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Do futebol de várzea para minha empresa ou minha seleção

Matéria publicada em 16 de março de 2019, 13:08 horas

 


No esporte, na vida acadêmica, na vida escolar, no mundo das empresas e indústrias, todo o processo de desenvolvimento humano está atrelado à educação. Nossas relações familiares, inclusive, são construídas e desenvolvidas em meio aos nossos valores, em meio à educação que prezamos e que passamos através das gerações.
Na quarta-feira, 13, a Juventus, time italiano do português Cristiano Ronaldo, ganhou do Atlético de Madrid nas quartas de final da Liga dos Campões da Europa, pois havia perdido em seu primeiro embate por 2×0. No jogo seguinte, no qual se encontraram em campo, o craque lusitano foi decisivo e marcou os três gols da partida do dia 13, com o placar final de 3×0, o que reverteu o placar agregado e classificou o time de Turim para a próxima fase. Dentro do mudo futebolístico existe um questionamento acalorado sobre a competência entre os jogadores Messi, do Barcelona e Cristiano Ronaldo, ex Real e agora Juventus, e cada um deles possuem uma carreira consolidada neste universo e críticos exclamam: Messi é um gênio! Cristino Ronaldo é um gênio! Vale destacar que nosso foco, aqui nesta coluna, é restrito ao foco profissional, não temos, portanto, a intenção de falar da vida pessoal de nenhum atleta.
Mas, sempre há um conectivo adversativo. Convido você a fazer uma analogia comigo, sobre o mundo do futebol e o mundo das nossas empresas, das nossas escolas e das nossas famílias. Inúmeros são os processos de desenvolvimento humano, a leitura do livro O Poder do Hábito, que merece um texto específico e detalhado e que certamente o farei, nos mostra como nossos hábitos nos forjam em termos de caráter, de estrutura e de desenvolvimento. Na obra de Aristóteles, há um aforismo que se aplica ao conceito que está no poder do hábito: “Nós somos aquilo que repetidamente fazemos. Excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito.”
Então, resolvi expressar minha opinião, apesar de não ser um telespectador assíduo de futebol, assumo isso para vocês, mas para mim, o Messi é sim aquele jogador que eu gostaria de ter jogando em meu time na pelada do final de semana, na brincadeira no sítio com os amigos ou mesmo no time de futebol de várzea. Mas, olha o conector adversativo aí de novo, o Cristiano Ronaldo é que quero na minha seleção e na minha empresa, na minha sala de aula. Em quanto professor e desenvolvedor de pessoas, sempre falo da minha grande admiração pelo atleta Cristiano Ronaldo, não pelos seus gols, mas por sua disciplina, por sua capacidade de se motivar e buscar ser cada vez melhor. A impressão que temos é que o CR7 compete consigo mesmo, e essa é a competição mais saudável que existe. O que mais me chama atenção é a sua disciplina e sua habilidade de criação dentro de campo e, como um gênio, a capacidade de aceitar e de buscar novos desafios.
Há muito tempo, em minha primeira faculdade e meu primeiro curso de teatro, as artes cênicas também fizeram parte de minha formação acadêmica, questionei em voz alta em minha turma como se fazia para aprender talento, lembro-me que riram de mim. Alguns alunos afirmaram, com uma certeza quase absoluta, que talento não se aprende, que talento é algo nato. Como nunca me contentei com uma resposta rasa e simplista, fui atrás de outras portas e possibilidades, fui até a raiz do que seria talento, peguei o dicionário e li, que talento quer dizer dom natural, todavia, quer dizer, também, experiência adquirida.
Então, para resumir, hoje quero ler esse texto e poder assistir a outro jogo de futebol.
Vale destacar, portanto, o quanto a disciplina, a dedicação e o empenho fazem toda a diferença no esporte, na indústria, nas empresas e na sala de aula. Como escrevo sobre educação e muito, hoje, se fala sobre revolução, quero garantir que a educação é a maior e melhor revolução que podemos fazer. Deixo aqui a frase de Nelson Mandela: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Sendo assim, vale a busca por nossa excelência, e cabe sempre a pergunta, quais são os nossos verdadeiros hábitos? Quais são os nossos verdadeiros esforços? Podemos ser melhores? Podemos auxiliar o nosso próximo a ser melhor? CR7 nos ensina.
Bom jogo, ou melhor, boa leitura.

TMJ!
Raphael Haussman. É professor, Coach, consultor e apaixonado por educação e desenvolvimento humano e, ainda, pai da Raphaela e do Theo.

Nosso dicionário:
Aforismo: Texto curto e sucinto, em poucas palavras, explicita regra ou princípio de alcance moral; apotegma, ditado.
Aristóteles: Foi um importante filósofo grego. Um dos pensadores com maior influência na cultura ocidental. Foi discípulo do filósofo Platão. Elaborou um sistema filosófico no qual abordou e pensou sobre praticamente todos os assuntos existentes.
Barcelona: Clube de futebol profissional europeu, com sede na cidade espanhola de que leva o mesmo nome do time Barcelona.
Cristiano Ronaldo: Jogador de futebol de origem portuguesa que atua como extremo-esquerdo ou avançado. Atualmente, joga pela Juventus e pela Seleção Portuguesa.
Conectivo Adversativo: São indicadores de oposição e contraste dentro de uma mesma oração.
Juventus: Clube de Futebol profissional europeu,  é um dos mais bem sucedidos da Itália e, historicamente, também um dos clubes mais bem-sucedidos do mundo.
Liga dos Campões da Europa: Competição anual de clubes de futebol a nível continental, organizada pela União das Associações Europeias de Futebol e disputada por clubes europeus.
Messi: Jogador de futebol de origem argentina que atua como ponta-direita ou atacante. Atualmente defende o Barcelona e a Seleção Argentina, onde é capitão por ambas.
O Poder do Hábito: Livro de Charles Duhigg, publicado em 2012, explora a ciência por trás da criação e reforma de hábitos.
Real: Clube poliesportivo espanhol, com sede em Madrid capital da Espanha.
Talento: Aptidão natural ou adquirida, habilidade ou capacidade incomuns: é um talento de primeira ordem.


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3 comentários

  1. Avatar

    O Pelé se tornou o melhor jogador do mundo não porque ele tivesse nascido um craque, mas porque ele se esforçava mais que os outros, pois ficava horas depois do treino normal exercitando mais técnicas futebolísticas!
    Parabéns Pelé… O hábito faz o monge…

    • Avatar

      Para falar com essa propriedade, só pode ser uma paixão platônica na juventude. Se fosse na época de hoje talvez estivessem casados kkkkkkkkk

  2. Avatar

    Muito bom!!!
    A dedicação e perseverança é a chave do sucesso!
    Talento ajuda muito, mas sem dedicação não adianta…

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