segunda-feira, 24 de junho de 2019

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Era uma vez o Real, a moeda forte

Matéria publicada em 24 de maio de 2019, 10:51 horas

 


Desvalorização repete a triste história do Réis e do Cruzeiro

Real: Quando foi criado o real se equiparava ao dólar.

Quem diria o Real, que foi criado para ser uma moeda forte, valendo tanto quanto o dólar, já está completamente desvalorizado. Na semana passada, por conta das turbulências no governo Bolsonaro nossa moeda ultrapassou a marca dos quatro dólares. E pode se desvalorizar ainda mais se as piores previsões dos economistas se concretizarem. Pelo andar da carruagem a moeda, criada no governo do presidente Itamar Franco, pelo então ministro da economia Fernando Henrique Cardoso, vai repetir a trajetória do Cruzado, do Cruzeiro e do Réis.

O Réis foi a nossa primeira moeda, na época do império. Ficou tão desvalorizada que no início da década de 1940 com 10 mil réis você comprava um pãozinho. No meu tempo de garoto, na década de 1950, tinha um mendigo conhecido como “10 meréis” porque ele vivia pedindo essa quantia as pessoas que encontrava. A essa altura o réis, totalmente desvalorizado, já tinha sido substituído pelo Cruzeiro. O que aconteceu em 1942. Em outubro de 1942, quando foi lançado o Cruzeiro, a nova moeda brasileira, um Cruzeiro valia mil réis. Mas o povo custou a se esquecer do nome da antiga moeda e ainda chamavam o Cruzeiro de réis na linguagem coloquial. Um “conto de réis” era o equivalente a um milhão de réis.

O Cruzeiro foi a moeda brasileira durante as décadas de 1950 e 1960. E como sua antecessora foi se desvalorizando com o passar dos anos. A economia brasileira não decolava, o país gastava mais do que arrecadava e o Cruzeiro acabou valendo muito pouco. Tanto que foi substituído pelo “Cruzeiro Novo” em 1967, durante a ditadura militar. Um Cruzeiro Novo equivalia a mil Cruzeiros antigos.

O Cruzeiro Novo foi implantado durante o governo Costa e Silva, mas apesar das promessas de desenvolvimento e do sonho do “Brasil Grande” a moeda da ditadura acabou tão desvalorizada quanto suas antecessoras. E então o Cruzeiro novo foi substituído pelo Cruzado em 28 de fevereiro de 1986, durante o governo José Sarney. Na época o país passava por um processo de hiperinflação. Nos supermercados os funcionários passavam a noite remarcando os produtos. Você comprava uma caixa de leite hoje e no dia seguinte o preço já era outro, mais elevado.

Foi a época patética dos “fiscais do Sarney” quando o governo tentou tabelar os preços e convocou a população para vigiar os aumentos de preços. Não deu certo e o resultado foi o infame Plano Collor e o confisco da poupança. O Cruzado conseguiu reduzir a inflação de 12,47 por cento ao mês para 1,43% mas foi uma vitória provisória. Logo o Cruzado ficava totalmente desvalorizado e foi substituído pelo Real em 1 de julho de 1994. Ele foi criado durante a gestão do então ministro da economia Fernando Henrique Cardoso, que se elegeu presidente logo depois.

Na década de 1990 o comercio através da internet estava começando e o Real era um verdadeiro sonho de consumidor. Você comprava um produto em uma loja no exterior e não precisava fazer contas. O Real valia o mesmo que o dólar. E seu valor foi mantido durante a euforia do governo Lula. Quando o país viveu o falso milagre brasileiro e parecia que finalmente ia sair da pobreza e do subdesenvolvimento. Na época os Estados Unidos enfrentavam uma forte recessão, mas o presidente garantia que ela não ia atingir o Brasil. “O tsunami dos americanos ia ser uma marolinha no Brasil”.

Foi outra frustração. A recessão chegou com toda a força durante o governo Dilma. E continuou na gestão do vice Michel Temer, que substituiu Dilma por impeachment. No ano passado, na véspera da eleição, ele atingiu o patamar dos quatro dólares pela primeira vez. E agora volta a ultrapassar esse valor. É uma triste história que se repete.


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22 comentários

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    Análise rasa, sem proveito algum. Serve apenas para confundir mais ainda os milhões de alienados por este pais afora.

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    Escritório do crime

    Guto você tropeça toda hora ,quem fica olhando para trás não vê a realidade que se impõe,pombo você deveria se informar melhor , a investigação é na ALERJ,o que esperar de pessoas que vivem fora da conjuntura atual , vocês são até piores do que os extremistas de esquerda ,afinal justificar roubos dizendo que o outro lado desviou mais é o cúmulo da hipocrisia.

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    Só para não esquecer.
    Quando o Plano Real foi criado, em 1º de julho de 1994, R$ 1 valia exatamente US$ 1. Em outubro do mesmo ano, o dólar chegou a custar em torno de R$ 0,82. “

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    Não há moeda que resista ao PT que aliás foi contra a criação do mesmo

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    A vivandeira angustiada e seu pombinho burrinho irão juntinhas na . manifestação bozolitica,cuidado para não apanharem por serem confundidas com casal homoafetivo.

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    Os antigos petistas, defensores de Lula, Gleisi Hoffman, Lindinho, José Dirceu, etc… nunca falaram nada contra o Mensalão, que era a compra de deputados pelo PT e que desvirtuou o Parlamento brasileiro, transformando cidadãos que foram eleito pelo voto público em capachos do Lula e de seus companheiros!
    Os antigos petistas, defensores de Lula, Gleisi Hoffman, Lindinho, José Dirceu, etc… nunca falaram nada contra o Petrolão, que foi o Maior Esquema de Corrupção do Mundo Ocidental envolvendo empresas públicas e privadas, que levou o Brasil para a sua Maior Crise Econômica da História Republicana, que jogou mais de quatorze milhões de pessoas na rua do desemprego e do desespero!
    Os antigos petistas, defensores de Lula, Gleisi HOffman, LIndinho, José Dirceu, etc… nunca falaram nada quando Lula-Dilma emprestaram 50 bilhões de reais para governos corruptos e ditatoriais, contrariando empresas de consultoria que diziam que não era seguro esta operação!…. E, hoje, esses países não estão pagando as parcelas do empréstimo, ou seja, deram calote na população brasileira! E olha que 50 bilhões fazem falta na educação e na saúde do Brasil!!
    Os antigo petistas, defensores de Lula, Gleisi HOffman, LIndinho, José Dirceu e todos os outros bandidos dessa organização criminosa nunca falaram mal dos filhos do Lula, que ganhavam um salário mínimo antes da eleição do Lula e depois da eleição ficaram milionários, pois participaram de tenebrosas transações!!!
    O que dizer desses antigos petistas, que não viram nada disso, mas agora tem fixação pelo empregado do filho do Bolsonaro?!!!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!…”

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      Bolsonaro é o melhor presidente de todos os tempos, com ele seremos Primeiro Mundo, nosso país passará a se chamar Estados Unidos da América e Brazil, seremos como Porto Rico, seremos um Estado associado , mandando foguetes e astronautas para vários planetas .
      Estou entusiasmado e já comprei minha bandeira do Tio Sam para ir às passeatas do Capitão América. Seremos o pés dos estadunidenses e de vez em quando poderemos ficar em decúbito ventral para os yankees saberem que somos seus admiradores e um povo amigo dos Estados Unidos, como bem diz nosso grande presidente Donald Trump e seu capataz o Jair. Estados Unido e Brazil acima de tdo e Trump em cima de todos, com diz o imbecil dos imbecis.

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      Hum! O mensalão, deixa p/depois.
      Vamos a esses fatos, que conveniência,, ou por ignorância, você nem toca.
      Proer, Sudam,,Sudene, Marka, Opportunity,(1,5 bi) Dner,Precatorios, Proer, Sivan,,Venda da Vale.
      Banestado,(25 bilhões) Cacciola,($1,5 bi) P36 (um crime). Só um exemplo.
      Mensalão,? E o mineiro,uai!

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    JUMENTADA PETISTA, A MIDIA SÓ DIVULGA O FILHO, MAS O MAIOR corruPTo DA CAMARA DE VEREADORES DO RIO É PETISTA LULISTA, BANDO DE ZUMBIS, É NOIS DOMINGO 26/05 VIVA BOLSONARO.

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      Pombinho.
      Tenho de rir. (Idiotas, uteis) . Palavras do Aécio.
      Idiotas, e imbecis. (Palavras do seu presidente) .

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    Nunca é tarde demais, os antigos defensores do Tucanato agora também comentam os podres do FHC, Serra, Aécio, Alckmin, Aloysio Nunes, Beto Richa e outros Tucanos. Bolsonaristas de última hora, ou seja, aqueles que apoiavam o PSDB até o Bolsonaro aparecer bem nas pesquisas eleitorais de 2018, agora até ajudam a revelar que os corruptos do PSDB são iguais ou piores do que os dos outros partidos.
    Será quer quando mudarem de barco em 2022 vão passar a divulgar também os ”laranjais” e as estranhas relações da Família Bolsonaro com os milicianos?

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    Guto Alzheimer,vai se cuidar!!!!!!!

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    O Queiroz, aspone da milícia Bolssonaro, fez uma cirurgia no Hospital da elite, Albert Aisten em SP, e pagou, pasmem, cerca de 70 mil reais em dinheiro viiiiiiivooooo, sendo um mero PM da reserva.kkkkkkkkkk A casa tá caindo p a famiglia Bozzo e sua trupe.

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      Foram quase 70 mil reais só para o hospital e agora já descobriram mais outro mesmo tanto para a equipe médica. Dinheiro vivo transportado do Rio para S. Paulo, para não ser rastreado pelo COAF.

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      Por isso que 85% dos petistas votaram contra a transferência do COAF para o Ministério da Justiça, pois temem ser rastreados pelo COAF!

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      EDMUR FERREIRA DA SILVA

      Talvez a esposa dele seja revendedora da Avon.

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    O PT na época da criação do Plano Real foi contra o Plano, pois sabia que se o Plano funcionasse eles não consegueriam nunca dar o golpe na população brasileira! No entanto tanto PT como PSDB são iguais, pois na época do escândalo do Mensalão FHC foi contra o impeachment do Lula! Eles brigavam na frente das câmara de televisão e nas rádios, contudo eram ‘amigos ocultos’…
    Hoje a máscara caiu, pois o PSDB, PDT, PT e mais sete partidos se uniram para organizar movimentos contra Bolsonaro!
    Pessoal tem lógica um coisa dessa?!
    Tem, pois esses partidos acima destruíram o Brasil e o PT colocou a cereja no bolo: criou a Maior Crise Econômica que o país já teve NA SUA HISTÓRIA REPUBLICANA! O PT é o pior dos esquerdistas, pois herdou toda a tradição comunista vinda da Rússia e da Coréia do Norte!
    Ou seja, os partidos de esquerda destruíram um país rico como o Brasil, no entanto, agora eles não querem a Reforma da Previdência, estão unidos para barrar a Reforma da Previdência, pois sabem que se a Reforma for feita, eles NUNCA MAIS VOLTARÃO AO PODER!
    Eles já estão com medo de perder os votos nordestinos, tanto é que o líder do PT na Câmara Federal proibiu a viagem de Jair Bolsonaro ao Nordeste, ou seja, vivemos na “democracia” e temos pessoas totalitárias proibindo o direito de ir e vir de um cidadão brasileiro!
    O que dizer dos partidos de esquerda que se uniram contra o Brasil?!!!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”

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      É mesmo ?????? kkkkkkkk vc é hilário, ainda bem q ninguém ti leva a sério. Ficou tão repetitivo q se tornou o bobo da corte kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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      “Eles já estão com medo de perder os votos nordestinos, tanto é que o líder do PT na Câmara Federal proibiu a viagem de Jair Bolsonaro ao Nordeste, ou seja, vivemos na “democracia” e temos pessoas totalitárias proibindo o direito de ir e vir de um cidadão brasileiro!”

      O que está havendo? Um líder do PT, proibindo, a ida do presidente ao nordeste?
      Uai! o moço agora, é dono do pais?
      Entendi, e você se enganou. Quem proibiu a ida dele,de ir a algum lugar foi o prefeito daquela cidadezinha;
      Nova York, esqueceu? Será porque,em?

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    Ô meu! Não é o real que está à 4 dólares. Quem me dera. O dólar é que está à 4 reais…

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    Os ministros responsáveis pela criação do Plano Real foram Ciro Gomes e Rubens Ricupero.
    Depois o Governo FHC demorou tanto para desvalorizar o Real que quando fez veio um percentual absurdo e logo após a sua reeleição (a da aprovação de lei comprada), fazendo o contrário de sua promessa de campanha de que o dólar não subiria tanto.
    O desastroso segundo Governo FHC ajudou o Lula a se eleger em 2002.
    Obs.: até uns 2 anos atrás não se podia falar mal do FHC e Tucanos em geral com suas Privatarias e outros escândalos como a o do Banestado do Paraná, Rodoanel, desvios das verbas da Merenda Escolar, Trensalão e Metrô de São Paulo, Furnas, pois quem denunciava essa roubalheira era taxado automaticamente de petista ou de ”sujo” como dizia o ”limpinho” Aécio Neves e seus apoiadores.
    Agora que o PSDB já não serve para o projeto extremista dos seguidores do atual governo, não tem problema falar mal dos Tucanos.

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      iro teve gestão turbulenta no Ministério da Fazenda
      da Sucursal de Brasília

      O presidenciável Ciro Gomes teve uma passagem turbulenta pelo Ministério da Fazenda, o cargo de maior projeção nacional que já ocupou.
      Ciro foi ministro por menos de quatro meses, no final da gestão Itamar Franco, em 94. Desgastou-se nesse curto período e foi descartado como opção para a mesma pasta no governo Fernando Henrique Cardoso, o que ajuda a entender por que deixou os tucanos e se filiou ao PPS.
      Ele começou sua vida de ministro chancelando uma radical abertura do país às importações, revista depois por FHC, e terminou com uma intervenção federal no Banespa e no Banerj, no último dia útil do ano.
      Nesse meio tempo, recomendou “porradas” para combater a inflação, chamou consumidores de “otários” e classificou de “canalhice” uma suposta intenção das empresas de aumentar preços após as eleições.
      A enxurrada de importações pôs o empresariado, especialmente o paulista, contra Ciro. Interferências em greves dos petroleiros e dos metalúrgicos fizeram o então ministro ser atacado pelo PT.
      Lepra e catapora
      Ciro Gomes chegou à Fazenda por um acidente -o que pôs no ar, por meio de antenas parabólicas, declarações desastrosas do ex-ministro Rubens Ricupero sobre seu apoio ao candidato oficial à Presidência, FHC.
      Com a queda de Ricupero, Itamar quis um político de sua confiança à frente da equipe econômica, na qual não confiava.
      Ciro, que governava o Ceará, foi alçado ao cargo com fama de bom administrador e, sobretudo, de bom comunicador.
      Sem intimidade com temas econômicos, foi o papel de comunicador que Ciro tratou de priorizar. “Com umas quatro porradas, a gente faz a inflação cair”, declarou um dia depois de anunciado ministro da Fazenda.
      Defendeu o Plano Real -que, na época, ainda estava em fase de ajustes- em locais tão inusitados como Belford Roxo (região metropolitana do Rio), Mossoró (RN), Caruaru (PE) e Maringá (PR).
      A primeira crítica à indicação de Ciro deveu-se a sua filiação partidária: depois do episódio Ricupero, temia-se que um ministro tucano usasse seu cargo para favorecer Fernando Henrique Cardoso. “Ser do PSDB não é lepra nem catapora”, disse Ciro na época.
      Apoio no PFL
      O primeiro partido a declarar apoio à permanência de Ciro na Fazenda foi o PFL.
      Logo após a escolha de Ciro, caciques pefelistas como Antonio Carlos Magalhães (BA) e Marco Maciel o definiram como o nome ideal para a pasta no governo Fernando Henrique.
      “Ciro Gomes já era um ministro certo na equipe de FHC. Agora, se tiver êxito, terá lugar certo na pasta”, disse ACM.
      O destempero verbal de Ciro, porém, começou a fazer a atuação do ministro ser questionada por políticos e empresários -sem falar na própria equipe que comandava.
      Em outubro, às vésperas do lançamento de um pacote de contenção do consumo, Ciro disse que poderia elevar os juros “lá para o céu” e restringir o crediário para “salvar o Plano Real”.
      Até então, não passava pela cabeça de ninguém que o Real precisasse ser salvo.
      Cresciam as reclamações de empresários contra as importações e o arrocho ao crédito.
      Ciro não evitava o tom de confronto. “Estou pouco ligando se a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) me apóia ou não”, afirmou.
      Ministério FHC
      Em dezembro, o já eleito Fernando Henrique começa a anunciar nomes para seu ministério.
      O primeiro nome divulgado é justamente o da Fazenda, que ficaria com o então presidente do Banco Central, Pedro Malan, de estilo oposto ao de Ciro Gomes.
      Antes do anúncio oficial, Ciro já sabia da escolha de FHC. O futuro presidente da República reservava para ele um outro lugar em sua equipe: o Ministério da Saúde, pasta que Ciro recusou.
      Esvaziamento
      Esvaziado na Fazenda -Malan já dava as cartas da política econômica- e no final de sua gestão, Ciro trombou ainda com José Serra, escolhido ministro do Planejamento, e Henrique Santillo, ministro da Saúde do governo Itamar Franco.
      Cobrou publicamente de Serra apoio à política de câmbio, criticada pelo futuro ministro, e disse haver irregularidades na Saúde.
      Henrique Santillo divulgou nota cobrando provas, e Serra foi aconselhado a não polemizar com o ministro que saía.
      CIRO GOMES. Criador do Real? Tá de brincadeira, moço? Leia isso aí em cima.

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