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Fernando Alonso: a derrota do mala sem alça

Matéria publicada em 19 de agosto de 2018, 10:13 horas

 


Situação do piloto, que é um dos melhores da atualidade, mas não conseguiu lugar na Fórmula 1, faz refletir sobre profissionalismo

Desempregado: Mito da Fórmula 1, Fernando Alonso estará fora do grid ano que vem

O espanhol Fernando Alonso, bicampeão mundial de Fórmula 1, é considerado um dos melhores pilotos entre os que estão em atividade atualmente. Pela idade, 37 anos, ainda poderia correr pelo menos mais duas ou três temporadas em alto nível.
Mas anunciou que vai deixar a categoria no ano que vem, rumo, provavelmente, à Fórmula Indy e ao WEC, o campeonato de protótipos onde ele ganhou, este ano, as 24 Horas de Le Mans. Mas por que um piloto reconhecidamente rápido, capaz de atrair patrocínios milionários, não consegue um lugar no grid?
Ou, como esta não é uma coluna sobre automobilismo, o que faz um bom, ou mesmo um ótimo profissional, seja ele quem for, ficar fora do mercado, ou, se vocês preferem esse termo, desempregado?
A resposta, em português bem claro: no caso específico, Alonso é uma mala sem alça; um chato que adora falar mal do carro, criticar outros pilotos e se fazer de vítima.
No caso de Alonso, a equipe ainda tinha interesse em mantê-lo, mas ele já não acreditava no carro e também estava ciente de que nenhuma equipe em condições de entregar um carro mais competitivo do que o atual o queria.
Em outros tempos, as reclamações de Alonso iriam cair na conta das “extravagâncias do gênio” e ele conseguiria um lugar em uma equipe competitiva, já que a McLaren, onde está atualmente, não parece capaz de brigar pelas primeiras posições no ano que vem.

E nós com isso?

Na nossa vida diária, há mais “Alonsos” do que seria de se esperar; gente competente, que faz um trabalho bem feito, muitos até sabendo trabalhar em equipe, mas que transformam o ambiente do local de trabalho em uma sucursal do Hades, ou no mínimo, num bom ensaio para a vida no Umbral.
Resultado: durante algum tempo, são tolerados porque “agregam valor” ou “geram resultado” para a empresa, mas o restante do grupo vai acumulando raiva, ou melhor, “criando ranço” do sujeito.
Na primeira oportunidade, o grupo vai pressionar para que o sujeito seja devidamente posto para escanteio, apesar da competência.
Remédio pra isso? É simplesmente não ser um mala sem alça. Tentar se relacionar bem com as pessoas e usar suas competências não só para se destacar diante da direção da empresa, mas também para ajudar algum colega que esteja em dificuldade. Afinal, colegas de trabalho não precisam ser amigos, mas que ter amigos no trabalho ajuda, isso ajuda.

Pra não dizer que não falei de eleições

Na coluna da semana retrasada (05/08), comentei que presidentes não solucionam sozinhos os problemas de um país. No caso, um presidente eleito com maciço apoio popular tende a se transformar num “Alonso” da política, achando que nada é culpa dele, que o povo estará sempre a seu lado e que a imprensa é uma fábrica de notícias veiculadas unicamente com a intenção de prejudicar o “eleito pelo povo”.
Quem está fazendo assim, no momento, é o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele ganhou apertado, mas se sente um “escolhido” e reage como uma criança mimada, ameaçando paralisar o país se o Congresso não der o dinheiro para ele fazer um muro na fronteira com o México, ou vociferando contra a imprensa quando ela dá destaque, por exemplo, às nebulosas relações entre ele e o presidente russo Vladimir Putin.
No Brasil, já tem candidato preparando o discurso para por a culpa nas urnas eletrônicas, caso seja derrotado. Caso ganhe, esse candidato – que não precisa ter o nome mencionado – terá de escolher entre fazer composições com o Congresso, abrindo mão de diversos pontos de seu suposto “programa de governo” ou se fazer de vítima, dizendo que os deputados e senadores “não o deixam trabalhar”, pedindo que os militares fechassem o Congresso, mas isso é outra história, porque os militares da ativa já rejeitaram essa hipótese.


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13 comentários

  1. Alfredo Magalhães

    Bolsonaro e muito limitado. Abram o olho!

  2. escreve ate boas colunas, mas essa aqui kkkkk

  3. FATO: FERNANDO ALONSO EMPURROU O MICHAEL SCHUMACHER PARA A APOSENTADORIA. ISTO É FAZER HISTÓRIA NA F1…

  4. Vettel é outra valise cheia de graxa…

  5. Foi melhor do que o Sena.

  6. Pronto, chegou o isentão.
    Mais uma viúva do Obama, chorando a derrota de Hillary.

  7. A grande maioria dos brasileiros está cansada destes pseudojornalistas de esquerda. O tiro vai sair pela culatra, e vcs que irão eleger Bolsonaro, que na minha opinião está longe de ser um excelente candidato. Façam seu trabalho com jornalismo sério e informativo e deixem suas paixões para quando estiverem de folga.

    • Que comentário mais doido é esse, independente se é de esquerda ou direita, Paulo escreveu a verdade, ai como a verdade dói.

    • Concordo plenamente . Tentando virar formador de opinião mas sem uma proposta melhor . Aí fica fácil escrever p jornal .

    • Pode ter certeza que Bostonaro não será eleito presidente, além de incompetente é boquirroto,
      Irá colocar a culpa na urna eletrônica.

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