de Zygmunt Bauman

Livro Fora de série de Malcolm Gladwell

Boas escolhas… Rumo à excelência…

Até a próxima semana.


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5 comentários

  1. FHC foi tão bom ,que o PSDB fez a quina para governo federal e hoje caiu para uma bancada de sofríveis 29 deputados.O culpado do PT ter ganho a quadra foi justamente o homem que chamou os aposentados de vagabundos e o próprio se aposentou aos 38 anos.Procure se informar o valor de mercado da Petrobrás antes de 2003 para parar de bostejar as suas fanfarronices, você é muito fraco em seus argumentos ou melhor mude as suas fontes , pois se percebe a sua esquizofenia cada vez mais latente.

  2. Você é liberal? Abra o seu negocinho sem medo de ser feliz.

  3. Gutinho, enrustidinho,tucaninho,bobinho ,o seu ídolo FHC deixou 11,7 de desempregados, apagão elétrico , reeleição comprada, privatizações a preço de banana e financiada pelo BNDES,escândalos diversos abafados pelo aparelhamento do estado, você sabe quem indicou o Gilmar Mendes?
    Para de ser pela saco e vira gente.

    • FHC não é meu ídolo, no entanto, ele foi muito melhor presidente que o teu deus, pois o teu deus criou a Maior Crise Econômica que o Brasil já teve, segundo os dados do IBGE, além do mais teu deus criou o Maior Esquema de Corrupção do Mundo!!!
      O teu deus destruiu o país, comprou no mensalão todos os deputados federais, para que votassem à favor dele…. Destruiu a Petrobrás, que de quarta maior empresa do mundo caiu mais de cem posições no ranking mundial! Entregou bilhões do povo brasileiro para países ditatoriais na África e na América Latina… Dinheiro esse que o Brasil nunca mais vai recuperar!

  4. A excelencia da escolha se dá em sociedade liberais, pois nas sociedades comunistas não há liberdade! O liberalismo, fundado no instinto criador, na iniciativai individual, na necessidade de possuir, favorece a produção de riquezas, mas carece corretamente de justiça! Ou seja, o liberalismo adotado por Bolsonaro é necessário para o Brasil sair da Maior Crise Econômica que o Brasil já teve, segundo os dados do IBGE! No entanto, Bolsonaro deve fazer justiça para os maios pobres, pois os jovens pobres entre 14 e 18 anos na era petista, não tiveram excelencia de escolha, mas tiveram que largar o ensino fiundamental para trabalhar e trazer o arroz e feijão para a casa dos país, que estavam naquela lista de 14000000 de desempregados, gerados pela corrupção e pela incompetência dos governos petistas dos últimos 16 anos!!!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”…

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