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‘As Bondosas’ em Vassouras

Matéria publicada em 16 de março de 2016, 06:30 horas

 


Uma montagem impecável que mistura crítica social com muito humor ácido e inteligente; apresentações serão em abril

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Após três anos em cartaz pelos palcos nacionais participando de festivais, onde já ganhou diversos prêmios, e realizando temporadas de sucesso em palcos cariocas, o trio de atores pernambucanos – Leandro Mariz, Gerson Lobo e Sidcley Batista – chega ao interior Fluminense com o espetáculo “As Bondosas”, cuja direção é do também pernambucano Tom Pires.

A primeira cidade do interior do Rio que irá receber a turnê comemorativa será a cidade de Vassouras, nos dias 15 e 16 de abril, às 20h, no Espaço Cultural Casario.

A peça retrata a realidade de três carpideiras que são encarregadas de velar o corpo da filha mais jovem de uma família aristocrática. Prudência, Angústia e Astúcia, surpreendem-se com o comportamento pouco ortodoxo dos membros da família, a começar pela própria falecida, morta em estranhas circunstâncias. Perplexas diante das hilárias e incomuns situações com as quais vão se deparando no decorrer do velório, as carpideiras acabam surpreendendo umas as outras com revelações pessoais inimagináveis. O espetáculo é uma sátira sobre a hipocrisia humana, sobre a busca da verdade de cada um.

A montagem é da Cia. SOS de Teatro Investigativo/RJ, a partir do texto de Ueliton Rocon.

– No nosso último trabalho “As Criadas”, de Jean Genet, o grupo percorreu vários estados do país com grande êxito de público e crítica, em temporadas e festivais de teatros. Com a montagem de “As Bondosas”, continuamos fieis ao propósito de investigar o fazer teatral provocando reflexão sobre o que temos a dizer nos palcos, e de que forma estamos fazendo isso. Seguindo orientação do próprio autor, o elenco é formado por homens interpretando papeis femininos, além disso, a direção optou por minimizar as referências regionais do texto centrando a ação no trabalho de ator – diz o diretor Tom Pires, que é um dos fundadores da companhia.

Uma montagem impecável que mistura crítica social com muito humor ácido e inteligente, deixando escorrer como veneno nas bocas das “bondosas”. Os ingressos estão custando R$ 20 (antecipado), R$ 25 (meia entrada) e R$ 50 (inteira).

Em cena: Peça retrata a realidade de três carpideiras que são encarregadas de velar o corpo da filha mais jovem de uma família aristocrática (Foto: Janderson Pires/Divulgação)

Em cena: Peça retrata a realidade de três carpideiras que são encarregadas de velar o corpo da filha mais jovem de uma família aristocrática (Foto: Janderson Pires/Divulgação)

Piraí recebe oficina de Teatro de Rua

O multiartista Gilvan Balbino se dedica a várias funções no meio artístico, ora estando como ator, diretor, dramaturgo, cenógrafo e produtor, ora como educador. E foi através dessa última carreira que ministrou durante anos a oficina de Artes Cênicas no projeto Piraí em Cena, na cidade de Piraí.

Fundador do Grupo Teatral De 4 No Ato, onde trabalha há 22 anos, Gilvan desenvolve os textos e a direção nos espetáculos do repertório da companhia, além de trabalhar outros coletivos. Dessa vez ele retorna a Piraí com o Projeto Arte de Viver que é uma oficina de teatro de rua voltada para jovens atores e não atores, que visa despertar e estimular a criatividade e afetividade do indivíduo através da arte, discutindo um olhar da relação do jovem da atualidade com o mundo, e de como o teatro interage com o universo dos jovens.

Para esta oficina o método usado são as técnicas de interpretação baseadas em improvisação, jogos dramáticos, danças e folguedos populares de várias regiões do Brasil, jogos de cooperação para estimular outras maneiras de ver e sentir o mundo.

– Faremos exercícios de expressão corporal voltados, principalmente, para o teatro de rua. Ao final da oficina os alunos irão fazer montagens de cenas para apresentar em um espaço público, fazendo assim que saiam da condição de espectador e conduzam o espetáculo. Vamos aguardar a data de estreia dos trabalhos para presenciar e ajudar na divulgação – diz Gilvan.

A oficina acontece aos sábados e domingos de março, das 14h às 18h.

Teatro de rua: Ao final da oficina os alunos irão fazer montagens de cenas para apresentar em um espaço público (Foto: Divulgação)

Teatro de rua: Ao final da oficina os alunos irão fazer montagens de cenas para apresentar em um espaço público (Foto: Divulgação)

 

JOÃO VITOR MONTEIRO NOVAES  | joao.vitor@diariodovale.com.br


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