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Barbie faz 60 anos com o apoio da NASA

Matéria publicada em 12 de julho de 2019, 08:00 horas

 


Boneca virou astronauta com discurso de uma diretora da agência espacial

A famosa boneca Barbie completou 60 anos de existência este ano e voltou a ser astronauta, desta vez com o apoio da agência espacial americana NASA. O lançamento da nova Barbie astronauta foi feito no dia internacional da mulher e, na Europa, teve até uma festa com a presença da cientista Dava Newman, administradora da NASA e professora de astronáutica do MIT. Newman, que é loira como a boneca, falou do papel feminino nas ciências espaciais. Não é a primeira vez que a Barbie veste a roupa de astronauta, mas desta vez ela tem o apoio oficial da NASA.
Barbie nasceu no dia 9 de março de 1959, criada pela executiva americana Ruth Handler, e logo se tornou o maior sucesso da fabrica de brinquedos Mattel, que já vendeu um bilhão de Barbies ao longo dessas seis décadas. A ideal original era criar uma boneca que as meninas pudessem vestir com um variado número de roupas e acessórios, mas logo começaram a ser produzidas bonecas representando profissões específicas. Em seus sessenta anos de existência Barbie já foi bombeira, médica, dentista, veterinária, super-heroína, engenheira, cientista espacial e astronauta. Um currículo difícil de igualar na vida real.
A primeira Barbie astronauta surgiu em 1965, no auge da corrida espacial. Ela se chamava Miss Astronauta. Usava uma roupa prateada, como os primeiros astronautas da NASA, e um capacete com uma viseira triangular, semelhante ao MA2 usado pelos pilotos dos aviões “X”.
Depois teve outras versões, com a roupa branca ou laranja dos tripulantes do ônibus espacial e um capacete esférico mais moderno. A versão 60 anos é assim, mas existem também outras versões mais antigas. A associação da Matell com a NASA vem de 2013, quando a empresa produziu a “Barbie exploradora de Marte” nas comemorações do primeiro aniversário do robô Curiosity. Além de um traje espacial cor de rosa, Barbie vinha com uma replica do robô explorador da NASA.
Quando a Barbie surgiu, em 1959, existia uma divisão clara entre os brinquedos das meninas e dos meninos. As meninas brincavam com bonecas, os meninos com replicas de armas e de soldados. Na mesma época em que lançou a Miss Astronauta, a Mattel tentou conquistar os meninos com um boneco astronauta, o Major Matt Mason, que foi uma das primeiras figuras de ação, antecessora dos G.I.Joe e Falcons. Matt Mason usava um traje espacial semelhante aos primeiros modelos do projeto Apollo, vinha com uma série de acessórios ainda maior que os da Barbie, como cápsulas espaciais e veículos lunares.
O ator Tom Hanks teve um desses bonecos quando criança e até hoje é fascinado pelo programa espacial. Ele tem um sonho de fazer um longa metragem baseado nas aventuras do boneco da Mattel. Infelizmente, ao contrário da Barbie, Matt Mason não sobreviveu ao fim da corrida espacial. O boneco deixou de ser produzido no inicio dos anos de 1970 e hoje é uma peça de colecionador bem cara.
Além da NASA, a Barbie também conta com o apoio da Agência Espacial Européia, Esa. Que colaborou numa edição especial de uma boneca representando a astronauta italiana Samantha Christoforeti. Mas esta não pode ser considerada uma verdadeira Barbie, é apenas uma variação.
No Brasil também houve uma boneca astronauta, a Susie da Estrela. Que foi vendida na virada do milênio e tinha um traje espacial mais sofisticado que o da Barbie. A Susie vinha com duas roupas, uma vermelha para usar dentro da nave e uma branca para passeios no espaço, tinha mochilas com reservas de ar e controles nas costas e no peito. Coisa que a Barbie ainda não tem.


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3 comentários

  1. Avatar

    Os estadunidenses (americano sou eu) são chegados num besteirol. Se colocassem uma bandeira verde e amarela na boneca, estaria todo mundo aqui criticando, mas como é o “boss”, sua esquisitice vira elogio e reverência… Eles sabem ser patriotas até em seus piores momentos, essa é a diferença da mentalidade de um estadunidense para um brasileiro…

  2. Avatar

    É provável que brinquedos como este incentivaram milhões de meninas ao redor do mundo a se tornarem astronautas ou cientistas, como ocorre também com a literatura de ficção científica.

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