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Ciência: O voo do Dragão e o novo buraco negro

Matéria publicada em 14 de março de 2019, 09:25 horas

 


Dragon Crew retorna com sucesso depois de visitar a estação ISS

Foi um sucesso o primeiro voo de teste da cápsula espacial Dragon Crew. A espaçonave, criada pela empresa Space X, do bilionário Elon Musk, visitou a Estação Espacial Internacional e retornou a Terra na sexta-feira passada. Neste primeiro voo o único ocupante da nave foi um manequim chamado Ripley, em uma referência a heroína do filme “Alien- O oitavo passageiro”. Mas em junho a Dragon Crew deve fazer o seu primeiro voo com astronautas. Desde que os ônibus espaciais deixaram de operar, em 2012, que os americanos sobem para o espaço a bordo das naves russas Soyuz. A Dragon Crew e a Boeing Starliner foram construídas para livrar os Estados Unidos desta dependência.

A Starliner também deve ser lançada em meados deste ano. Mas antes que possam levar astronautas, as duas naves precisam passar pelo teste do aborto durante lançamento. Para checar o funcionamento dos foguetes que ejetam a nave do lançador em caso de acidente durante a decolagem.

A missão da semana passada foi chamada de Demo 1, ou Missão de Demonstração Número. A Dragon Crew foi lançada da base de Cabo Canaveral no sábado, dia 2 de março, e se acoplou com a Estação Espacial Internacional na segunda feira. Depois de um voo perfeito, comandado pelos computadores de bordo. Os astronautas que estão na ISS abriram a escotilha da Dragon Crew e retiraram alguns objetos, como um modelo inflável do planeta Terra. Depois fecharam a nave que partiu para a fase mais difícil da missão: A flamejante reentrada na atmosfera da Terra, realizada na manhã da sexta-feira, 8 de março.

Numa manobra impecável a nave abriu seus quatro enormes paraquedas e pousou no mar, perto da costa da Florida. Quem assistiu a manobra de recuperação pela internet se surpreendeu com o aspecto da Dragon. A pintura branca imaculada, vista durante o acoplamento com a ISS tinha sido toda tostada pelo calor da reentrada. Como disse a engenheira Kate Tice, da Space X, a nave parece agora um marshmelow tostado. Mas isso era esperado e o isolamento térmico da nave funcionou como se esperava.

Enquanto isso, no espaço profundo, os astrônomos encontraram mais um monstro espacial. Um buraco negro de tamanho médio, com 30 mil vezes a massa do Sol que espreita silencioso nas regiões perto do centro da Via Láctea. A descoberta foi feita por uma equipe japonesa que opera o telescópio ALMA situado nos Andes chilenos. Eles suspeitaram da presença do buraco negro devido aos movimentos estranhos observados em uma nuvem de gases situada nas regiões centrais da nossa galáxia.

A equipe japonesa usou a telescópio ALMA para observar a nuvem em alta resolução. E descobriu que ela está girando em torno de um objeto invisível. E lentamente sendo devorada por ele. Os buracos negros são os restos mortais de estrelas gigantes que implodiram no passado. Sua gravidade é tão intensa que nem a luz consegue escapar deles, por isso são negros e só podem ser detectados devido aos efeitos que sua gravidade provoca nos corpos celestes que tem a infelicidade de ficar em seu caminho.

Os buracos negros esmagam e absorvem tudo o que se aproxima dele. Incluindo estrelas como o nosso Sol e planetas como a Terra. E existem uns 100 milhões de buracos negros invisíveis vagando pelo interior da Via Láctea. Uma ameaça para qualquer planeta que se encontre na trajetória deles. No centro exato da Via Láctea encontra-se o mais monstruoso desses buracos. Um gigante com a massa de quatro milhões de sóis que tem sido estudado devido aos efeitos que provoca em estrelas próximas.

A descoberta da equipe japonesa foi publicada no Astrophysical Journal Letters de 20 de janeiro e divulgada pelo site Earthsky News.


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