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A pandemia e o perigo da ‘segunda onda’

Matéria publicada em 26 de junho de 2020, 15:58 horas

 


No Brasil os números continuam aumentando e não é hora para relaxar

 

Em um de seus discursos de campanha o presidente americano, Donald Trump, disse que “o Brasil é um mau exemplo”. Ele se referia ao modo como nosso país vem lidando com a pandemia do Covid-19. Enquanto alguns países como França e Inglaterra apresentam curvas decrescentes e estão chegando ao fim da emergência, aqui na América Latina as infecções pelo coronavírus continuam subindo. E o número de mortos não para de aumentar. Eram 50 mil no sábado passado, quatro dias depois já tinham passado de 51 mil. Fala-se numa segunda onda, o que é inadequado no caso do Brasil, já que aqui ainda estamos na crista da primeira.

Quando tudo começou, em março passado, os epidemiologistas estavam otimistas. Diziam que o auge da doença ia acontecer entre os dias 15 de abril e 15 de maio. Depois a curva ia cair, e por volta de julho ou agosto as coisas estariam voltando ao normal. Não é o que está acontecendo. Estamos no final de junho e a curva continua subindo e não dá o menor sinal de chegar ao topo.

As prefeituras não sabem o que fazem. Em algumas cidades permitem a abertura do comércio, depois voltam atrás e fecham tudo quando os números começam a subir. O caso de Curitiba, no Paraná é um bom exemplo. Até o meio de maio a metrópole só tinha 600 casos e metade dos leitos das UTIs estavam desocupados. O isolamento social era mantido e tudo parecia correr bem. Aí a prefeitura achou que o perigo tinha passado e permitiu a reabertura de shoppings e academias. Resultado, o número de casos quintuplicou passando de 600 para 3 mil em uma semana. E os hospitais ficaram lotados com 85% dos leitos das UTIs ocupados.

É o que pode acontecer aqui em Volta Redonda. É por isso que a prefeitura resolveu fechar o comércio de novo semana que vem. Não é preciso ter poderes de premonição para entender porque isso acontece.

O vírus continua circulando, a epidemia ainda não chegou ao topo. Com a abertura do comércio as pessoas lotam as ruas e shoppings. E o Covid 19 se espalha pela saliva que as pessoas emitem quando falam e pela respiração. Daí a importância do uso da máscara, cobrindo a boca e o nariz (E não só a boca como muita gente faz). Os especialistas falam num novo fenômeno de comportamento. É a chamada “fadiga de quarentena”. Depois de três meses dentro de casa as pessoas começam a ficar desesperadas e passam a correr riscos. Indo ao salão de beleza ou ao shopping onde a reunião de pessoas num espaço fechado aumenta o perigo do contágio. No Rio de Janeiro as praias ficaram lotadas durante o domingo de sol do dia 21 de junho. É óbvio que o número de infecções vai aumentar.

O bom senso exige que o isolamento em casa seja mantido. As coisas estão indo bem, é só ter um pouco de paciência. Esta semana a primeira vacina contra o Covid 19, a chamada vacina de Oxford começou a ser testada em voluntários na cidade de São Paulo. É um verdadeiro recorde já dispormos de uma vacina em teste, seis meses depois do início da pandemia. Ela foi desenvolvida por uma parceria entre o Imperial College de Londres e a empresa VacEquity Global Health. Ela é uma vacina de RNA, ou seja, ela usa o ácido ribonucleico do vírus. Outras dez vacinas já se encontram em fase final de desenvolvimento e também devem começar a ser testadas ainda este ano.

Tudo indica que em dezembro de 2020 ou janeiro de 2021 já será possível iniciar uma campanha de vacinação para terminar com este pesadelo. Primeiro serão vacinados os funcionários da saúde e os policiais. Que atuam nas chamadas áreas de maior risco. Depois serão vacinados os idosos e em seguida a população em geral. Exatamente como já acontece com a vacina da gripe H1N1.

Com a vacina 2021 tem tudo para ser um ano melhor. O importante é conseguirmos chegar lá. Mantendo os cuidados e evitando correr riscos. Sim, nós sabemos que a economia esta sofrendo, mas os números da economia não são mais importantes do que a preservação de vidas humanas.

Cuidado: É preciso evitar as multidões e o contato físico


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4 comentários

  1. Avatar
    Marcelo Melo Cabral

    Alguem
    Volta para a escola
    Para de ver televisao

  2. Avatar

    Só a vacina para socorrer a economia.
    Para os que só pensam no dinheiro: abrir o comércio na pandemia é um recuperação de curto prazo, pois o aumento no número de doentes causam prejuízo com licenças médicas e nos custos da saúde em geral.
    E quanto a alguém passar fome nesse país, por não poder trabalhar, é uma vergonha para o Brasil, pois aqui o setor de agro-negócio vive fazendo propaganda de seus recordes na safra.
    É só o governo abrir mais o cofre, fornecer vales e planejar a distribuição com o setor privado no transporte e entrega através dos mercados.

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    No carnaval, já tinham casos diagnosticados no Rio, Macaé, campos, etc.

    Isso será um Tsunami.

    Já há estudos que em janeiro o vírus já estava circulando.

    No início do ano as crianças já brincavam na escola que quem estava com meleca era Corona e muitas estavam .

    O mundo é globalizado as pessoas frequentam aeroportos as doenças se espalham.

    Assim como um novo tipo de Zica está circulando.

    Grávidas cuidado!

  4. Avatar

    Como sempre os pobres são os que mais sofrem,seja pq não podem se dar ao luxo de ficar em casa,sob pena de não ter o que comer;seja pela dificuldade de acesso à um tratamento mais correto.Não existe fórmula exata nesse caso da Pandemia.Concordo que vidas são prioridade,mas a economia também não pode entrar em colapso.Então teremos que conviver com esse abre e fecha do comércio por mais um tempo.

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