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Documento secreto revela por que Volta Redonda sofreu intervenção política

Matéria publicada em 26 de julho de 2015, 09:00 horas

 


As misteriosas razões que levaram o regime militar a cassar o direito de Volta Redonda de eleger seu prefeito estão em ata do Conselho de Segurança Nacional

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Em 20 de maio de 1973, o então presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, baixou o Decreto-lei nº 1273, declarando Volta Redonda como área de segurança nacional. Na prática, isto significava que os eleitores da cidade não escolheriam mais o prefeito, que seria nomeado pelo governador (que também não era eleito).
Foi algo estranho, já que apenas três meses antes, em 1º de fevereiro, havia tomado posse o prefeito eleito Nelson Gonçalves (pai do deputado estadual homônimo).
Tudo indica que a intenção inicial era cassar o mandato de Nelson, mesmo sendo ele da Arena, partido do governo. Motivo: a diretoria da CSN não gostava dele.
Mas Nelson soube habilmente contornar as arestas políticas com os militares, inclusive homenageando presidentes e ex-presidentes militares, dando a eles nome de pontes e viadutos. Conseguiu, com muito jogo de cintura, que os militares respeitassem seu mandato, que durou até 30 de janeiro de 1977.
A grande pergunta que todos faziam, porém, era o que levou os militares a transformar Volta Redonda em área de segurança nacional. Afinal, uma medida como esta era tomada pelo órgão mais poderoso do país: o Conselho de Segurança Nacional.
Este conselho era presidido pelo próprio presidente da República e dele faziam parte o vice-presidente e a nata dos ministros. O secretário-geral do conselho, à época, era ninguém menos que o influente general João Baptista de Figueiredo, que havia sido chefe do temido SNI (Serviço Nacional de Informações) e que mais tarde viria a ser presidente da República.
Por 42 anos a pergunta – o que levou a governo a cassar a autonomia de Volta Redonda? – permaneceu sem resposta. Os documentos e atas do Conselho de Segurança Nacional eram secretos. Em 2009 foram liberados para o Arquivo Nacional, mas muitas das cópias estavam total ou parcialmente tarjadas em preto para esconder dados ainda considerados secretos.
Agora as tarjas foram retiradas e os documentos estão disponibilizados na íntegra no Arquivo Nacional. Neste acervo a coluna encontrou a ata da reunião do conselho, em 24 de abril de 1973,  que transformou Volta Redonda em área de segurança nacional. Um segredo de quatro décadas é finalmente revelado.

Escapando por pouco

Em 1969, quatro anos antes desta reunião do Conselho de Segurança Nacional, Volta Redonda escapou por pouco. Os ministros do Exército, dos Transportes, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas e o chefe do Estado Maior do Exército queriam que Volta Redonda entrasse logo na primeira leva de cidades consideradas de interesse da segurança nacional, conforme lei recém editada.
Angra dos Reis não teve a mesma sorte. O estaleiro Verolme foi considerado de importância econômica e estratégica, assim como o porto. Além disso, conforme documento da época (ata de consulta ao conselho de 10 de junho de 1969), havia interesse militar em virtude de a Baía da Ilha Grande ser o local onde a Marinha de Guerra realizava a maior parte das suas manobras e da proximidade desta baía com a Base Naval do Rio de Janeiro.
Não se sabe ao certo o que livrou Volta Redonda de escapar do processo, em 1969, apesar da recomendação dos principais ministros militares. O que se sabe é que inicialmente os critérios pareciam mais efetivamente focados na segurança nacional contra o inimigo externo, como os municípios de fronteira. Depois o conceito se expandiu mais para o chamado “inimigo interno” – aqueles a quem o regime considerava como subversivos.

Os critérios do regime

Os documentos secretos revelam quais eram os critérios usados pelo governo militar para caracterizar um município como área de segurança nacional. Os critérios eram os seguintes:
POLÍTICO – Município cuja história política, através dos tempos, se caracterize por graves tumultos eleitorais.
ECONÔMICO – Município onde haja localização de atividades industriais ou parque industrial de maior interesse para a segurança nacional.
PSICOSSOCIAL – Município que apresente condições sociais de fácil exploração de elementos subversivos visando a perturbação da ordem.
MILITAR – Município que apresente condições estratégicas ou táticas de maior interesse para a segurança nacional.

Enquadrando Volta Redonda em tudo

Bastava o município se enquadrar em um dos critérios para que se tornasse candidato a não ter mais o direito de eleger seu prefeito.
No caso de Volta Redonda deu-se o óbvio: a cidade foi de cara enquadrada em função da existência da CSN. Segundo o relatório do secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, general João Baptista de Figueiredo, “60% da população do município” dependia diretamente da CSN. E mais:
– A alta significação para a economia nacional da maior usina integrada da América Latina justifica o tratamento político-jurídico fundados nos dispositivos da segurança nacional.
Como desgraça pouca é bobagem, Figueiredo lembrou dos pedidos de enquadramento de Volta Redonda, quatro anos antes, pelos principais ministros militares “com base nos fatores político, econômico, psicossocial e militar”.
Ou seja, não era só por causa da CSN. Volta Redonda estava enquadrada em todos os critérios.
Não era uma fama muito boa naqueles tempos.

Tema tirou governador militar do sério

Que a CSN era um dos fatores para a transformação de Volta Redonda em área de segurança nacional era um ponto óbvio. Mas a explicação isolada era capenga. Ipatinga tinha em seu território a Usiminas e nunca se cogitou tirar-lhe a autonomia política.
Sabe-se agora que a causa se estendeu a outros fatores – que jamais foram divulgados. Nem poderiam. Imaginem o governo dizer que a cidade apresentava condições sociais “de fácil exploração de elementos subversivos”?
Dá para entender a irritação do então governador do estado, Faria Lima, quando este colunista o abordou sobre o tema, no início do ano de 1979.
Faria Lima era um almirante que fora escolhido governador pelos militares em Brasília. Veio a Volta Redonda, naquele início de ano, inaugurar algumas obras executadas por Georges Leonardos, que havia sido nomeado prefeito pelo governador (foi o primeiro prefeito nomeado da cidade).
Este colunista, que ainda não completara 18 anos, iniciava a carreira como repórter no jornal semanário Opção. O editor, Luiz Alfredo Vieira (hoje proprietário do jornal aQui) pautou a pergunta clássica: por que Volta Redonda era área de segurança nacional.
Abordado na inauguração, o simpático e bonachão Faria Lima foi solícito:
– Deixa eu dar uma entrevista aqui para o menino. Qual sua pergunta?
– Governador, por que Volta Redonda é  área de segurança nacional?
– Por que tem a CSN em seu território.
– Mas Ipatinga tem a Usiminas no seu território e não é.
Aí o caldo entornou:
– Volta Redonda é área de segurança nacional porque eu quero e pronto! – respondeu rispidamente.
– Mas governador, o senhor acha justo que por causa da vontade de uma pessoa uma cidade inteira tenha cassado o direito de escolher seu prefeito?
– Seu moleque…
Faria Lima perdeu a linha e partiu para cima. Encarar na briga um homem com treinamento militar e ainda por cima  na época do regime militar era a última coisa que alguém iria querer em início de carreira. Por isso o jornalista respirou aliviado quando os seguranças do próprio Faria Lima o contiveram e, delicadamente, o prefeito Georges Leonardos abraçou o repórter, conduzindo-o para o lado oposto ao do irado governador.

O retorno da autonomia e os prefeitos nomeados

A era dos prefeitos nomeados começou em 1977 e terminou em 1986. Nestes nove anos ocuparam o cargo Georges Leonardos, Aluízio de Campos Costa e Benevenuto dos Santos Neto.
Georges Leonardos era engenheiro na CSN (mais tarde seria diretor industrial) e ganhou amigos militares poderosos quando esteve na Escola Superior de Guerra. Quando assumiu a prefeitura não fazia muita ideia do que era o cargo. Quando a Câmara rejeitou um projeto de sua autoria ele disse que ia fechar a Casa. Ligou para Brasília e descobriu que não tinha este poder. Aprendeu a negociar e ganhou traquejo político.
Aluízio Costa teve uma breve passagem como diretor social da CSN. Era coronel do Exército. Foi professor de balística na Aman, em Resende. Também chegou sem saber muito o que fazer. Como não conhecia quase ninguém na cidade, trouxe diversas pessoas de Resende para ocupar secretarias.
Uma curiosidade é que muitos destes secretários mal conheciam Volta Redonda. O de Serviços Públicos, José Marcos Pineschi, certa vez foi flagrado perguntando alto no saguão da prefeitura: “Alguém sabe onde fica esta tal Avenida Amaral Peixoto?”.
Aluízio tinha o típico estilo militar da época. Era honesto, mas meio paranoico. Quando este colunista, repórter à época, chegava no gabinete, ele escondia todos os papéis. Dizia que este jornalista lia seus documentos “mesmo de cabeça para baixo” e formalizou uma reclamação junto ao editor.
Benevenuto tinha um irmão coronel e muitos amigos militares. Dos três prefeitos nomeados era o único com raízes em Volta Redonda. Foi professor, empregado da CSN, tinha uma vida social e comunitária ativa. Era o “gente boa”. Quando falava parecia imitar o presidente Figueiredo, que o nomeou, e pelo qual nutria paixão.
Em comum entre os três a regra de ouro: jamais contrariar os interesses da CSN.
A relação entre os prefeitos nomeados e a diretoria da CSN era de absoluta subordinação.
No fim, era a CSN quem mandava na cidade.

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AURÉLIO PAIVA | aurelio@diariodovale.com.br

 


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27 comentários

  1. Avatar

    >>>>>>> SE CONSELHO FOSSE BOM NINGUEM DARIA…. MAS SOBRE OQUE PODERA VIR…. BOM MESMO SERIA COMEÇAR ORAR OU REZAR PORQUE A SUCESSAO DE ERROS POR TODOS NOS COMETIDAS CONDUZEM A TAL PRENUNCIO…. MAUDIÇAO SEM CAUSA NAO VEM!!!!!!!

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    O entulho autoritário faz um mix interessante com o “capitalista” sem capital.

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    Al Fatah e cantiflas, dois bairristas idiotas!!!!!!!!!

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    “Época boa”, “perigo vermelho”, “subversivos”…

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    Ainda há idiotas reacionários que defendem o retorno ou apoiam os desmandos cometidos por eles.
    Lamentável!!!!!!

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      Com tem brasileiro com a mesma consciência/mentalidade colonial, em pleno sec. XXI. Meu Deus!

      Os militares fizeram o maior bem para o Brasil tomando o lugar dos comunistas que conquistaram o governo na época usando a mesma tática do PT do Lula/Dilma e demais mensalões de agora. Acorda, meu caro!

      Os militares se excederam sim, mas Vc conhece alguém agredido que não era comunista ou defensor das bandeiras vermelhas?

      Assim como os vermelhos da época estavam a serviço da antiga URSS (Jânio) e China (João Goulart) (ambas comunistas) para sugarem o nosso país, assim fazem o PT e demais vermelhos atuais.

      Com uma diferença: agora os petistas estão a serviço de Cuba que continua comunista, e olhe lá se não estiverem a serviço da China. Olhe a ferrovia/trem que cortará a América do Sul a partir do Centro-Oeste para o Pacífico para escoar soja. São os chineses que construirão.

      E Alguém acredita que sobrará algum emprego para brasileiro? Alguém acredita que o preço da soja continuará como é? Comunista só suga a gente há séculos, meu caro.

      Fora comunistas! Fora defensores das bandeiras vermelhas! Deixem o MEU Brasil em paz.

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      se a china comunista quebrar o mundo todo quebra inclusive os americanos que outrora patrocinaram as ditaduras militares no hemisfério sul sugando nações inteiras como o brasil e é obvio que se alguem discordasse dos yankes seria cassado, preso e torturado; se na época fossemos alinhados com a china seguramente seriamos a terceira economia do mundo hoje os americanos só não dominam o mundo ,pela força economica e militar que a china tem.

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      O tempo passa, o tempo muda, só não mudam os pensamentos fora de contexto do ETA POVINHO.
      Acorda!!!!

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      Caro ricardaço, se os americanos não ajudasse os militares (isso não é oficial, mas entendo que os militares na época não tinham como enfrentar sozinho a situação) e se os brasileiros não marchassem contra o governo, hoje não existiria VR e muito menos a CSN, (COMO É HOJE), esta que foi uma parceria do Getúlio com os yankes. Imagino que os EUA entrou para não perder tbm o investimento na CSN aqui.

      Se fôssemos alinhados com a China comunista na época, a CSN seria hoje uma empresa chinesa funcionando com empregados chineses. O Brasil seria uma colônia chinesa e Vc teria de trabalhar para sustentar chineses. Vc acha que existiria o meu querido Voltaço? Vc acha que nós estaríamos agora através da net e do DV discutindo a nossa história? Eu desconheço qualquer país/região alinhada com a China que é próspera.

      Caro Leão do Sul, o tempo não mudou para os comunistas. Eles seguem a risca o Manifesto Comunista escrito por MAXX, mas agora com um detalhe: como o mundo mudou, eles estão adotando outra tática, porém a estratégia é a mesma. O objetivo é o mesmo para transformar as sociedades em formigueiro ou colônia de abelhas. Vide Cuba.

      O mundo mudou sim, mas eles continuam desembarcando no Brasil para apoiar o PT nas eleições. Vc não viu os milhares de haitianos sendo acolhidos pelo prefeito de SP? Isso só foi notícia porque chegaram milhares de uma única vez. E os outros que não se tem notícias, como venezuelanos, cubanos, bolivianos, etc?

      Em VR, semanas atrás tinha um casal com o filhinho com característica boliviana rodando tocha de fogo abaixo do semáforo frente ao Vita, na Vila Sta Cecília. Imagino que Vc não viu tbm.

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    patricia maldonado

    Eu olho para o gacemss e ainda vejo daquele pessoal subversivo, mas agora o pessoal eh das humanas/sociais com pegada hipster que curte andar de vespa ou de lambretta. Oferecem perigo apenas pela cafonice, elos perdidos da evolução.

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    Excelente matéria, Aurélio. Parabéns!

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    Antonio Carlos Naves

    Excelente artigo. Muito esclarecedor e deveria ser incluido na grade curricular de ensino. Um município novo precisa conhecer sua história. Parabéns!

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    EPOCA BOA, SE DEUS QUISER IRA VOLTAR EM BREVE!

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    Eu admiro o Aurélio desde o antigo jornal Opção.

    Se o Aurélio, ao entrar no gabinete municipal do Aluízio lia seus documentos “mesmo de cabeça para baixo”, certamente sabe o por que da decisão do governador Faria Lima. Se não sabe poderá perceber o por que em historiadores da época. Depois disso a nossa história está toda adulterada, tanto pela ditadura quanto pelos capitalistas após o regime militar, quanto pelos comunistas atuais, muitos deles ditando regras em nossas universidades.

    Estou lendo um livro de sociologia escrito por dois mestres na área, e é nítido o disfarce deles em não revelar o que aconteceu na época. Geralmente a informação fica incompleta. kkkkkkkkk, como exemplo num trecho dizem que o governo João Goulart queria implantar reformas de base, mas evitam entrar em detalhes. Obs: esses dois mestres na área da sociologia são empregados do governo federal, logo imagino serem petistas defensores das bandeiras vermelhas, claro.

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      ETA POVINHO desprovido de coerencia. você esta lendo livros escritos por bandeiras vermelhas? você não acha que esta sendo incoerente?malha malha e esta sendo instruido por eles ,kkkk , nessa sua mascara caiu hem kkk.

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      Parece incoerência, né?!

      Eu só fui constatar que são ligados ao governo atual (das bandeiras vermelhas) depois dos disfarces deles após vários trechos incompletos e dando sentido de que os governos da época fizeram bem feito, isto é, os governos Juscelino Kubitschek (Jango), Jânio Quadros e João Goulart fizeram “só maravilhas” para o MEU BRasil.

      Por exemplo: os autores não entram em detalhes do porquê da ida da capital na Guanabara para o Centro-Oeste, nem se houve oposições, ou ainda, da viagem do João Goulart e sua comitiva à China comunista. Alegam que não há informações. Será que os comunistas destruíram as provas como fazem até hoje como exemplo a destruição das fazendas na região mostradas outro dia aqui pelo mesmo jornalista?

      Será os comunistas alojados em tocas na Guanabara que os autores querem esconder? Será esta a resposta que o governador não quis responder ao jornalista, autor dessa matéria? Sabemos que onde tem comunistas por perto é confusão na certa e sendo a CSN no RJ era sinal de bagunça se esses vermelhos viessem aqui e elegessem um prefeito vermelho, né?!

      Invadir a cidade era certo como eles ainda vêm até hoje. Veja quantos vermelhos desembarcam atualmente no país na época de eleições para ajudarem o PT.

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    Admiro a trajetória do Voltaço, ainda mais porque nunca foi protegido pelo falecido manda chuva da federação, o Caixa D’Água, mas a fundação do clube tem a ver com a política do regime militar em conquistar o eleitorado através do futebol. Os prefeitos de então apenas obedeciam. Quanto às grandes obras, os governantes daquela época deixavam grandes dívidas para os sucessores, sem muita preocupação em explicar. Sobre a atual Rodovia dos Metalúrgicos consta que foi inaugurada apenas com uma camada de piche sobre a terra. O Georges Leonardos asfaltou e fez o trevo completo com a ponte sobre a Dutra.

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      O Caixa d’Água foi de uma época em que os clubes de Campos (Americano, Goytacaz) mandavam no futebol fluminense, e isso vinha desde o tempo do antigo Campeonato Fluminense (onde não entravam os times da capital)…. Ele tinha medo que o surgimento do Volta Redonda fosse ameaçar a hegemonia campista no interior. Tentou de toda forma prejudicar o clube, mas isso não impediu o Volta Redonda de ser o clube que mais vezes figurou na primeira divisão do atual Campeonato Carioca e o que mais títulos venceu em campeonatos da FERJ, entre os de menor investimento…

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    Perfeito Al Fatah. Mas quando eu disse sobre a história do Voltaço não fiz referência sobre o futebol, resultados, conquistas etc. Mas sim sobre a história da criação do VRFC e seus bastidores, já que o jornalista Aurélio Paiva adora esmiuçar bastidores. A fundação do VRFC é cercada de fatos interessantes que envolveu o regime militar, a antiga CBD, políticos, Federação e clubes da cidade. Muito legal.

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    O resendense José Marco Pineschi foi um dos melhores prefeitos de Resende, para alguns o melhor. Fez uma das pontes sobre o rio Paraíba e duas sobre o Sesmarias. Hoje empresta seu nome a ponte do acesso oeste. Não sabia que ele já havia ocupado cargos em VR.

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    Boa Al Fatah ! O Voltaço ! O Voltaço tem uma história rica e sensacional ! Muito coisa para um clube com somente 40 anos. Me lembro de várias reportagens interessantes sobre o VRFC desde época do ótimo jornal Opção. São muitos detalhes. Conhecidos e, talvez, a serem descobertos. Fica a dica.

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      Realmente, Cantinflas. Sei que estamos invictos em jogos contra times de fora, nunca perdemos para estrangeiros, mas desconheço vários desses confrontos. Falta esse tipo de informação estatística na página oficial do Voltaço. É o tipo de coisa que historiadores e antigos conselheiros poderiam repassar para o clube. Este, por outro lado, deveria ser mais proativo, ter mais interesse em enaltecer e difundir a história do clube… Deveria enfatizar também que somos o único clube do interior fluminense a ser campeão de competição oficial disputando a final contra um grande (final da Copa Rio de 1994 contra o Fluminense) e também o único time do interior vencedor de um torneio internacional (Copa Finta International 2005)… Se eu pessoalmente conhecesse os dados exatos, faria as anotações na página do clube na Wikipédia, que é a fonte de pesquisa mais acessada na internet…

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    kkkkkkkkkk muito legal !!! Como sempre, sem deixar de considerar o valor histórico destas reportagens, matérias, crônicas ou seja lá o que for, o que eu curto muito são os detalhes expostos, coisas que você jamais descobriria nos livros de história. Muito legal.

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    José César Gonçalves

    Gostei muito desta época, fui militar em 1973 e fazíamos patrulhamento em Volta Redonda éramos respeitados e não havia tantos bandidos como hoje, os poucos que tinha pensava muito antes de praticar qq ato.

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    Isso tudo mostra o quão grande e articulada foi a figura de Nelson Gonçalves, resistindo tempo suficiente para empreender obras que, a bem da verdade, foram os fulcros estruturais da VR de hoje: Elevado Castelo Branco, Av. Almirante Adalberto de Barros Nunes (Beira-Rio), Ponte Presidente Médici e, notadamente, Rodovia Tancredo Neves (atual Metalúrgicos), maior que a atual Rodovia do Contorno mas concluída em muitíssimo menor tempo. Vale ressaltar ainda o Estádio General Sylvio Raulino de Oliveira e a fundação do VRFC. Tenho curiosidade em saber se a Av. Sete de Setembro também foi aberta por ele, nunca achei registros sobre tal… Como bem disse a reportagem, nota-se nessas obras o nome de ilustres personalidades militares da época, num ato de adulação inteligente e muito conveniente para quem esteve andando em corda bamba…

    A questão de Ipatinga não ter sido área de segurança imagino ter sido exceção, já que outras localidades onde existiam plantas industriais de interesse militar, como Duque de Caxias, São José dos Campos e Cubatão, já o eram mesmo antes de VR… Aliás, Minas Gerais teve poucas cidades nessa condição, ainda que lá houvesse siderúrgicas, hidrelétricas e a Refinaria Gabriel Passos. Muito intrigante essa complacência administrativa que o governo central tinha para com aquele estado…

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