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Estudo explica porque não contatamos alienígenas

Matéria publicada em 25 de outubro de 2018, 09:18 horas

 


Só investigamos em uma região muito pequena do Universo

Hipótese: Alienígenas podem ser robôs

Um novo estudo, submetido a revista científica The Astronomical Journal tenta explicar porque, depois de mais de 40 anos de buscas, os astrônomos ainda não conseguiram fazer contato com extraterrestres. Segundo Shubhan Kanodia, um estudante de graduação da Pen State University o motivo é simples: Ainda não procuramos em lugares suficientes. Até hoje as regiões do céu que foram observadas equivalem ao conteúdo de uma banheira diante do oceano. A famosa astrônoma Jill Tarter concorda com ele e diz que as pesquisas atuais equivalem a apanhar um copo de água do mar, olhar dentro e concluir que não há peixes no oceano.
Kanodia criou uma ferramenta matemática para analisar as buscas por inteligências extraterrestres feitas desde a década de 1960. Foram examinados oito parâmetros específicos. A região do céu que foi investigada, a sensibilidade dos aparelhos e a potencia de um possível sinal alienígena. Ele concluiu que até agora só observamos 5,8 vezes 10 elevado a menos 18 de todo o universo observável. O que equivale a 0,000000000000000005 do céu!
Isso representa uma parte minúscula de todas as faixas e comprimentos de onda que podem estar sendo utilizados pelos E.T.s
Nos filmes e seriados de televisão, como a popular “Jornada nas Estrelas”, a galáxia esta repleta de seres inteligentes viajando de um lado para outro em suas naves espaciais. Isso pode ser verdadeiro, os alienígenas podem estar transmitindo sinais de radio para orientar suas naves, ou usando raios laser para impulsionar veleiros espaciais. Até aqui a pesquisa tem sido feita com antenas parabólicas em busca de transmissões de radio. Um novo projeto, que reúne russos e americanos, o Breakthrough Listen, vai usar telescópios óticos para procurar por lampejos de luz laser. Mesmo assim sinais de radio e sinais óticos são apenas uma das possibilidades a serem investigadas.
A dificuldade em captar sinais de outras civilizações foi chamada de “O grande silêncio” pelo astrônomo e escritor David Brin. Para Kanodia o “grande silêncio” pode ser apenas o resultado das limitações das nossas buscas e dos nossos equipamentos. Além disso, os extraterrestres podem ser muito mais avançados do que nós, tecnologicamente, e usam meios de comunicação que ainda não temos. Kanodia imagina uma pessoa do século 21 tentando se comunicar com um homem das cavernas usando um telefone celular. O homem das cavernas não responderia por que ainda não têm celulares. No caso dos E.T.s inteligentes os homens das cavernas seriamos nós. Tentando chamar a atenção com gritos e fogueiras e não obtendo resposta de seres que se comunicam por feixes de neutrinos ou quarks.
Existem outras hipóteses para explicar o grande silêncio. Seth Shostak, astrônomo envolvido no projeto SETI, de busca de civilizações extraterrestres, acha que estamos procurando nos lugares errados. Ele lembra que a humanidade inventou o rádio há cem anos e já esta prestes a criar as primeiras inteligências artificiais. Nas civilizações do espaço as máquinas inteligentes já teriam tomado o lugar dos seres orgânicos. E uma civilização de robôs inteligentes não precisaria mais de planetas habitáveis. Ela se mudaria para as regiões do universo onde existe mais energia, como o centro das galáxias. Afinal, máquinas inteligentes se alimentariam de eletricidade e da energia solar.
De qualquer forma a nova hipótese agradou a astrônoma Jill Tarter, uma das pioneiras da busca por E.T.s. Ouvida pelo site Space.com, Tarter disse que chegou a conclusões semelhantes no passado. “O universo é um oceano muito grande e até agora só investigamos uma região muito pequena”. Ela concluiu. A busca continua e recentemente um observatório situado na África do Sul também se associou ao projeto.


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