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Hong Kong: A cidade favorita do planeta Terra

Matéria publicada em 1 de dezembro de 2017, 11:41 horas

 


Metrópole asiática é a mais visitada do mundo; exótica cidade povoa a minha imaginação desde que eu era criança

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A vida é cheia de surpresas. Uma pesquisa divulgada na semana passada revelou que a cidade mais visitada do mundo não é Paris nem Nova Iorque. É Hong Kong, a superpovoada metrópole asiática, ali na extremidade sul da China. Hong Kong é parecida com o Rio de Janeiro no detalhe de ter sido construída entre o mar e as montanhas. Em uma bela baía. Eu nunca fui a Hong Kong, mas essa exótica cidade povoa a minha imaginação desde que eu era criança. A culpa é de um esquecido seriado de TV, estrelado pelo australiano Rod Taylor, que passava no tempo em que a televisão brasileira ainda era em preto e branco.

Cada episódio só tinha 30 minutos de duração, mas era cheio de aventura e mistério. Glenn Evans, o personagem interpretado pelo Rod Taylor, foi o primeiro herói jornalista que conheci na minha vida. Bem antes do Clark Kent. O seriado foi feito em 1960 e passou na TV brasileira aí por volta de 1961, 1962. Era um seriado adulto, exibido depois das 21 horas, mas meus pais permitiam que eu visse, apesar das tramas cheias de assassinatos e lutas. Não sei se me tornei jornalista por causa desta série de TV. Acho que não, nem com uma cirurgia plástica eu ficaria parecido com o Rod Taylor, mas deve ter havido alguma influência subliminar.

Evans era um repórter americano que virava correspondente em Hong Kong no auge da Guerra Fria. Quando Hong Kong era uma colônia inglesa encravada no território da temível China comunista. A narração na abertura dos episódios revela bem o espírito da época: Começava com uma bela vista aérea da cidade enquanto Rod Taylor dizia em off “Hong Kong, o último baluarte da liberdade na China continental. Aqui, nesta cidade frenética milhões vivem uma vida incerta cercados pela cortina de bambu. Enquanto o destino da Ásia se equilibra na corda bamba. Como correspondente americano eu tento me manter neutro, mas acabo me envolvendo na luta. Como meus amigos ingleses, que mantêm este farol da liberdade brilhando numa praia escura”.

Os americanos morriam de medo do comunismo naquela época e quase todo filme ou série de TV tinha um toque de propaganda anticomunista. Mas isso era apenas um detalhe. O que me deixava fascinado com a série era aquela cidade entre o mar e a montanha, com uma baía repleta de sampanas e juncos chineses. Rod Taylor também era um daqueles jornalistas que só existem na ficção. Ele dirigia um carro conversível, com o volante no lado direito (como era norma em todos os territórios ingleses) e tinha um apartamento de solteiro com todos os confortos imagináveis naquela época.

Muito tempo depois fiquei sabendo que Hong Kong era baseado em um filme antigo, do Clarke Gable, chamado “O aventureiro de Hong Kong”. Que fora filmado a cores, na Hong Kong real. O seriado era em preto e branco e sua Hong Kong fora recriada nos estúdios da Fox em Hollywood. Mas era tudo tão bem feito que a plateia acreditava que a trama estava realmente acontecendo do outro lado do mundo. Recentemente pude rever a série toda no YouTube. Durou só uma temporada, com dezesseis episódios, acho que era muito cara até para a 20th Century Fox. Mas ficou gravada na memória de todos aqueles que viram, como outros seriados famosos da mesma época.

Eu nunca fui a Hong Kong. Acho que me decepcionaria se fosse. A Hong Kong moderna, cheia de arranha-céus não se parece nada com a Hong Kong dos anos de 1950. Que parece bem mais bonita nas imagens da época. Mesmo assim acho que muita gente discorda e vai para lá. A localização da cidade, no meio da populosa Ásia, deve ter alguma coisa a ver com isso. De minha parte prefiro ficar com as imagens da Hong Kong de sonho, embalada pela bela música tema do maestro Lionel Newman.

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JORGE LUIZ CALIFE | jorge.calife@diariodovale.com.br


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23 comentários

  1. Avatar

    Quando me chamam aqui nos comentários de Dona Florinda do Brejo, coxinha, pobre de direita, e outras idiotices, eu não esquento a cabeça, pois é o preço que se paga quando se discute com petistas, que tem um nível intelectual muito baixo – apesar de alguns alegarem “ter federal”. Mas confesso que quando tentaram me ofender me chamando de saudoso dos tempos dos generais e do FHC, eu fiquei muito preocupado de avançarem um pouco mais no tempo e me chamarem de saudoso dos tempos do Lula e da Dilma. Aí já seria demais! Baixaria tem limites, me chamar de petista eu não aceito!

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    Estou muito magoado com esta!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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    Nossas universidades públicas há muito tempo deixaram de ensinar para se tornarem antros de doutrinação ideológica. Não me espanta nenhum brasileiro ter ganhado um prêmio Nobel; não termos uma universidade sequer no ranking das 200 melhores do mundo; e sermos um zero a esquerda em registro de patentes e produção científica. As únicas coisas que as universidades públicas brasileiras produzem hoje são analfabetos funcionais e militantes do PSOL e PT.

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      Nunca adentrou um campus universitário na vida e fica aí destilando recalque, e repetindo besteira de rede social, feito macaco amestrado.
      Bom mesmo é aquele canudo de facul de esquina, anunciada pelo Huck.

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      Quero distância destes antros de comunistas!

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      الفتح - الوغد

      Prêmio Nobel é politicagem pura. Inúmeros brasileiros ao longo dos mais de 100 anos foram merecedores da condecoração, mas parece haver alguma cláusula pétrea no regulamento da Academia Sueca proibindo brasileiros de vencerem esse prêmio. Teve um que só recebeu depois de se naturalizar estrangeiro…

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      Tecla Duran: Não entre em discussão. Quando o sujeito passa de um debate salutar e parte para ofensas, creio q o mesmo tende a ser ignorado.As vezes as nossas frustrações por não termos conseguido, as vezes por questões financeiras, outras vezes por baixo intelecto, adentrar à uma instituição do calibre das nossas universidades publica, gera em nós um sentimento de rancor e ódio para com os que conseguem galgar tal sonho.

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      Gostaria muito que as universidades públicas brasileiras fossem locais de excelência acadêmica, pois são muito caras para a população que as mantém com os seus impostos, em especial para os mais pobres. Mas hoje elas são num antro de doutrinação ideológica, basta lembrar a posição dos alunos e professores (doutrinadores) na época do Impeachment, para ficar apenas neste exemplo.

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      Morador de Volta Redonda

      Comentários idiotas. O que tem a ver com a matéria ?

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      Concordo. O primeiro comentário sempre é sobre a matéria, mas aí os petistas, que não entendem o conteúdo nem tem argumentos para debater, começam a falar besteiras e a desviar do foco para começar a baixaria.

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    Persiste no seu delírio arrogante de pobre de direita, Dona Florinda. Eu já lera bastante sobre esses temas até mesmo para passar no vestibular para minha (aliás, minhas ) Federais. Já você…

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    الفتح - الوغد

    Não se iluda, Calife. A imensa maioria desses turistas são da própria China continental (um país, dois sistemas)… Eu também sempre achei HK uma cidade incrível, mais pelo visual futurista mesmo… Assistia filmes de arte marciais quando moleque e via aquele lugar com geografia semelhante à do Rio, mas com enormes edifícios iluminados a rivalizar em altura com as montanhas mais elevadas, além do formigueiro humano relativamente organizado das ruas, diferente das outras cidades asiáticas…

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    Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul, são hoje o que o Brasil também seria, se ao invés de ter caído do conto do desenvolvimentismo dos comunistas da CEPAL (petistas, procurem no Google) tivesse adotado o liberalismo e a abertura econômica – não aquele cheirinho de políticas liberais sem convicção dos tucanos na década de 90. Esses países eram mais pobres que o Brasil na década de 80, hoje alguns deles são mais ricos que os da Europa e disputam o mercado internacional em pé de igualdade com potências como os EUA e Japão. Suas economias são dinâmicas, voltadas para o comércio internacional e a produção de bens de alta tecnologia, e estão sempre entre as primeiras posições nos rankings de liberdade econômica, PIB per capita e desenvolvimento humano. Sua educação é de primeira, com excelentes escolas e universidades de ponta – não esses antros de doutrinação ideológica e desperdício de dinheiro público que se tornaram as escolas e universidades do Brasil -, e estão sempre entre os mais bem colocados no PISA (petistas, procurem novamente no Google).
    Mas e o Brasil? Segundo os esquerdistas, o país do futuro será rico, próspero e justo após reelegermos Lula, continuarmos a nos conformar em comercializar commodities e adotarmos de vez o socialismo, a exemplo do que fizeram a Venezuela e Cuba. Tenha paciência!

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      Nos delírios dessa outra Dona Florinda do Brejo (ô raça folclórica), “CEPAL” e “PISA” são termos de conhecimento restrito aos iniciados. Para a saudosa dos generais e da gloriosa Era FHC, uma pobre de direita que pensa que é elite, a leitura de jornais e revistas, onde esses termos são comuns, está vedada aos demais mortais; essa “gentalha” precisa consultar o Google.
      Limitação intelectual e arrogância andam de mãozinhas dadas. O sujeito faz uma graduaçãozinha nas coxas numa faculdade de esquina e já se acha sócio fundador do Clube da Verdade. Não passa de um Bolsominion papagaio de telejornal.

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      Que bom que o petista pesquisou no Google antes de postar seu comentário. Apesar de só ter escrito besteiras, já é um avanço.

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      rsiste no seu delírio arrogante de pobre de direita, Dona Florinda. Eu já lera bastante sobre esses temas até mesmo para passar no vestibular para minha (aliás, minhas ) Federais. Já você…

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      Ao sugerir que “procurem no Google”, o sujeito já revela, além da prepotência ridícula, certa insegurança (termo eufemístico para “limitação”) intelectual, pois confere status de conhecimento restrito a temas amplamente difundidos.
      Sinto informar que temas como CEPAL e o ranking PISA, por exemplo, são de conhecimento de aluno medianamente preparado para o ENEM; talvez até de quem assista com alguma atenção ao Jornal Nacional, que parece ser a principal fonte de “informação” de alguns palpiteiros de rede social.

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      Este diploma não lhe deixou menos burro, mesmo de federal. Um burro com diploma continua sendo burro, se for petista então é pior.

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      Fui na ferida, né, Dona Florinda? A realidade dói mesmo, temperada com recalque então….
      Espernear não adianta.

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      Estou muito magoado com esta!
      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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      Morador de Volta Redonda

      Comentários idiotas. O que tem a ver com a matéria ?

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      Concordo. O primeiro comentário sempre é sobre a matéria, mas aí os petistas, que não entendem o conteúdo nem tem argumentos para debater, começam a falar besteiras e a desviar do foco para começar a baixaria.

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