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Cientistas se preparam para o Armagedon

Matéria publicada em 10 de maio de 2019, 09:15 horas

 


Conferencia debate meios de evitar uma catástrofe cósmica

Impacto: A ameaça dos asteroides

Um asteroide vai colidir com a Terra em 2027. E a humanidade tem oito anos para evitar a catástrofe. Mas não se preocupem, trata-se de uma simulação debatida pelos cientistas espaciais. Ela foi discutida durante a Conferência sobre Defesa Planetária da Academia Internacional de Astronáutica que se realizou, semana passada, nos Estados Unidos. Com a ajuda do especialista Paul Chodas, da NASA, os cientistas discutiram vários cenários para o Armagedon e as tecnologias que serão necessárias para evita-lo.

Em uma das simulações os cientistas tentaram destruir o asteroide com uma bomba. Como Bruce Willis no filme de 1998 (Armagedon, do diretor Michael Day), mas no lugar de desviar o asteroide a bomba apenas conseguiu fragmentá-lo e o pedaço maior atingiu a cidade de Denver, no Colorado, com a potência de centenas de bombas nucleares.

Chodas foi escolhido para criar as simulações, porque trabalha no Centro para Estudo de Objetos Próximos da Terra, da agência espacial NASA. O Centro observa as trajetórias de todos os objetos com orbitas potencialmente perigosas, ou seja, aqueles que podem atingir nosso planeta no futuro. Em entrevista para o site Space.com, Chodas disse que nenhum asteroide com mais de 140 metros de diâmetro ameaça nosso planeta no futuro previsível. O problema são os objetos que ainda não foram detectados pelos astrônomos. Como a rocha de 30 metros que explodiu sobre a cidade russa de Chelyabinski, no dia 15 de fevereiro de 2013, com uma potencia 33 vezes maior do que a da bomba de Hiroshima. A cidade russa só escapou porque a explosão ocorreu a 30 mil metros de altura. Mesmo assim portas foram arrancadas, janelas se partiram e pessoas ficaram feridas.

Se uma pedra de trinta metros de largura pode causar esse tipo de estrago, imagine o que faria um asteroide de mais de 140 metros. Ele poderia arrasar todo um continente, se caísse no mar o resultado seriam tsunamis destruidores. Paul Chodas começou a criar suas simulações seis meses antes da conferencia. Ele queria criar modelos realistas de asteroides para permitir que engenheiros espaciais, cientistas e diretores de agencias de socorro imaginassem o que fariam caso a simulação se torne realidade um dia.

As simulações começam com a determinação de um local de impacto, a partir daí o cientista calcula uma órbita que teria levado o asteroide a se aproximar da Terra sem ser detectado pelos astrônomos que observam o céu há décadas. Não se trata de uma fantasia dos filmes de Hollywood, todos os planetas do sistema solar já foram atingidos por asteroides ao longo de sua história. Em 1994 o cometa Shoemaker-Levy colidiu com o planeta Júpiter criando uma bola de fogo maior do que o nosso planeta.

Estudos geológicos mostram que um asteroide com um quilômetro de diâmetro caiu na região de Chicxulub, na costa do México há 75 milhões de anos. E provocou a extinção dos dinossauros, que eram a espécie dominante no nosso planeta. O escritor americano Larry Niven diz que os dinossauros foram extintos porque não tinham um programa espacial. Nós temos esse tipo de programa, mas ainda não decidimos qual o melhor meio de evitar uma futura catástrofe.

Se o asteroide for detectado com mais de uma década de antecedência seria possível desvia-lo pintando sua superfície de branco. O branco reflete mais a luz do Sol e a pressão da radiação solar poderia desviar o asteroide. O problema é que ninguém tentou pintar uma superfície coberta de poeira onde a força de gravidade é tão baixa que o menor empurrão faz tudo flutuar no espaço.

Outra ideia seria atingir o asteroide com raios laser. Provocando uma erupção que mudaria o asteroide. E tem a bomba do Bruce Willis. Que pode até piorar a situação transformando um asteroide me vários.

 


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2 comentários

  1. Avatar
    Loucuras cítricas

    O ser humano não precisará de asteróides basta Trump, Bolsonaro e Putin.

    • Avatar
      De bobo só a cara

      Se fossa a uns anos atrás certamente a Odebrecht ia ganhar a licitação pra lidar com esse asteróide…

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