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A nova corrida espacial começa a acelerar

Matéria publicada em 26 de julho de 2022, 16:26 horas

 


Americanos, chineses e uma empresa comercial em disputa pelo domínio do espaço sideral

Na última quarta feira, dia 20 de julho, foi o aniversário do pouso da missão Apollo 11 na Lua. Faz 53 anos que os primeiros seres humanos caminharam saltitando pela superfície empoeirada de Selene, a pálida companheira da Terra. Hoje o mundo assiste a uma nova corrida para a Lua envolvendo a agência espacial americana Nasa, a empresa particular Space X e a agência espacial chinesa. Domingo passado os chineses mandaram para o espaço o novo módulo da sua estação espacial, o Wentian, cujo nome significa “busca pelo céu”. Atualmente a Tiangong é tripulada por dois homens e uma mulher. E até o final do ano ela receberá um terceiro módulo, o Mengtian, formando uma estrutura em forma de T.

A China tem um projeto conjunto com a Rússia para instalar uma base tripulada no polo sul da Lua, até o final desta década. Mas os americanos pretendem chegar lá primeiro, junto com a empresa Space X do bilionário Elon Musk. Entre 1969 e 1972 as missões Apollo 11, 12, 14,15,16 e 17 levaram doze astronautas da Nasa para explorar a superfície lunar. Andando até de jipe por entre as crateras e montanhas. Mas com a guerra do Vietnã o programa Apollo foi encerrado prematuramente. Agora as missões lunares serão retomadas pelos americanos através do projeto Artemis, criado no governo do presidente Donald Trump e impulsionado pela atual administração do presidente Joe Biden.

Como os homens da Nasa já andaram pela superfície lunar, há mais de meio século, a ideia agora e mandar as mulheres. O enorme foguete SLS já está pronto para o primeiro teste, que esta  marcado para o dia 29 de agosto. Enquanto isso o bilionário Elon Musk apronta sua nave, a Starship, que é tão grande quanto o foguete da Nasa e será totalmente recuperável. Isto é, poderá ser usado várias vezes. O projeto da Space X sofreu um pequeno revés no início deste mês, quando uma explosão de origem desconhecida interrompeu o primeiro teste dos motores da Starship. Mas a nave não sofreu danos e deve voar ainda este ano.

A programa espacial da Rússia esta praticamente falido, e por isso a nova corrida espacial envolve apenas os americanos e os chineses. Apesar da guerra na Ucrânia os russos dependem totalmente dos americanos para manter seus cosmonautas no espaço. Este mês a Nasa assinou um acordo com a agência espacial russa Roskosmos para que uma cosmonauta russa viaje na cápsula espacial Dragon da Space X.

Já a China vem se tornando a segunda potência espacial do nosso planeta. Até o final do ano os Chineses devem concluir a montagem de sua estação orbital Tiangong. Como no caso da Estação Espacial Internacional, a Tiangong poderá receber cientistas de outros países e até turistas espaciais. Os chineses também pretendem enviar ao espaço um telescópio semelhante ao Hubble norte-americano. Ele ficará estacionado ao lado da Estação Espacial, podendo se acoplar com ela para manutenção.

A instalação de bases na Lua e habitats no espaço será o primeiro passo para que a nossa civilização se torne multiplanetária. Uma medida de segurança para o caso de uma guerra ou uma catástrofe natural dizimarem a humanidade baseada na Terra.

 

Starship: A nave lunar do empresário Elon Musk

 


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Um comentário

  1. Pois é….mas o homem ainda não esteve na lua. Se tal proeza fosse verdade, não haveria tanta dificuldade em repeti-la, ainda mais com 50 anos de avanço tecnológico.

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