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Astronautas vão procurar por artefatos extraterrestres

Matéria publicada em 20 de abril de 2021, 16:46 horas

 


Projeto SETA vai tentar encontrar relíquias alienígenas no espaço

Sentinela: Pirâmide alienígena na Lua

O grande escritor de ficção científica, Arthur C.Clarke, comentou uma vez que: “A maior prova de que existem extraterrestres inteligentes é que eles nunca vieram aqui na Terra”. Mas mesmo que não tenham vindo eles podem ter deixado vestígios de sua presença na Lua ou em outras partes do nosso sistema planetário. Semana passada o físico James Benford sugeriu a elaboração de um novo projeto, chamado SETA, para procurar artefatos extraterrestres deixados por alienígenas. SETA é formado pelas iniciais em inglês de Busca por Artefatos Extraterrestres.

Até recentemente a busca por vida inteligente fora da Terra estava concentrada no programa SETI, que quer dizer Busca por Inteligências Extraterrestres. Basicamente o SETI usa enormes antenas parabólicas de radiotelescópios para tentar captar sinais de rádio emitidos por seres do espaço. Desde a década de 1960 que esse projeto vem sendo desenvolvido por várias equipes e até hoje não conseguiu encontrar nada. O que levou alguns cientistas a pensarem que somos a única civilização tecnológica na nossa galáxia, a Via Láctea.

Em 2004, alguns pesquisadores concluíram que transmitir sinais de rádio através do universo é um processo caro e ineficiente. É muito mais barato colocar mensagens em garrafas cósmicas e lança-las no oceano do espaço.  Além disso os sinais de rádio levam tanto tempo para cruzar as distancias galácticas, que a civilização que os emitiu pode já ter se tornado extinta quando eles forem recebidos.

Já uma mensagem enviada em uma sonda, ou um robô, pode sobreviver milênios. E se o robô for equipado com uma inteligência artificial ele pode nos fornecer dados sobre a civilização que o construiu e o lugar onde ela vivia. Os seres humanos já fizeram isso quando enviaram ao espaço as sondas Voyager e Pioneer. Elas carregam um disco com sons e imagens da Terra e vão viajar pelo espaço durante milhares de anos. Se algum dia forem encontradas por outra civilização a humanidade pode já ter desaparecido. Mas mesmo que a raça humana não sobreviva aos desafios do futuro, nossas imagens e sons contarão nossa história para outras criaturas inteligentes.

James Benford, que é físico no Laboratório de Ciências de Microondas, em Lafayette na Califórnia, criou uma nova versão da famosa equação de Drake. A equação original tenta determinar quantas civilizações podem existir em nossa galáxias com base num determinado conjunto de dados. A nova equação, de Benford, adiciona a possibilidade de encontrarmos o que ele chama da “lurkers”. Seriam sondas extraterrestres robóticas contendo mensagens dos seus criadores. Ele acha que esses “lurkers” poderiam ainda estar funcionando e serem capazes de se comunicarem com quem os encontrar.

Benford lembra que estrelas, como o nosso Sol, passam perto de outras estrelas uma vez a cada cinco mil anos. Há 70 mil anos, por exemplo, o Sol passou perto da estrela de Scholz, chegando a uma distancia de 0,82 anos-luz deste sol alienígena. Uma civilização que orbitasse uma dessas estrelas poderia aproveitar a oportunidade para mandar seus mensageiros para o nosso sistema solar. Mas ao contrário da busca SETI, que é passiva, a busca SETA exige que astronautas e robôs participem de uma pesquisa ativa, ficando alertas quando a presença desses artefatos em nosso sistema solar.

Benford lembra que só a sonda americana Lunar Reconnaissance Orbiter tirou milhões de fotos da superfície da Lua com uma resolução de 30 cm. Nessas fotos dá para ver até as pegadas deixadas por Neil Armstrong. Ele acha que essas fotos devem ser estudadas em busca de sinais extraterrestres. Outro local para procurar esses artefatos é nos asteroides troianos, que serão visitados por uma nave chinesa em 2024. Lembram do Arthur C.Clarke, aquele escritor lá no início da matéria? Ele previu tudo isso num conto, escrito em 1948, que serviu de base para o filme “2001:uma odisseia no espaço”. No conto astronautas encontram um tetraedro alienígena, com 4 milhões de anos, na superfície da Lua.

 

Jorge Luiz Calife

 

 


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3 comentários

  1. Eu sou cristão, logo não acredito em E.T.

  2. Seriam extraterrestres ou anjos caídos??? Temos q dar nomes aos bois e parar de glamourizar esses seres demoníacos

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