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Capa / Ciência – Por Jorge Calife / Americanos criam novo projeto para estudar OVNIs

Americanos criam novo projeto para estudar OVNIs

Matéria publicada em 7 de janeiro de 2016, 08:10 horas

 


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Há mais de meio século que as pessoas andam vendo coisas estranhas no céu. Do cidadão comum a pilotos de aviões comerciais e militares. Hoje, em pleno século XXI, ainda não sabemos realmente o que são os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Místicos afirmam que são naves espaciais vindas de outros planetas. Já os céticos afirmam que os OVNIs não existem e não passam de fenômenos naturais, mal interpretados. Mas na verdade não existe prova científica da existência ou não dessas coisas estranhas no céu.
Para mudar isso um grupo de pesquisadores norte-americanos planeja instalar uma rede de estações automáticas para colher dados científicos sobre o fenômeno. O grupo se chama Ufodata, nome formado pelas iniciais de Rastreio e Detecção de OVNIs. As estações automáticas serão colocadas em vários países e estarão equipadas com sensores de alta tecnologia. Eles poderão medir campos magnéticos, níveis de radiação, tirar fotos e gravar vídeos de qualquer coisa estranha que entre em seu campo de observação. Assim, os pesquisadores não vão mais depender de relatos nem sempre precisos de testemunhas que afirmam ter visto alguma coisa estranha. Eles poderão contar com fotos, vídeos e registros científicos.
Espera-se que as estações automáticas registrem fenômenos naturais pouco comuns. Como os relâmpagos esféricos e a queda de meteoritos. Se alguma outra coisa aparecer também será registrada e, espera-se, identificada. Segundo o site Space.com, o grupo Ufodata reúne cientistas, engenheiros e pesquisadores de OVNIs. Muitos cientistas pediram para trabalhar no anonimato, por medo da má fama associada a pesquisa do fenômeno. No passado o estudo dos OVNIs sofreu muito com as fraudes criadas por pessoas desonestas, que queriam ganhar dinheiro com o fenômeno. Forjando fotografias e relatos. Daí o desejo de muitos pesquisadores de não se envolverem publicamente com os OVNIs.
Um dos membros do grupo é a jornalista Leslie Kean. Ela é autora de um livro que reúne entrevistas com pilotos e oficiais das forças armadas sobre o fenômeno. Desde a década de 1950 que os militares norte-americanos vigiam o céu para prevenir um ataque inimigo e relatam coisas estranhas. Sinais inexplicados em telas de radar e luzes que parecem seguir aviões comerciais e militares. Kean diz que é “agnóstica” em relação aos OVNIs, ela nunca viu um e só vai acreditar se tiver provas de que eles existem.

Custo

O maior problema para o grupo Ufodata é o custo das estações automáticas de vigilância. A estimativa é que a construção de um protótipo da estação de vigilância, com instrumentos e programação, vai custar dezenas de milhares de dólares. Depois que for construído o protótipo o custo das outras estações vai baixar, porque será possível fabricar em série os instrumentos. O grupo pretende iniciar uma campanha na internet para conseguir o dinheiro necessário.
Depois que o primeiro protótipo estiver pronto será necessário testá-lo em condições de campo, para verificar se o projeto tem alguma falha e se tudo funciona como esperado.
Vivemos em um universo ainda cheio de mistérios, e negar simplesmente a existência de um fenômeno é desprezar o potencial para novas descobertas. Talvez os OVNIs sejam o resultado de algum fenômeno natural ainda desconhecido. Talvez essas luzes que aparecem no céu e no campo sejam apenas alguma forma de descarga elétrica, como os relâmpagos esféricos. Não dá para afirmar nada sem um registro mais científico do fenômeno. Com câmeras e sensores que não sejam enganados pela mente humana.
Isso é o que separa o projeto Ufodata de outras iniciativas anteriores. Que se limitavam simplesmente a colher relatos e registros de ocorrências estranhas. A ideia é boa, só falta o dinheiro para implementá-la.

Pesquisa: Equipamento vai registrar dados sobre OVNIs (Foto: Divulgação)

Pesquisa: Equipamento vai registrar dados sobre OVNIs (Foto: Divulgação)

 

JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br


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Um comentário

  1. Avatar

    Se Vier em VR vai achar muitos Ets na câmara municipal

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